Identificação da formação: " "Educação para os nossos dias com os olhos no futuro" | Ciclo de Debates
Data da edição: de janeiro a abril de 2025
Entidade Formadora: Centro de Formação José Salvado Sampaio - FENPROF"A aposta deve ser feita no futuro não na direção da sofisticação tecnológica, mas da sofisticação pedagógica." (Azevedo, 2003)
Identificação da formação: " "Educação para os nossos dias com os olhos no futuro" | Ciclo de Debates
Data da edição: de janeiro a abril de 2025
Entidade Formadora: Centro de Formação José Salvado Sampaio - FENPROFRELATÓRIO REFLEXIVO
1. Contexto formativo
Considerando que, hoje em
dia, os ambientes em sala de aula são cada vez mais diversos, urge repensar as
práticas pedagógicas.
Estou convencida de que a
diferença se faz por aí. Somos nós, professores, os agentes da mudança e temos
de estar cada vez mais capazes, logo competentes, para saber criar situações de
aprendizagem que possam promover significado naquilo que é relevante para os
alunos de forma a que estes reconheçam no currículo valor e se interessem por
aprender.
Como disse no fórum de
apresentação, acredito que é dentro “da sala de aula que posso fazer a
diferença junto dos alunos. É por isso que aqui estou. O lema é "aprender
sempre".
Findo este mês de
aprendizagem, saio com mais ferramentas e, acima de tudo, mais enriquecida pelo
que ouvi, vi e li. Efetivamente, a organização do curso permite-nos “arrumar”
as ideias e começar a ter certezas sobre o assunto – a escola inclusiva – de
que se fala pouco nas escolas. Pelo menos no meu agrupamento. Os professores
das disciplinas têm participado muito pouco naquilo que é a construção das
condições mais favoráveis à inclusão.
Espero ter a capacidade de,
com este conhecimento que daqui levo, ajudar a “alinhar a prática na verdadeira
educação inclusa” (Rómulo Neves).
2. Percurso formativo
Não tenho dúvidas de que,
após estas semanas de formação, aprofundei os meus conhecimentos na área da
educação inclusiva e a leitura feita em conjunto e com o suporte dos materiais
permitiu-me ficar mais conhecedora da lei da escola inclusiva. Isso irá
permitir-me nas reuniões de departamento e conselhos de turma ser capaz de
participar de forma mais construtiva. Pelas menos assim espero que aconteça.
Esta
aprendizagem irá permitir-me pensar, desenhar e operacionalizar situações de
aprendizagem que possibilitem, principalmente, reduzir os obstáculos nos
processos propostos aos alunos. Esse foi, sem dúvidas, um dos aspetos mais
relevantes que aqui aprendi. Nada que, em teoria, não soubesse, mas que com os
exemplos dados e as discussões que fomos tendo se tornaram, logo, uma prioridade.
Posso mesmo informar que nos enunciados, em suporte papel e digital, deste fim
de período, tive essa preocuação. E é importante dizer que essa preocupação existeu
em relação a todas as situações e não só quando pensei nas situações que
envolvem os alunos que habitualmente estão associados à necessidade de outro
tipo de medidas.
Também essa foi uma garantia que daqui levo: as medidas universais são para todos os alunos. Já assim pensava, fiquei com a certeza. E também a certeza de que, sem o trabalho do aluno, não há medidas que possam surtir efeito.
3. Mudança de práticas
Acresce a esse aspeto, o da
melhoria da minha prática pedagógica, logo do meu desempenho profissional, outro
que não será tão relevante mas que também é importante: conseguir participar de
forma mais ativa e eficaz no envolvimento das famílias. Não sou diretora de
turma e essa circunstância limita a minha ação. No entanto, há muito que
reconheço a mais valia da importância da família no sucesso dos alunos.
Devíamos se capazes de saber comunicar com os encarregados de educação, pais,
mães, de forma mais eficaz.
Com os alunos, e no seio da
sala de aula, já procuro partilhar com eles cada momento de aprendizagem
que proponho, incluindo-os já em determinados contextos processo de construção
das situações. Sentem-se “importantes”. Alguns ainda vão “achando estranho”. Às
vezes oiço expressões como “prefiro aulas normais”. Ainda não me foram capazes
de explicar o que isso significa. Mas há discussão e ficamos todos a pensar.
4. Conclusões
Globalmente, a ação correu bastante bem, tendo-se privilegiado a aprendizagem em grande e, nos momentos síncronos, no entanto, até porque o grupo não era muito grande, em três sessões conseguimos ter vários momentos de partilha, além da qualidade da informação veiculada pelo formador, cujas intervenções eram quase sempre enriquecidas com as suas experiências profissionais e até pessoais. Essa estratégia funciona de forma muito eficaz, já que nos aproxima bastante daquilo que estamos a aprender. É quase uma experiência imerssiva.
Não posso deixar de destacar também a qualidade não só dos recursos como também de todo o desenho de aprendizagem de cada um dos módulos. Confesso que esse é também um dos meus interesses, a construção de sequências de aprendizagem online. E, efetivamente, este curso, no seu todo, é muito equilibrado na gestão das atividades propostas e respetivos recursos disponbilizados, dando-nos uma sensação ótima de segurança e qualidade quanto àquilo que estamos a a fazer, logo a aprender.
Foi, sem dúvida, um excelente momento de
aprendizagem.
Formação feita em 2024
Já uso as tecnologias digitais no processo de avaliação dos alunos. Considerando que ainda antes da pandemia já usava de forma sistemática os fóruns de uma disciplina na Moodle para que os alunos desenvolvessem atividades que lhes permitissem completar as aprendizagens iniciadas em sala de aula, enriquecendo assim o processo já que o uso das paltaformas permite diversificar os recursos de forma mais eficaz.
Dado que na construção das tarefas que proponho existe sempre uma grande preocupação em informar os alunos dos objetivos que se pretendem atingir e se disponibilizam ferramentas que facilitem a consecução dos objetivos, de forma faseada, considero que as questões que são colocadas no vídeo estão também presentes no meu trabalho: "Porquê avaliar, o que avaliar, quando avaliar e como avaliar?"
O uso das plataformas, no meu agrupamento temos a possibilidade de usar quer a TEAMS quer a Moodle, facilita, sem dúvida o momento de entrega das tarefas e também o acompanhamento do processo. Portanto, eu diria que a mais-valia do uso das tecnologias no contexto da avaliação pedagógica é o facto de otimizar a do processo de comunicação entre alunos e professores .
Reflexão feita no âmbito da frequência do Curso Competência digital docente: avaliação pedagógica
"Tem preferência por alguma das modalidades? Porquê?"
Considerando o caráter de completude que as duas modalidades de avaliação mencionadas aqui (acesso pelo link em cima), formativa e sumativa, a resposta "politicamente" correta deveria ser que não tenho preferências já que ambas são importantes para o desenvolvimento da minha prática pedagógica e essenciais na aprendizagem dos alunos.
Mas eu tenho preferência.
Sem dúvida que o processo formativo é mágico e a possibilidade de acompanhar os alunos no desenvolvimento das suas competências cognitivas e sócio-afetivas é um privilégio que temos, enquanto professores. Naturalmente que o momento sumativo, aquele que permite saber se o aluno já sabe, é relevante mas só lá chegamos se o formativo tiver acontecido. E com qualidade. Por isso, cada vez mais procuro transformar esses momentos de validação das aprendizagens em momentos onde estamos todos a perceber em conjunto se já se sabe. E aí o resultado é igual para todos. Começa a ser muito interessante, porque na discussão conjunta em grupo turma, os alunos, ao terem de decidir qual é a resposta certa, qual é a melhor maneira de resolver a situação que eu coloco, começam a discutir e a argumentar, tentando convencer os colegas de que a sua perspetiva é a que está correta. E dão exemplos, ou vão ao caderno para mostrar que têm razão e consultam o manual. Já aconteceu pedirem-me para usar o telemóvel (acesso à internet). E, chegados a este ponto, deixa de fazer qualquer sentido aquela ideia de que um teste feito individualmente pode validar aprendizagens que foram construídas desta forma, em grupo, a socializar.
Por isso, sem dúvida que o processo formativo é muito mais estimulante, até porque nesta perspetiva que aqui estou a desenvolver, o mesmo contém sempre o sumativo, ou seja, no processo de aprendizagem, logo formativo, há um momento (uma tarefa) de caráter sumativo. É simples.
Reflexão feita no âmbito da frequência do Curso Competência digital docente: avaliação pedagógica
Considerando o que acabei de publicar aqui (link de acesso em cima), parece-me ter ficado claro que no desenvolvimento das minhas práticas implemento de forma integrada as duas modalidades de avaliação: formativa e sumativa. Ambas são inerentes ao processo de aprendizagem. A formativa centrada no próprio processo em si, onde o feedback adquiri um papel fundamental, já que é por ele que o aluno e nós próprios fazemos a "radiografia" do momento em que o aluno se encontra e para onde deve seguir, considerando os objetivos a atingir. E claro que a avaliação sumativa é também um momento relevante já que permite perceber se as aprendizagens trabalhadas já foram adquiridas.
Portanto, à pergunta "Que modalidades de avaliação implementa nas suas práticas e que importância lhes atribuir?", implemento as modalidades formativa e sumativa, tendo ambas a mesma importância, dado que acontecem em momentos distintos do processo de aprendizagem.
Reflexão feita no âmbito da frequência do Curso Competência digital docente: avaliação pedagógica
"O que é avaliar?"
Enquanto professora, avaliar é, na sua essência, acompanhar o processo de aprendizagem dos alunos nos seus vários momentos. Começa, sempre, tem de começar, por tornar claro aos alunos quais os objetivos que têm de alcançar, ou seja, tem de estar muito claro, desde o início, para os alunos o que é que estamos a "fazer" a para o quê.
Depois, sempre em contexto, construindo uma teia de sentidos, em que as situações de aprendizagem são propostas de forma a que fazerem sentido, o processo de aprendizagem vai acontecendo e sendo construído sempre através de atividades que, frequentemente, têm tarefas nos seus vários momentos. E é fundamental nesses momentos, em que os alunos estão a aprender, que eu consiga responder de forma muito eficiente e rápida sobre o que vão fazendo. Por isso, cada vez mais, opto por momentos de aprendizagem em que, no momento inicial, tudo começa comigo, em grande grupo. A interação é contínua e a estratégia é simples: pergunta / resposta que leve a reflexão. Muitas vezes, nesse processo, pretende-se mesmo que o "erro" aconteça para que possa suscitar a reflexão.
A seguir, há sempre momentos de trabalho a pares ou individuais, quase sempre por escolha dos alunos. Em situações específicas também é desenvolvido trabalho em grupos de três ou quatro elementos.
Por fim, em cada aula, existe a prática da síntese durante a qual um aluno por aula identifica aquele aspeto ou aspetos que considerou mais relevante, explicando as razões. Portanto, ainda que frequentemente não seja possível concluir os momentos pensados (as aulas têm cerca de 50 min cada), pelo menos identifica-se aquilo que foi mais marcante. E esses momentos em que são os próprios alunos que me dão feedback sobre o que estiveram a aprender são muito importantes, dado que me permitem, recorrentemente, efetuar alterações ao desenho das atividades pensado inicialmente. E na aula seguinte fazem-se pontos de situações, no princípio, para continuar o trabalho. Naturalmente, ao fim de cada momento de aprendizagem procura-se efetuar um ponto de situação através do qual os alunos possam mostrar que já aprenderam. No fundo, avaliar é, em sentido amplo, a garantia de que, enquanto professora, consigo ensinar e os alunos aprender.
Reflexão feita no âmbito da frequência do Curso Competência digital docente: avaliação pedagógica
"A aposta deve ser feita no futuro não na direção da sofisticação tecnológica, mas da sofisticação pedagógica." (Azevedo, 2003...