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24 de jun. de 2026

" 50 ANOS DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA " | Ciclo de Debates

Identificação da formação: " 50 ANOS DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA " | Ciclo de Debates

Data da edição: de janeiro a abril de 2026

Entidade Formadora: Centro de Formação José Salvado Sampaio - FENPROF



RELATÓRIO: reflexão crítica

1 - Contexto formativo

a.       Relevância da temática apresentada para a prática profissional.

“Uma constituição que não caiu do céu, mas que foi conquistada pela Revolução de Abril”, é desta forma que José Feliciano Costa, Secretário Geral da FENPROF, na abertura do primeiro Debate, se refere à Constituição Portuguesa e aos 50 anos que, neste ano, 2026, se comemoram. Diz ainda que “nenhuma Constituição se defende sozinha”. Importa, pois, conhecer a Constituição para que a possamos defender. E, como ainda diz José Feliciano Costa, no caso dos professores, essa defesa acontece nas escolas, na sala de aula. Assim, para mim, fez todo o sentido a inscrição neste Ciclo de Debates, considerando que iriam ser  abordados temas como a educação enquanto direito constitucional; o papel da escola pública na democracia; a participação democrática no ensino e a liberdade de ação sindical. 

2 - Percurso formativo

a.       Competências e conhecimentos adquiridos.

José Pedro Baranita, Magistrado do Ministério Público jubilado, na sua intervenção “deu-nos uma lição” de história sobre a importância histórica, política e social da Constituição de 1976, defendendo-a como uma conquista fundamental do processo democrático iniciado com o 25 de Abril e alertando para os riscos atuais de desfiguração ou revisão profunda do texto constitucional. Na parte final da sua intervenção, aborda criticamente as sucessivas revisões constitucionais realizadas desde 1982. Considera que algumas delas enfraqueceram aspetos essenciais da Constituição original, nomeadamente: a eliminação da orientação para a socialização económica; a abertura às privatizações; a redução de garantias processuais; o enfraquecimento do poder local e das regiões administrativas; e a diminuição da primazia constitucional perante o direito europeu. Termina alertando para aquilo que considera ser uma ameaça atual mais séria à Constituição, embora recorde que existem “limites materiais de revisão constitucional que protegem direitos fundamentais, direitos dos trabalhadores, pluralismo democrático, independência dos tribunais e autonomia do poder local. Portanto, restar-nos-á a nós, cidadãos e, em particular, aos professores, nas suas aulas, ensinar também isso, destacando a importância da Constituição na defesa dos nossos direitos, principalmente, enquanto cidadãos de um estado, de um país.

Na primeira intervenção do segundo Debate - “A Educação, Direito Constitucional: o papel da Escola Pública na Democracia”, ficou claro, para quem ainda não soubesse, tivesse dúvidas ou achasse que o neofacismo estava “morto” em Portugal, que, no nosso país, estamos a assistir ao crescimento de tendências neofascistas e autoritárias no campo da educação, defendendo o orador, Manuel Lof, que a escola pública democrática se tornou um alvo central das novas direitas extremas. Segundo este professor e investigador, o foco principal está na relação entre ataques à escola pública, “guerras culturais” e ameaça aos valores inscritos na Constituição Portuguesa. Na sua apresentação, Manuel Lof estabelece uma comparação histórica entre os movimentos atuais de ideiais neofascistas com os fascismos europeus dos anos 1920 e 1930, considerando que os atuais movimentos de extrema-direita reproduzem estratégias semelhantes através da exploração do ressentimento social; da construção de inimigos internos; da propaganda baseada no medo; do nacionalismo agressivo e da xenofobia. Já na parte final da sua intervenção, sublinha que a escola é um espaço estratégico para a extrema-direita precisamente porque é uma das instituições mais democráticas da sociedade. O objetivo não é valorizar os professores, mas controlar, intimidar e silenciar docentes e trabalhadores da educação que defendam os valores constitucionais. Confesso que, e apesar de reconhecer em tudo o que ouvi veracidade factual, fui ficando “assustada”. Efetivamente, se estivermos atentos conseguimos identificar as estratégias usadas pela extrema-direita no nosso dia a dia…E isso é assustador. Ainda assim, e apesar da gravidade da situação, temos de acreditar que, e como o orador conclui, “esta disputa política e cultural ainda está em aberto e depende da capacidade de resistência democrática da sociedade e dos educadores”. Acreditemos, pois, que conseguiremos resistir.

No Debate 3 – “Debate: Escola Pública, Constituição e Soberania Nacional”, Hugo Dionísio, advogado e membro do Gabinete de Estudos da CGTP-IN defende que, apesar das sucessivas revisões constitucionais, a Constituição da República Portuguesa continua a conter princípios fundamentais capazes de sustentar uma sociedade democrática, participativa e socialmente justa. O orador centra a sua análise na relação entre educação, soberania nacional e crítica ao neoliberalismo, argumentando que as políticas neoliberais transformaram a educação num instrumento económico ao serviço do mercado. Tal faz-me recordar um momento por mim vivido recentemente, numa reunião do Conselho Municipal de Educação onde estou em representação do Conselho Pedagógico do meu agrupamento. A certa altura, quando defendia que os assistentes operacionais deixassem de ter de marcar presença num processo, quanto a mim extremamente evasivo - identificação ocular feita à vista de toda a gente!!!!, mesmo que fosse em espaço mais reservado! – o presidente da câmara exclamou que era dessa forma que na maioria das empresas o processo ocorria. Comentei que uma Escola não é uma Empresa. A reação foi de espanto ao meu comentário, interrogando-me, penso que retoricamente: “Uma Escola não é uma Empresa?” Ao que respondi, naturalmente, de forma negativa. Fiquei com a sensação de que não havia percebido a minha intervenção. Na parte final da sua intervenção, Hugo Dionísio, argumenta que o modelo neoliberal produz indivíduos tecnicamente qualificados mas pouco capazes de pensamento autónomo e participação democrática. Refere o “paradoxo da estupidez”: instituições altamente desenvolvidas formarem pessoas incapazes de pensamento crítico porque privilegiam a obediência, o cumprimento de regras e a adaptação funcional ao sistema. Sem dúvida, enquanto docentes e participantes ativos na formação dos jovens, temos de estar atentos a estas situações e procurar tornar todo o processo de aprendizagem, avaliação e certificação mais humano.

Nesta sequência de referências, considero relevante fazer referência à intervenção de Mário Nogueira, no Debate 2 cuja apresentação intitulada como «Educação: direito humano que Abril tornou desígnio constitucional», já que estabelece com as anteriores considerações um fio condutor muito claro: a defesa da Constituição de Abril, da escola pública e dos direitos sociais como pilares da democracia portuguesa, perante ameaças associadas ao neoliberalismo, à extrema-direita e à fragilização do Estado social. Na sua intervenção, Mário Nogueira defende a educação como um direito humano fundamental conquistado e consolidado em Portugal através do 25 de Abril e da Constituição de 1976, articulando uma perspetiva histórica sobre a evolução da educação em Portugal com uma crítica às atuais políticas educativas, consideradas ameaças à escola pública, à profissão docente e ao papel social do Estado. Por isso, assumindo um tom mais político e crítico relativamente à atualidade, já na parte final, alerta para o crescimento internacional da extrema-direita e do liberalismo radical, considerados ameaças à educação pública e à democracia.

Em suma, nos quatro primeiros debates, “conta-se” a história da Constituição Portuguesa, e a forma como ao longo destes 50 anos tem sido “operacionalizada” nas escolas, defendendo-se que continua a conter os princípios e valores necessários para combater os atuais avanços do crescimento da extrema-direita e liberalismo radical. A intervenção de Maria Manuel Calvet Ricardo, no quarto Debate – “Participação Democrática no Ensino” - foi uma lição de vida e experiência feita sobre o que de melhor se fez nas escolas pós 25 de abril no que à democracia diz respeito. O que me leva a perguntar, como é que é possível que, nos últimos 20 anos, tão mal tem sido perpetrado nas escolas públicas portuguesas? De facto, já construímos uma escola democrática… Fica um sabor amargo. Que pensarão e sentirão todos estes colegas que, agora aposentados, participaram na construção da Escola Pública de Todos e Para Todos?

Nos Debates 5 e 6, foram desenvolvidos temas mais específicos, “Autonomia dos Açores: uma consequência da Constituição da República Portuguesa de 1976. Afirmar Abril!” e “O Ensino Português no Estrangeiro, um direito constitucional, âncora da política educativa e cultural da diáspora”. Sendo muito significativo que ao longo de décadas se procurou trabalhar no sentido de alargar os direitos a uma educação válida não só aos cidadãos portugueses que são residentes no continente, mas também a todos os que por razões variadas vivem noutras comunidades, incluindo nesta diversidade as regiões autónomas e, em particular, os Açores. 

a.       Contributos para o desempenho profissional.

Já quase a terminar esta reflexão crítica, e procurando identificar que contributo posso recolher desta experiência, quando estruturei o trabalho, considerei que, neste ponto, seria da maior importância fazer referência à intervenção de  André Carmo, Docente da Universidade de Évora, dado que, na sua intervenção ocorrida no Debate 7 – “Liberdade da ação sindical – um direito constitucional ameaçado” - defendeu que o sindicalismo é um instrumento essencial de combate às desigualdades, de defesa da democracia e de reconstrução da solidariedade e que, num contexto marcado pelo neoliberalismo, pela precarização laboral e pelo avanço da extrema-direita, considerando que existe uma crescente degradação das condições de trabalho, perda de liberdade académica e enfraquecimento do espírito coletivo, torna-se necessário e urgente um reforço da sindicalização e da mobilização coletiva, entendendo os sindicatos como instrumentos indispensáveis para defender direitos laborais, combater desigualdades e preservar a democracia. Pensar o meu desempenho profissional como um instrumento de mobilização para a defesa dos direitos de todos os professores, procurando incentivar os meus colegas, particularmente aqueles que agora iniciam a sua “caminhada” é, na minha ótica, a maior aprendizagem desta formação. Não quero com isto dizer que não pensara já antes nisso. Sim, claro, mas não desta forma tão consistente e fundamentada. 

1.       Conclusões

No conjunto, este ciclo de debates apresentou uma leitura crítica da evolução política e social das últimas décadas, defendendo que a Constituição de Abril continua a ser um instrumento fundamental de defesa da democracia; a escola pública é uma conquista central do regime democrático; e a defesa dos direitos sociais, laborais e educativos exige mobilização cívica, sindical e política perante os desafios atuais. Portanto,  defender a Constituição de Abril, a escola pública e os direitos laborais é hoje defender a própria democracia contra a desigualdade, o neoliberalismo e o avanço da extrema-direita.

Lourinhã, 17 de maio de 2026

7 de mar. de 2026

"Educação para os nossos dias com os olhos no futuro"

 

Identificação da formação: " "Educação para os nossos dias com os olhos no futuro" | Ciclo de Debates

Data da edição: de janeiro a abril de 2025

Entidade Formadora: Centro de Formação José Salvado Sampaio - FENPROF


REFLEXÃO CRÍTICA

1 - Contexto formativo
a.Relevância da temática apresentada para a prática profissional. 

Considerando os objetivos desta formação, não tenho dúvidas de que a formação sobre a qual reflito neste Relatório corresponde às nossas necessidades, enquanto professores, de sabermos aprender cada vez mais a ser os agentes da mudança com o objetivo de sermos cada vez mais capazes, logo competentes, para saber criar situações de aprendizagem que possam promover significado naquilo que é relevante para os alunos de forma a que estes reconheçam no currículo valor e se interessem por aprender. 

Começaria, assim, por fazer referência ao último debate – “Profissão em extinção ou ainda de futuro?” - e, em particular, à intervenção de António Sampaio da Nóvoa ("Professor: profissão em extinção ou (ainda) de futuro?") quando nos provocou com uma intervenção que o próprio apelidou de “estranha” e que teve como mote a seguinte afirmação: “Só sou capaz de ensinar bem aquilo que ainda não sei.” (Jules Michelet) onde se destaca a relevância da autoridade do professor questionador. Como poderá o professor assumir na interação com os alunos, espaço vital de aprendizagem, a autoridade, autoria e autorização que lhes são inerentes no exercício das suas funções? 

Sem dúvida que estas questões exigem que se faça uma reflexão profunda sobre as bases que condicionam a atividade da docência e demonstram, quanto a mim, a relevância desta formação para a minha prática profissional.

2 - Percurso formativo
b.Competências e conhecimentos adquiridos. 

Ao longo destes quatro meses de formação, foi sempre com elevada expetativa que aguardei os momentos de formação no formato de debate através de webinares sempre muito participados por mim e pelos colegas que assistiam em simultâneo. Destaco, precisamente, essa possibilidade de irmos interagindo através do chat escrito; de enviar perguntas (em espaço próprio) que poderiam vir a ser respondidas pelos oradores, uma das mais valias da formação. Acredito na utilização da discussão como estratégia de aprendizagem ativa. E foi sobre isso que se falou no primeiro debate – “Metodologias Ativas”. Das várias intervenções, destaco a apresentação de Frederico Lopes – “Brincar, Participação, Autonomia e Educação Ativa". Tendo toda a apresentação foi orientada no sentido de nos sensibilizar para a importância da “brincadeira” no processo de crescimento, logo de aprendizagem, das crianças, leva-nos necessariamente a refletir sobre a qualidade dos tempos e espaços lúdicos que existem nas escolas e o que proporcionamos aos discentes nesses momentos. Na organização pedagógica das rotinas escolares de cada um dos anos letivos, este aspeto deveria ocupar mais tempo de qualidade, considerando que os estudos demonstram que esses momentos são necessários para que exista bem-estar psicológico e fisiológico. 

Claramente associada à temática referida no parágrafo anterior está uma outra também a fazer parte de um dos debates: “Tecnologias e Educação - Que mediação?”. É inegável que as tecnologias na educação têm, por inerência, subjacente a utilização de metodologias ativas, tema que refiro anteriomente, caso contrário, seriam apenas meros reflexos digitais do que foi durante décadas o ensino presencial suportado na exposição do docente. Pretende-se com a utilização das tecnologias na educação promover uma aprendizagem integrada de forma a desenvolver situações em que sejam os próprios discentes a construir a sua aprendizagem. Ao professor competirá promover essas situações, cenários de aprendizagem, onde a aposta seja feita na direção da sofisticação pedagógica (Azevedo, 2003). Francisco Simões, na sua intervenção - "Tecnologia e bem-estar: na sala de aula e para além dela" –, faz-nos refletir sobre a necessidade de integrar as novas tecnologias com muita atenção e particular cuidado quanto ao bem-estar e saúde mental dos discentes de forma a garantir que “os aparelhos enriquecem a vida dos jovens e não o contrário”. 

Do tema explorado antes - “Tecnologias e Educação - Que mediação?” – fica implícito que educar nos dias de hoje é um objetivo alargado no que aos intervenientes diz respeito, ou seja, as aprendizagens que se pretendem desenvolver junto dos alunos vão além do que cada disciplina preconiza e estão enquadradas por metas mais abrangentes que encontramos definidas no Perfil do aluno (PASEO). Assim, os agentes da mudança são muitos e, no espaço escola, ocupa um papel essencial o pessoal não docente.

Disso deu conta Lurdes Ribeiro na sua intervenção – "O papel do pessoal não docente no funcionamento das escolas" – no debate 3 (“Dar voz à comunidade educativa”). Quantas vezes o corpo do pessoal não docente não vai para além das suas funções em prol do bem-estar dos discentes nas escolas? Quantas vezes não são estas pessoas que apoiam as crianças e jovens em momentos de fragilidade emocional? Nesta intervenção, ouvimos a denúncia da falta de condições que muitos dos que integram o corpo pessoal não docente experiencia, desenvolvendo frequentemente tarefas para as quais não tem formação, mas que desenvolve, garantindo o funcionamento das escolas.

c.Contributos para o desempenho profissional. 

Na diversidade temática proposta pelo “Ciclo de debates | 2025, encontro uma ideia-chave: saber diversificar. E os debates dos dias 12 de março – “Educação Antirracista” - e 23 de abril – “Diversidade e Inclusão” – comprovam essa ideia. Torna-se urgente aprender a saber aceitar a diferença, diversificando equitativamente. E esta perspetiva que também partilho, enquanto pessoa, começa a ser fundamental nos momentos em que estou em sala de aula e tenho de ensinar, num só momento, a alunos de diversas origens, níveis de conhecimento e contextos distintos. Estes dois debates enriqueceram bastante a aprendizagem de todos os que a eles assistiram, uma vez que nos foram apresentados pelos oradoras projetos e situações reais em contexto, que podem/devem/têm melhorar a nossa ação nos momentos de interação com os alunos. Se não entendermos aqueles testemunhos dessa forma, então, não valeu a pena ter assistido.

2. Mudança de práticas
a.Concretização: impacto da formação nas práticas pedagógicas. 

“A questão da educação é sempre um ato de resistência”, afirma João Jaime na sua intervenção - "Guerra e Paz", no quinto debate (“Educar para a Paz em tempo de guerra”). E creio que esta foi a intervenção que mais impacto teve em mim. Isto é, foram as palavras deste colega que me deram a garantia de que o meu papel enquanto professora é, principalmente, contribuir para a formação dos jovens com quem lido todos os dias para que sejam, no futuro, “cidadãos conscientes, críticos e livres” e isso sempre, não apenas quando estamos em guerra. Naturalmente que eu já sabia isso, mas, ainda assim, ouvindo as palavras, lendo os comentários, sentindo a atmosfera de partilha, tudo desperta em nós a consciência de que temos mesmo de agir dessa forma, de que o nosso papel é relevante e que não estamos sozinhos nessa intenção. É imperioso que assim seja.


3. Conclusões
a.Apreciação global do trabalho desenvolvido. 

Gostei bastante de participar nesta formação. Ainda não tinha feito formação creditada neste modelo, ou seja, com o formato de ciclo de debates temáticos. Trata-se de uma dinâmica bastante interativa que permite vários espaços de diálogo e, em simultâneo, a possibilidade de vir a aprofundar determinados temas. O tipo de trabalho pedido para creditação também me parece bastante adequado, dado que contém apenas dois critérios mais restritivos: conter apenas duas páginas e incluir todos os temas da ação. A diversidade de assuntos, as propostas de desenvolvimento dos vários oradores, com perspetivas distintas, mas de confluência para a temática - "Educação para os nossos dias com os olhos no futuro" – proporcionaram momentos de verdadeira aprendizagem reflexiva. Experiência certamente a repetir.

Lourinhã, 18 de maio de 2025
(Rosalina Simão Nunes)

18 de mai. de 2025

Educação inclusiva – Medidas Universais

 RELATÓRIO REFLEXIVO

1.     Contexto formativo

    1. Relevância da temática apresentada para a prática profissional.

Considerando que, hoje em dia, os ambientes em sala de aula são cada vez mais diversos, urge repensar as práticas pedagógicas.

Estou convencida de que a diferença se faz por aí. Somos nós, professores, os agentes da mudança e temos de estar cada vez mais capazes, logo competentes, para saber criar situações de aprendizagem que possam promover significado naquilo que é relevante para os alunos de forma a que estes reconheçam no currículo valor e se interessem por aprender.

Como disse no fórum de apresentação, acredito que é dentro “da sala de aula que posso fazer a diferença junto dos alunos. É por isso que aqui estou. O lema é "aprender sempre".

Findo este mês de aprendizagem, saio com mais ferramentas e, acima de tudo, mais enriquecida pelo que ouvi, vi e li. Efetivamente, a organização do curso permite-nos “arrumar” as ideias e começar a ter certezas sobre o assunto – a escola inclusiva – de que se fala pouco nas escolas. Pelo menos no meu agrupamento. Os professores das disciplinas têm participado muito pouco naquilo que é a construção das condições mais favoráveis à inclusão.

Espero ter a capacidade de, com este conhecimento que daqui levo, ajudar a “alinhar a prática na verdadeira educação inclusa” (Rómulo Neves).

2.     Percurso formativo

    1. Competências e conhecimentos adquiridos.

Não tenho dúvidas de que, após estas semanas de formação, aprofundei os meus conhecimentos na área da educação inclusiva e a leitura feita em conjunto e com o suporte dos materiais permitiu-me ficar mais conhecedora da lei da escola inclusiva. Isso irá permitir-me nas reuniões de departamento e conselhos de turma ser capaz de participar de forma mais construtiva. Pelas menos assim espero que aconteça.

Sem dúvida que ter tido a oportunidade de aprofundar o conhecimento de modelos teóricos, nomeadamente o  conceito de Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) me vai permitir responder com maior eficácia às diferenças individuais dos alunos. Aliás, há cerca de quatros que tenho estado envolvida em formação no âmbito do Projeto MAIA , procurando participar ativamente na discussão sobre questões teóricas e práticas de ensino, aprendizagem e avaliação pedagógica. Fiz no ano passado, também na academia virtual, uma ação de formação sobre rubricas de avaliação e começo seriamente a pensar em me inscrever na formação “Gestão Flexível do Currículo”. De facto, o Desenho Universal para a Aprendizagem com os seus princípios e estratégias relacionados com o desenvolvimento curricular para reduzir as barrareias ao ensino e à aprendizagem têm de ser abordados à luz da diferenciação pedagógica e, por isso, é preciso continuar a estudar e partilhar.

No entanto, a partilha tem de ser intrínseca da parte de quem partilha e de quem quer receber essa partilha. E, neste ponto, entra em linha de conta uma pequena reflexão sobre a formação dos professores e a qualidade do trabalho colaborativo promovido nas escolas. Costumo dizer que, para muitos de nós, o trabalho colaborativo continua a ser apenas a partilha de recursos, de materiais. Estaremos perante o primeiro patamar da “arte” da partilha. Efetivamente, discutir extratégias e processos que permitam criar situações significativas de aprendizagem requer uma disponibilidade que nem todos temos. Como digo na última reflexão que faço na formação: “Faz falta a discussão, a vontade de trocar ideias. De estar disponível para ouvir a opinião dos outros. Penso que se "isso" se cultivasse mais, todos participaríamos com mais qualidade e o resultado seria muito favorável às aprendizagens dos alunos.”

Nesta formação essa discussão foi possível. A questão é: como refletir com esta eficácia em outros contextos? Nos contextos de maior proximidade em que todos já nos conhecemos?

    1. Contributos para o desempenho profissional.

Esta aprendizagem irá permitir-me pensar, desenhar e operacionalizar situações de aprendizagem que possibilitem, principalmente, reduzir os obstáculos nos processos propostos aos alunos. Esse foi, sem dúvidas, um dos aspetos mais relevantes que aqui aprendi. Nada que, em teoria, não soubesse, mas que com os exemplos dados e as discussões que fomos tendo se tornaram, logo, uma prioridade. Posso mesmo informar que nos enunciados, em suporte papel e digital, deste fim de período, tive essa preocuação. E é importante dizer que essa preocupação existeu em relação a todas as situações e não só quando pensei nas situações que envolvem os alunos que habitualmente estão associados à necessidade de outro tipo de medidas.

Também essa foi uma garantia que daqui levo: as medidas universais são para todos os alunos. Já assim pensava, fiquei com a certeza. E também a certeza de que, sem o trabalho do aluno, não há medidas que possam surtir efeito.

3.     Mudança de práticas

    1. Concretização: impacto da formação nas práticas pedagógicas.

Acresce a esse aspeto, o da melhoria da minha prática pedagógica, logo do meu desempenho profissional, outro que não será tão relevante mas que também é importante: conseguir participar de forma mais ativa e eficaz no envolvimento das famílias. Não sou diretora de turma e essa circunstância limita a minha ação. No entanto, há muito que reconheço a mais valia da importância da família no sucesso dos alunos. Devíamos se capazes de saber comunicar com os encarregados de educação, pais, mães, de forma mais eficaz.

Com os alunos, e no seio da sala de aula, já procuro partilhar com eles cada momento de aprendizagem que proponho, incluindo-os já em determinados contextos processo de construção das situações. Sentem-se “importantes”. Alguns ainda vão “achando estranho”. Às vezes oiço expressões como “prefiro aulas normais”. Ainda não me foram capazes de explicar o que isso significa. Mas há discussão e ficamos todos a pensar.

4.     Conclusões

    1. Apreciação global do trabalho desenvolvido.

Globalmente, a ação correu bastante bem, tendo-se privilegiado a aprendizagem em grande e, nos momentos síncronos, no entanto, até porque o grupo não era muito grande, em três sessões conseguimos ter vários momentos de partilha, além da qualidade da informação veiculada pelo formador, cujas intervenções eram quase sempre enriquecidas com as suas experiências profissionais e até pessoais. Essa estratégia funciona de forma muito eficaz, já que nos aproxima bastante daquilo que estamos a aprender. É quase uma experiência imerssiva.

Não posso   deixar de destacar também a qualidade não só dos recursos como também de todo o desenho de aprendizagem de cada um dos módulos.  Confesso que esse é também um dos meus interesses, a construção de sequências de aprendizagem   online.  E,  efetivamente,  este curso, no seu todo, é muito equilibrado na gestão das atividades propostas e respetivos recursos disponbilizados, dando-nos uma sensação ótima de segurança e qualidade quanto àquilo que estamos a a fazer, logo a aprender.

Foi, sem dúvida, um excelente momento de aprendizagem.


Formação feita em 2024

23 de fev. de 2019

Retomar a escrita... ou não...

Em 2013 defendi a dissertação cujo trabalho deu origem à criação deste espaço.
Apercebo-me agora que não fiz menção a isso neste espaço, exceto no facto de ter colocado na coluna do lado o portefólio que foi objeto de estudo da dissertação.
Não deixa de ser curioso, ou, então, seria já o prenúncio de que este espaço seria de memórias e não só das da dissertação.

Parece que assim é. Ou pelo menos, neste momento, estou com vontade que assim seja. 

Cheguei a um momento da minha carreira em que me apetecia escrever sobre o que faço todos os dias. Mas, como estou tão ocupada, todos os dias em fazer ideias acontecerem, pouco é o tempo que me resta...

Ainda assim, continuo a frequentar persistentemente formação. E lá aprendo. Algumas vezes aprendo o que não devo fazer, mas aprendo.

Talvez este espaço tenha sido feito para isso também. Para ir dissertando memórias sobre tudo o que vou aprendendo e pensando e lendo e analisando. Sem prazos, sem claras linhas orientadoras. Sem temáticas.

Veremos.


Para já acompanho estas palavras, este retomar da escrita dissertativa, com a referência ao trabalho que defendi em setembro de 2013:



27 de nov. de 2012

Coied* 2012


E o projeto continuou. Desta vez tendo como tema geral Contextos de aprendizagem em ambiente digital. 
Neste ano, houve duas novidades, a conferência foi paga e creditada pelo CCPFC (Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua) como ação de formação, na modalidade Curso de Formação, com 0.8 créditos (20 horas).
Quanto ao resto, os procedimentos foram muito semelhantes. Fiquei com a sensação de ter retornado à mesma sala com muitos dos participantes do ano passado. Logo, a sensação de familiaridade o que poderia parecer estranho para quem, na maioria dos casos, só se conhece virtualmente. 
Desta vez, optei por não fazer a descrição de todos os momentos em que estive presente, tal como tinha feito na 1ª Conferência. Sabia, pelo calendário, que desta vez não me seria possível assistir a parte da conferência, particularmente, da parte da tarde. Assim, estive presente em quase todas as sessões da noite e, uma vez mais, pude aprender. 
Outra das novidades desta 2ª Edição foi a solicitação aos presentes da elaboração de crónicas que depois seriam publicadas, no dia seguinte, no site da Coied. Aceitei o desafio do Professor Lagarto de fazer um desses relatos. 
De seguida (re)publico esse texto, bem como a referência de todos os outros através de um print screen da imagem que no site da coied dá acesso aos mesmos (coluna do lado direito). Parecem-me um bom recurso para aqueles que não puderam estar presentes, poderem sentir o ambiente que se viveu.
Relato dia 12 de outubro
"Resta esperar pela continuação do projeto em 2012 e agradecer à organização da COIED (A Conferência Online de Informática Educacional) a oportunidade de continuar a ser aprendente: Obrigada." - Foi desta forma que concluí o relato da segunda semana da COIED, em 2011, no meu blog, numa iniciativa pessoal que reconhecia naquela experiência inédita a oportunidade de partilhar o meu testemunho.
E cá estamos de novo.
Ontem, dia 12 de outubro, terminou a primeira semana da COIED 2012 e, desafiada pelo Professor José Lagarto, irei dar o meu testemunho sobre as duas sessões desse dia.
Ao fim da tarde, a partir das 19:00, assisti à apresentação de três boas práticas: "A História romana na Wikipédia", apresentada pela Professora Juliana Marques; "Robots na aula de Matemática: Aprender Estatística com recurso a Tecnologias", apresentada pela Mestre Paula Lopes e "Os Robots como ferramenta pedagógica no 1º Ciclo do ensino básico, apresentada pela Mestre Sónia Martins. Já à noite, pelas 21:30, acompanhei a conferência dada pelo Professor Roberto Carneiro sobre os paradigmas da nova aprendizagem.
Paulo Belo, o moderador da sessão do fim da tarde, sintetizando os assuntos que iriam ser apresentados resultantes das boas práticas, diria que se tratava de uma sessão virada para as tecnologias. E assim se confirmou.
Começámos por ouvir a apresentação da Professora Juliana Marques que do outro lado do oceano nos falou dum curso onde se pretendia que os alunos aprendessem a editar na Wikipédia. Apresentou o perfil da disciplina, caracterizou a turma, e falou-nos dos "embaixadores" que tinham sido elementos bastante importantes: eram os monitores técnicos que tinham ajudado os alunos a editar texto, na Wikipédia. Foi-nos explicado, de seguida, como todo o processo decorreu. Da apresentação das principais dificuldades e objetivos específicos apresentados, destacaria o seguinte aspeto: a tomada de consciência de que a Wikipédia é um material didático usado por todos e que, portanto, para que seja fiável, urge melhorá-lo. Ficou mostrado, parece-me, que o desenvolvimento de projetos semelhantes ao que a Professora Juliana Marques lidera poderão ser uma boa metodologia.
Depois, as mestres Paula Lopes e Sónia Martins apresentaram-nos os seus projetos de doutoramento, ambos envolvendo a utilização de robots associados ao ensino da matemática. No primeiro caso, envolvendo alunos do 8ºAno, portanto 3º Ciclo, e, na segunda situação, alunos do primeiro ciclo.
Do que ouvi e vi, porque nos foram mostradas imagens do envolvimento dos alunos nos projetos, destacaria os seguintes aspetos que, para mim, como professora de Língua Portuguesa, considerei mais relevantes dessas práticas:
- Na experiência que envolveu os alunos do 8ºAno, o facto de se destacar o processo conjunto de negociação, com relevância para a responsabilidade mostrada pelos alunos, mas também o empreendimento e a capacidade de argumentação suscitada pela competição gerada pelo próprio projeto.
- Na experiência que envolveu os alunos do 1º ciclo, registei como relevante o facto de ter sido dito que a metodologia de trabalho de projeto fez sobressair nos alunos competências que as próprias professoras não conheciam. Também relevante, e, por isso, de destacar a responsabilidade com que os alunos se envolveram no projeto.
A terminar esta primeira parte, gostaria de fazer referência a um aspeto que me parece bastante característico de uma conferência totalmente online, em particular esta, que mantém o "chat" sempre aberto durante as conferências. Além do feedback que vamos dando sobre como estamos a ouvir e ver o que vai sendo transmitido, permite-nos ir, no momento, comentando e interagindo quer com os outros participantes quer com os próprios conferencistas, moderadores e administradores.
Dessa interação e a propósito desta primeira parte do dia de ontem, na COIED, eu deixaria aqui as palavras de João Paulo Martins que escreveu o seguinte no chat: "Muito bem! Sem dúvida, os contextos de aprendizagem (como vimos ontem com o Professor Figueiredo) são potenciadores do êxito das aprendizagens."
E desta forma faria a ligação para a conferência da noite, dada pelo Professor Roberto Carneiro, onde ouvimos falar dos paradigmas da nova aprendizagem. Nesse propósito, o Professor Roberto Carneiro presenteou-nos com um discurso subdividido em quatro temáticas:
Tema 1- O cérebro aprendente;
Tema 2 - Os sentidos da educação;
Tema 3 - Novo conhecimento, nova aprendizagem, aprendizagem autoregulada;
Tema 4 - Mudança pessoal, diversidade e generativismo.
A sessão iniciou e ouvimos falar sobre a forma como aprendemos, dando-se particular atenção à aprendizagem emocional, provando-se que as emoções têm um papel relevante na predisposição para aprender. Depois, aconteceu um dos momentos mais cativantes daquela sessão: num slide onde se escrevia apenas "Why imitation makes us human", o Professor desafiou-nos a refletir sobre essa questão, através do visionamento de vários vídeos, cujo acesso nos foi facultado no próprio espaço onde decorria a conferência. Essa situação provocou, no chat, inúmeras participações.
Já no segundo tema, foram-nos apresentados vários esquemas e quadros onde parecia estar clara a emergência de novas formas de aprender. O processo dá-se de forma contínua, partindo do simples para o complexo, do quantitativo para o qualitativo, do indivíduo para a comunidade.
Passámos para o terceiro tema e a questão que aqui se pretendia perceber, quanto a mim, era por que razão alguns conseguem aprender diferentemente. Será importante, nesse processo, um conjunto de características / qualidades, fazendo aqui referência ao trabalho apresentado nos dois slides onde se cita Oliveira Martins sobre os Portugueses, mas também, e em destaque para a consecução desse objetivo, a autoregulação da aprendizagem que permite, segundo Paris&Byrnes, 1989, "superar obstáculos com persistência e criatividade."
Chegámos ao quarto tema e, quase como se de uma conclusão se tratasse, a Web semântica e a generatividade (o renascer para a mudança) são-nos apresentados como o caminho a seguir. A apresentação terminou com a imagem da Fénix e foi recebida pelos participantes como um verdadeiro estímulo a agir para a mudança.
A sessão terminou com a audição de Mariza em Música do povo. Terminávamos a semana, como disse o Professor José Lagarto com a chave de ouro. Foi um momento intenso e profundamente humano mediado pela tecnologia.

Rosalina Simão Nunes




*Conferência Online de Informática Educacional

9 de abr. de 2012

Trabalho de Equipa no contexto das Bibliotecas Escolares*

De 5 de janeiro a 23 de fevereiro, frequentei a seguinte ação de formação: "Trabalho de Equipa no contexto das Bibliotecas Escolares". Tratava-se da única ação de formação que o Centro de Formação ao qual o  Agrupamento onde exerço a minha atividade pertence disponibilizou sem ser autofinanciada. Recordo este aspeto, porque, na primeira sessão, quando nos apresentámos, foi essa a razão que dei para me ter inscrito. Verifiquei que, quase todos os colegas ficaram ligeiramente chocados com a minha frontalidade, tendo mesmo sido dado a entender que eu não me deveria ter inscrito se não me interessava pela temática. Tentei explicar que, por acaso, até me interessava pela temática, mas que a razão que me tinha feito inscrever tinha sido aquele facto.
É relevante este aspeto para a descrição que a seguir irei fazer? É, uma vez que contextualiza os factos que me levaram a participar nesta ação.

 Nesta formação, havia uma aspeto que me despertara o interesse desde o momento em que tome conhecimento da sua estrutura: 12 das 25 horas da formação seriam online em regime síncrono. Para quem tem acompanhado o meu percurso, perceberá rapidamente o meu interesse. Estou a frequentar um curso de mestrado, totalmente online. Portanto, seria a primeira vez que iria frequentar uma ação de formação em regime b-learning. O desafio era interessante!

Quatro sessões eram presenciais e realizaram-se na Escola Secundária da Lourinhã (as duas primeiras) e na Escola Secundária de Madeira Torres (as duas últimas). Devo dizer que no caso das últimas duas sessões, o horário de início definido - 16.30 - não é compatível com o horário das atividades letivas da escola Dr. João das Regras, uma vez que nesta escola as atividades letivas terminam às 18:25. Aliás, esta questão dos horários tem sido sempre um dos aspetos referenciados na avaliação das ações como bastante negativo, mas que se mantém sistematicamente nas propostas de ações do Centro.

De acordo com a apresentação feita pela formadora, professora Rute Marta Nunes, na primeira sessão, os objetivos desta formação eram:
  • Refletir sobre os objetivos da Escola actual e das necessidades da sua (re)organização no contexto da sociedade da informação, potenciando todos os recursos.
  • Proporcionar o debate e a reflexão sobre o papel da Escola no contexto da sociedade moderna, com recurso à Biblioteca Escolar, como estrutura dotada de equipamentos e recursos susceptíveis de alteração de práticas de aprendizagem.
  • Promover a reflexão e a investigação sobre as práticas de utilização dos recursos existentes na BE como incentivo à leitura/animação.
  • Favorecer o desenvolvimento de estratégias inovadoras conducentes à construção de projetos de leitura, com o Projeto Educativo e com os Projetos Curriculares e Extra – Curriculares.
Quanto à metodologia, propôs-se que nas sessões presenciais as sessões tivessem um caráter eminentemente prático, sendo criadas oportunidades de trabalho individual e em grupo e privilegiando propostas de atividades integradoras de carácter prático, com a preocupação da ligação com os contextos e as vivências profissionais dos formandos.
Em relação às sessões online, os materiais e propostas de atividades seriam colocadas na plataforma nas datas indicadas para início de cada sessão, tendo os formandos  até ao penúltimo dia correspondente à data do início da sessão seguinte para realizar as atividades propostas. As atividades seriam realizadas, consoante os casos, individualmente ou em grupo. O dia imediatamente anterior a cada sessão seria o dia de interrupção de atividades e o acompanhamento da formação à distância far-se-ia em regime de comunicação assíncrona. Ora bem, neste ponto, houve uma oibsevação a fazer, no que respeita, o número de horas definido para a ação. Como se pode observar pelo descritivo da metodologia do trabalho online, além das horas das sessões online síncronas, no total, 13 horas, em que se previa que os formandos estivessem a desenvolver trabalho, estava também previsto que esse trabalho só fosse conluído posteriormente. Ou seja, a própria organização da formação previa que fosse necessário mais tempo ainda que a ação de formação não contemplasse esse número de horas. Deverá ser um aspeto a contemplar futuramente na organização deste tipo de formação em regime b-learning, uma vez que, se se exige que o formando esteja online sincronamente determinado número de horas, as horas que faça a mais para concluir os trabalhos têm de vir contempladas na ação de formação, sendo-lhe, assim, dados mais créditos.
A avaliação incidiria sobre  o desenvolvimento das nossas competências  ao longo do curso, sendo tomados em consideração os seguintes aspectos:
-Qualidade da participação nas sessões de trabalho;
-Qualidade de realização das actividades propostas nas sessões de trabalho;
-Qualidade das interacções com os restantes elementos do grupo em formação.
Havia ainda a obrigatoriedade de frequência de 2/3 das horas presenciais e a apresentação dos trabalhos práticos e reflexões ou relatórios efetuados, a partir das e nas sessões presenciais de acordo com critérios previamente estabelecidos.

Eram objetivos ambiciosos, mas que, me parece, foram atingidos na sua plenitude. Passo agora a apresentar o resultado dos vários trabalhos. E, para isso, senti a necessidade de criar um wiki, quando estava fazer este post. Reparei que o post já estava a ficar muito extenso. Resolvi, por isso, estendê-lo para o wiki. Provavelmente, será um procedimento a ter sempre que a descrição em ações de formação ou outros eventos formativos requerem mais espaço.




*Post iniciado a 9 de Abril e concluído no dia 22 de Abril (2012).






22 de fev. de 2011

Coied - Segunda semana

A segunda semana começou com a Webinar de Ricardo Vidal: Webinar - Mendeley (ferramenta de gestão e de referenciação bibliográfica). Como não usava qualquer ferramenta de gestão e de referenciação bibliográfica, fiquei bastante interessada na sua aplicação.  Parece-me de grande utilidade, particularmente a questão da referenciação bibliográfica. Ainda durante a sessão instalei a ferramenta e fui tentando acompanhar as orientações do orador. Claro que não consegui experimentar todas as funcionalidades, mas foi um princípio e, sem dúvida, um momento de aprendizagem. Agora tenho de continuar a exploração.
Pelas 21:30 do dia 14 de Fevereiro, iniciava no Second Life (SL) a  Webconference dada por Paulo Frias: Considerações sobre a utilização de Second Life pelos portugueses. Nesta sessão, Paulo Frias apresentou os números e conclusões a que chegou  nas investigações que fez nos últimos tempos sobre a utilização do Second Life feita pelos portugueses. Destaco de seguida alguns dos aspectos evidenciados (de um inquérito feito há cerca de um ano):  os indivíduos mais novos aproximam mais a sua imagem física real do seu avatar do que os mais velhos; um número considerável de inquiridos opta ter um avatar do mesmo género que o da vida real; a maioria reponde que só tem um avatar, sendo essa maioria os mais jovens; é muito importante a aparência física dos avatares para estabelecer comunicação. 
Concluindo, o professor Paulo Frias confirmou, através do estudo, a hipótese que inicialmente tinha sido formulada de que no SL existia nos portugueses uma forma muito específica destes comunicarem e sobretudo de se representarem e de se apropriarem do espaço virtual, ou seja, existia uma maneira muito nacional, portuguesa de ocupar o SL e que essa especificidade nacional apontava claramente para a valorização quer do idioma, quer do património construído, sobretudo o património mais antigo e oficial que estava conotado com o poder e que conduzia à reconstrução do conceito de lugar e à homogeneidade do grupo. 
Esta foi a primeira sessão a que assisti no SL. Já não entrava nesse mundo virtual há algum tempo e aproveitei para tirar algumas fotos do espaço onde se realizou a conferência. Publico a foto do tecto e que fascina pela conjugação de cores e dela resultar uma  fantástica luminosidade.
Na terça feira, dia 15 de Fevereiro, estavam previstas as realizações de duas sessões:  pelas 19:00, a Webinar - A utilização do Sloodle em Second Life, dada por Paulo Belo e mais tarde, às 21:30 , a Webconference - As redes sociais e as oportunidades de aprendizagem, dada por Ana Dias.
Assisti à primeira. À segunda, que acabou por se realizar no dia 18 de Fevereiro pelas 16:00,  não me foi possível assistir. E apesar de ainda não ter tido disponibilidade para tal, poderei assistir à sessão, uma vez que o vídeo se encontra já disponível. Talvez seja interessante, quando o fizer, reflectir sobre as diferenças entre assistir a uma webconference online sincronamente e assincronamente.
Paulo Belo, na sua apresentação, deu-nos a conhecer o que era o Sloodle e de que forma esta ferramenta integra o Second Life no Moodle. Para isso descreveu-nos uma experiência do Curso de Introdução ao Flash em Second Life, curso integrado no projecto de investigação em Second Life. A par do interesse que tenho sobre qualquer situação de aprendizagem no Seconde Life, neste caso, e nesta sessão, dou particular destaque para o facto desta ter sido uma das sessões mais interactivas, uma vez que foi dada aos participantes a possibilidade de ir mudando os slides, sendo possível voltar atrás ou avançar, enquanto a apresentação decorria.
Na quarta feira, dia 16 de Fevereiro, consegui assistir às duas sessões:
Na primeira sessão - PLE e o desenvolvimento de competências profissionais 2.0 - , Paulo Simões, num registo bastante  interactivo, foi-nos esclarecendo sobre como criar o nosso PLE e sobre o que poderia ser esse espaço. Colocando questões aos participantes, o orador foi-nos conduzindo através da sua apresentação, da qual destaco os seguintes aspectos: 
  • A palavra chave das competências profissionais 2.0 é partilha e esta questão torna-nos líderes e /ou seguidores; 
  • Num ambiente de partilha todos temos algo para contar;
  • Todos temos um espaço pessoal de aprendizagem;
  • A web 2.0 proporciona um conjunto de ferramentas essenciais para o PLE, possuindo a  capacidade das mesmas se interligarem e partilharem.
A segunda sessão da noite - Os 4 P's das Metas de Aprendizagem na área das TIC  - interessou-me particularmente pelo facto de ser professora (de Língua Portuguesa) no 3º ciclo. Apesar de ter lido o documento sobre as metas de aprendizagens, ainda não tinha tido a oportunidade de ouvir falar sobre elas. Portanto, este foi, claramente, um momento de formação.
A apresentação foi dividida em duas partes: numa primeira, apresentou-se o projecto e procedeu-se à sua contextualização e justificação, isto é, fez-se a apresentação do projecto e respectivo processo. Na segunda parte, apresentaram-se as metas, propriamente ditas - o produto -,  e as perspectivas, uma vez que as metas não são um documento acabado e só cumprirão o seu objectivo quando estiverem nas mãos dos principais destinatários: os professores.
As metas pretendem clarificar as aprendizagens e as competências que para cada ano e área disciplinar os jovens e as crianças devam atingir e a forma como o documento foi apresentado nesta conferência já me permitiu 'olhar' para o texto no seu todo de uma forma, pelo menos, mais interessada.
Tenho a certeza de que voltarei a consultar os documentos disponibilizados durante a apresentação feita por Elisabete Cruz. Agradou-me, em particular, o carácter pragmático que este projecto parece querer imprimir ao processo de implementação do mesmo.
Destacaria ainda desta sessão, o momento final de interacção entre os professores José Lagarto e Fernando Albuquerque Costa. O professor José Lagarto manifestou a sua preocupação pelo facto das Metas de Aprendizagem  nas Áreas das TIC não preconizarem a existência de um espaço TIC dado por profissionais,  isto é, professores da área de informática. Em resposta, o professor Fernando Albuquerque Costa referiu que o desafio das metas de aprendizagem das áreas da TIC não é apenas um desafio para os professores e cada um dos professores individualmente. Será também um desafio para outras instâncias, por exemplo: Quem forma os futuros professores (formação inicial); As próprias escolas, uma vez que esta é uma tarefa do Projecto Educativo da Escola; Quem faz a formação contínua dos professores e para o próprio Ministério da Educação.
Na quinta feira, 17 de Fevereiro, não consegui assistir às sessões. No primeiro caso, 19:00 - 20:00, Webinar - Repositórios de recursos, a problemática da partilha, por Pedro Ramalho, ainda entrei na sala, mas não pude permanecer. Na segunda sessão, 21:30 - 22:30, Webconference SL - Mundos Virtuais em Educação: para onde estamos caminhando, por João Mattar, não consegui aceder ao espaço no SL. Assim que me for possível, procurarei visionar os vídeos de ambos os momentos  e que se encontram já disponíveis.
Às 19:00, do dia 18 de Fevereiro, teve lugar a  Webinar - O Quadro Interactivo e o Trabalho Cooperativo - Sucesso Garantido, dada por José Paulo Santos. Entrei na sala, já a sessão estava a decorrer, mas ainda consegui acompanhar parte da apresentação. Esta sessão veio, de alguma forma, enriquecer a aprendizagem  efectuada na Acção de formação que frequentei em Novembro e sobre a qual já aqui escrevi. Achei muito aliciante a perspectiva de integração do quadro interactivo num contexto de aprendizagem cooperativa. Talvez seja esse o passo a dar para que os alunos possam, em sala de aula, usufruir do quadro interactivo na sua plenitude. Parece-me que voltarei a ler mais vezes a apresentação... Ainda desta sessão, destaco a seguinte frase dita a propósito do ambiente de trabalho desenvolvido à volta do quadro interactivo: Havia alegria em torno de tudo o que se fazia com o quadro interactivo. Este pormenor vai ao encontro daquilo que destaquei da intervenção do professor  João Paiva, no dia 9 de Fevereiro: A utilização da tecnologia para fins educativos ou outros deve ser sempre humanizada.

Às 21:30 começou a Webconference SL - A utilização do Machinima em contexto educativo, dada por Inês Messias e Hugo Almeida.
Numa primeira parte, Hugo Almeida explicou o que era a Machinima - a arte de filmar em ambientes virtuais 3D em tempo real - , e como qualquer um poderá produzir machinima.  Depois, partindo da descrição sumária de dois dos seus projectos, mostrou como o SL poderia ter  utilidade em  contextos educativos - Pessoa -  e  ser uma plataforma de trabalho colaborativo com pessoas de todo o mundo (Terra dos Sonhos).
Por seu lado, Inês Messias falou do desenvolvimento da machinima para  projectos educacionais e a sua utilização em ambientes virtuais. Para isso apresentou dois exemplos de projectos educacionais em ambientes virtuais: Mew Media Consortium e o espaço SLESES. Das palavras de Inês Messiais retenho a seguinte ideia como essencial para o trabalho a desenvolver no Second Life: Trata-se de um espaço que  permite mudar os cenários e as  personagens   possibilitando assim a adaptação ao conteúdo educacional que se pretender.
Finda a sessão, os avatares presentes foram convidados  para uma festa surpresa oferecida pela professora Teresa Bettencourt, no castelo de Almourol.

Ao longo da semana, escrevi uma ou duas vezes, nas interacções com os outros participantes, que iria ter saudades da rotina das duas últimas semanas. Nem sempre foi possível estar presente, mas parece-me que de tudo o que ouvi e li, aprendi o suficiente para ter vontade  de escrever sobre a experiência.
Teria feito o mesmo se o evento tivesse sido presencial?
Julgo que não. Provavelmente, o que ouvira, teria ficado no papel como outras vezes aconteceu.
Da experiência que tenho de momentos de aprendizagem a distância e, particularmente em regime online, a escrita é, no meu caso, quase sempre uma consequência.  Como o processo de escrita está a ser feito neste ambiente, só restará, no final, clicar em Publicar Postagem e depois divulgar, juntando este ao post da semana passada.
Resta esperar pela continuação do projecto em 2012 e agradecer à organização da Coied  a oportunidade de continuar a ser aprendente: Obrigada.

    13 de fev. de 2011

    Coied - Conferência Online de Informática Educacional*

    Registei-me no site da Coied no passado fim de semana (5 e 6 de Fevereiro). As inscrições terminavam a 7 de Fevereiro. Ainda fui a tempo! Durante o fim de semana, mesmo antes da Conferência iniciar,  andei a passear pelo site e gostei da arrumação. Foi fácil aceder à informação e fácil de perceber como iria funcionar a Conferência.
    Organizado em quatro espaços distintos - Início, Organização, Trabalhos e Actividades - conseguimos aceder rapidamente à informação pretendida quer seja para obter mais dados sobre a organização quer seja para aceder aos espaços onde se realizam as conferências quer, ainda, à leitura e/ou participação nos Fóruns.
    Não me foi possível assistir desde início à Abertura Institucional, no entanto,  já é possível visionar esse momento, onde, tal como nos restantes a que assisti, os organizadores explicam, sumariamente, como se irá realizar cada Actividade e de que forma poderão os participantes interagir com os conferencistas.
    Assisti a três das actividades: Webinar - Apresentações criativas com Prezi; Webconference - Práticas Pedagógicas de Adopção da Web Social; Webconference - Desafios para a educação no século XXI e as TIC; Webinar - Diigo e Google Docs. Tenho acompanhado o desenvolvimento das discussões nos Fóruns, em particular, os Fóruns 1 e 2, ainda que e só como leitora. Isto é, não participei até ao momento.
    No dia 8, assisti ao primeiro Webinar -  uma apresentação  feita por Nelson Jorge e que mostrou como a ferramenta Prezi pode ser um verdadeiro teste à capacidade criativa e promover o desenvolvimento da organização de ideias mediante objectivos a serem atingidos. 
    Ainda na noite de 8 de Fevereiro, pude ouvir o professor Pedro Pimenta falar sobre a relação entre as suas práticas pedagógicas e a adoção da Web Social. O professor mostrou-nos como, desde 1997, tem procurado potenciar a aprendizagem dos seus alunos usando a tecnologia. Apesar de saber que mais tarde poderia ouvir e ver, de novo, a conferência, fui registando algumas expressões, tomando algumas notas como faço, quando assisto presencialmente a eventos semelhantes. Aqui ficam alguns exemplos desses apontamentos: 'Maior sofisticação não é sinónimo de maior qualidade'; 'Utilizar várias ferramentas ao longo de um semestre acaba por ter efeitos positivos'; 'É importante valorizar as práticas de autoavaliação'.
    No dia 9 de Fevereiro, assisti à segunda Webconference - Desafios para a educação no século XXI e as TIC, cujo vídeo ainda não está disponível. Deste momento, destacarei o aspecto que me pareceu mais importante das palavras do professor  João Paiva e que sintetizaria desta forma: A utilização da tecnologia para fins educativos ou outros deve ser sempre humanizada. Parece-me que ao longo de toda a apresentação este princípio esteja sempre implícito. 
    Já na 5ª Feira, dia 10 de Fevereiro, assisti ao Webinar apresentado por Teresa Pombo - Diigo e Google Docs, cujo vídeo não está também ainda disponível. Desta apresentação destacaria, ainda que com objectivos diferentes, a possibilidade  que ambas as ferramentas possuem de desenvolver a capacidade de organização dos seus utilizadores.
    Na sexta feira, dia 11 de Fevereiro,  e apesar de ser o início do fim de semana, organizei o meu dia para poder assistir à Webinar - de Paulo Simões -  PLE e o desenvolvimento de competências profissionais 2.0 - prevista para as 19:00. Por razões técnicas não foi possível a sua realização, tendo assim ficado adiado para a semana seguinte. Curiosamente e ainda que, como digo em cima, tenha tido necessidade de proceder a alguns ajustes pessoais para poder estar presente, o facto da sessão ter sido adiada não causou transtorno. Isto é, julgo que se a situação tivesse ocorrido presencialmente teria sido bem mais difícil de gerir e, provavelmente, impossível de solucionar. 
    E chegado a este ponto restará fazer um balanço desta experiência. Até agora, gostei bastante. Claro que o facto de estar em casa, no meu ambiente, exige-me maior autodisciplina no momento em que assisto às várias sessões, já que o simples facto do telemóvel ou telefone tocarem pode provocar a desconcentração. Outro aspecto que necessitei de controlar foi o meu acesso a outros espaços da web enquanto estava a  assistir às conferências, ou seja, decidi que tinha de estar a ver e a ouvir apenas os conferencistas e não podia estar a ler ou ver outros espaços, senão facilmente me distraía... Penso que numa situação presencial, tais motivos de distração existiriam em menor grau, ou seriam nulos, uma vez que não costumo usar a internet quando assisto a conferências presencialmente.  Mas a autodisciplina num sistema de aprendizagem a distância, tal como o que esta Conferência preconiza, é sempre maior e mais necessária que nas aprendizagens presenciais. Tem sido, pelo menos, a minha experiência enquanto mestranda de um curso totalmente online.
    No que respeita a interacção, parece-me que, neste formato, os moderadores detêm um maior poder de controlo quanto à intervenção dos participantes, uma vez que  não necessitam que a sala fique em silêncio para iniciar as sessões ou para mudar de sala: avisam que o irão fazer e de seguida procedem à alteração. Já me aconteceu, por exemplo,  estar ainda a acabar um comentário no fim de uma das sessões e de repente deixar de poder fazê-lo, tendo inclusive perdido o que já tinha escrito. Também já pedi para falar, com a intenção de colocar uma questão ao conferencista,  e a palavra não me foi dada. Serão talvez aspectos a ser revistos, neste tipo de conferência, uma vez que, percebendo perfeitamente que haja necessidade de controlar o número de participações, por uma questão de tempo, também é verdade que para quem quis participar e não pôde e ou não conseguiu, fica a sensação de insatisfação.
    A terminar, uma referência ao facto de nos serem enviados, via mail, lembretes sobre o início de cada actividade síncrona - um aspecto bastante positivo. 
    E começa hoje a segunda semana de actividades. Espero ter a possibilidade de assistir à maioria das actividades previstas, nomeadamente, as que se irão realizar no Second Life a que ainda não tive oportunidade de assistir. 
    Provavelmente, para a semana, irei de novo falar desta experiência. 
    *Post iniciado a 13 de Fevereiro e concluído a 14 de Fevereiro.



    Reflexão crítica (Avaliação de Desempenho): Uma visão sofisticada da pedagogia

    "A aposta deve ser feita no futuro não na direção da sofisticação tecnológica, mas da sofisticação pedagógica." (Azevedo, 2003...