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23 de fev. de 2019

Retomar a escrita... ou não...

Em 2013 defendi a dissertação cujo trabalho deu origem à criação deste espaço.
Apercebo-me agora que não fiz menção a isso neste espaço, exceto no facto de ter colocado na coluna do lado o portefólio que foi objeto de estudo da dissertação.
Não deixa de ser curioso, ou, então, seria já o prenúncio de que este espaço seria de memórias e não só das da dissertação.

Parece que assim é. Ou pelo menos, neste momento, estou com vontade que assim seja. 

Cheguei a um momento da minha carreira em que me apetecia escrever sobre o que faço todos os dias. Mas, como estou tão ocupada, todos os dias em fazer ideias acontecerem, pouco é o tempo que me resta...

Ainda assim, continuo a frequentar persistentemente formação. E lá aprendo. Algumas vezes aprendo o que não devo fazer, mas aprendo.

Talvez este espaço tenha sido feito para isso também. Para ir dissertando memórias sobre tudo o que vou aprendendo e pensando e lendo e analisando. Sem prazos, sem claras linhas orientadoras. Sem temáticas.

Veremos.


Para já acompanho estas palavras, este retomar da escrita dissertativa, com a referência ao trabalho que defendi em setembro de 2013:



10 de mar. de 2013

Na rede do SL

Hoje, entrei no SL (Second Life). Há algum tempo que não entrava naquele mundo e resolvi recordar. Depois de algum tempo de espera, enquanto me ligava, já que houve necessidade de fazer várias atualizações, fiquei com a sensação de que estava a entrar num espaço onde nunca tinha entrado. A "terra" que eu escolhera para ser a minha "casa" já não existia. Estava à venda. Senti-me, literalmente, uma intrusa.
Fui a outro espaço. Ainda existe, mas estava vazio. Da minha lista de 'amigos', nenhum estava online. 
Saí.
Trouxe comigo a memória do meu perfil.

17 de mar. de 2012

O trabalho na rede e em rede



Na  atividade 3, na unidade curricular de Modelos de Ensino a Distância, durante o  primeiro semestre do curso de mestrado (3ª Edição), a professora Lina Morgado propunha-nos que, simultaneamente, desenvolvêssemos duas tarefas: por um lado, escrever um artigo para  um número especial de uma Revista dedicado ao Ensino Online, sobre temática a escolher; por outro, fazer parte de um equipa de peer-review, da mesma revista, onde faríamos a revisão dos artigos dos nossos colegas, que teriam de versar temas diferentes daqueles sobre os quais nós tínhamos escrito. Recordo-me que,  no momento em que me apercebi da complexidade da atividade, registei essa impressão, em Fórum, associando-a à  imagem que acompanhava essas tarefas e que era uma complexa e intricada rede, semelhante à que publico. A professora deu feedback a essa minha intervenção, numa mensagem que recebi como estímulo para pôr à prova a minha capacidade de criar relações entre aprendizagens. Nesta apresentação, feita pela Maria João Spilker do mpel4, sobre a mesma atividade, está bem patente a complexidade do desenho desta atividade.

Claro que essas aprendizagens me têm permitido, enquanto professora, utilizar a web 2.0 e todo o seu potencial de uma forma, eu diria, bem mais contida do que aquela que antes eu achava que iria fazer. Ou seja, do entusiasmo, quase eufórico, das primeiras experiências depois da formação sobre a Plataforma Moodle, o mestrado tem-me ensinado que, antes de mais, há que transformar o desenho da estrada, ou seja, não posso substituir o papel pelo pc. Não é compatível. Claro que isto é óbvio. Eu sempre achei isso, mas o que é certo é que, na prática, aquilo que acabava por fazer era um pouco transpor para o digital a estrutura das aulas com recurso ao papel. Ora, não tem de ser assim. Aliás, não deveria ser assim. Os dois suportes coexistem, têm funções diferentes e ajudam a produzir aprendizagens diferentes. 

Na altura da realização da tal atividade, eu já pensava se seria possível ter feito aquela atividade, naquele tempo (creio que três semanas), num sistema de ensino tradicional? E, ainda, se seria possível estimular em alunos do 3º ciclo aquele tipo de capacidade para atingir, ainda nesse nível de ensino, a competência de aprender em rede. Porque a geração digital sabe usar rapidamente as teclas (visão irónica, claro...), mas, depois, em matéria de trabalho, continua a copiar e a colar. Tal como fazia com as fotocópias. Logo temos de ser nós, os professores, de novo, a orientar. Mas para isso temos, de novo, de aprender e apreender estas novas formas.

Com o recurso a um blog, que tem servido, desde 2008, para arquivo de trabalhos dos alunos e sua publicitação junto da comunidade escolar, comecei, neste ano, a usá-lo como ferramenta de e para desenvolvimento de atividades. E, quase naturalmente, os alunos começaram a associar-se a este espaço, como se fosse um casulo. 

Para demonstrar o que acabo de referir, remeto para a leitura de um dos últimos postes que fiz nesse blog: Life is life ♥ - O blog da Mariana (8ºB). E para quem goste de acompanhar estes processos, sugiro a leitura da etiqueta 2011/12 que tem estado a servir de registo de todo este processo de transformação.


Reflexão crítica (Avaliação de Desempenho): Uma visão sofisticada da pedagogia

"A aposta deve ser feita no futuro não na direção da sofisticação tecnológica, mas da sofisticação pedagógica." (Azevedo, 2003...