29 de out. de 2011

Revisitando myMPEL

Há oito dias, mais ou menos a esta hora*, regressava de outro dia cheio de interesse: a revisitação à myMPEL.  Falo da 2ª Conferência do Mestrado em Pedagogia do Elearning da Universidade Aberta.
Desta vez, não pertencia à comissão organizadora, mas, quando entrei na sala onde já falava a Professora Lina Morgado, Coordenadora do Mestrado em Pedagogia do Elearning da Universidade Aberta e responsável pela organização da Conferência, senti que estava a entrar em espaço conhecido. Ou seja, senti-me em casa. E foi uma sensação muito boa. Na sua apresentação, a Professora Lina falou da experiência da 4ª Edição do Mestrado em Pedagogia do ELearning. Dessas palavras destacaria o slide 6, onde me parece estarem as palavras-chave (Personalização e Abertura)  que caracterizam, pela descrição feita, a 4ª Edição, assim como na 3ªEdição terão sido provavelmente as palavras partilha e colaboração. É a ecologia do mpel a concretizar-se em rede e fica já a curiosidade quanto às que irão identificar a 5ª Edição.

Já no painel de docentes, pudemos ouvir os professores António Teixeira, José Mota, Lúcia Amante e António Quintas Mendes cujas apresentações foram contributos do Currículo do Mestrado, no âmbito  das unidades curriculares lecionadas por cada um. Neste momento está disponível, na rede social de apoio à 2ª Conferência a apresentação de José Mota, Recursos Educacionais Abertos: Potencialidades e Desafios. E dessa apresentação sublinharia os desafios (slide 11): sustentabilidade, resistência à partilha, qualidade, reputação, interoperabilidade e adequação.

Depois do Coffee-Break, onde fomos presenteados com shots de chocolate, uma delícia oferecida pela Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, ouvimos Luísa António e Pedro Caramez, no painel de convidados. Luísa António, a Participatory Design Training, falou-nos dos laboratórios de criatividade enquanto espaços que contrariam qualquer tipo de isolamento e fecho nas organizações e da sua importância na era conceptual onde se exige às organizações um elevado desempenho. A apresentação encontra-se já disponível na rede social de apoio à 2ª Conferência myMpel.
Durante a apresentação de Pedro Caramez, que nos falou da Rede Social Linkedln e da sua importância na rentabilização da nossa presença online, houve um momento particularmente interessante. Essa apresentação foi feita a distância, portanto o orador não estava presente na sala. Ainda assim, e por sugestão sua, um dos mestrandos do Mpel5, João Greno Brogueira,  foi apresentar sumariamente um dos grupos por ele dinamizado na Rede Linkedln. Parece-me ter sido um momento bastante enriquecedor,  atendendo ao facto do mestrado em Pedagogia do Elearning ser desenvolvido totalmente online, demonstrador claro do quanto as tecnologias podem reduzir as distâncias.

Após uma intensa manhã de trabalhos, tivemos direito a uma pausa maior para retemperar as forças e alimentar o corpo. Aproveitei esse momento para almoçar com os meus pais, já que moram relativamente perto do local onde o evento se realizou  (Universidade Aberta, Campus TagusPark - Oeiras) e com eles mora o avô materno que festejou, em abril, 102 anos de vida e, como não resido na área de Lisboa, aproveito qualquer oportunidade para o ver.
A razão pela qual refiro, neste contexto, este episódio prende-se com o facto da minha ausência ter sido sentida, no almoço, por alguns participantes. E parece-me pertinente, já que estamos a falar de experiências que se centram num curso online e onde a gestão das vidas pessoais e profissionais são tão importantes para encontrar os espaço e tempo certos para as aprendizagens.

De volta à conferência, a tarde começou com o painel de Micro-Workshops com lotação e que se realizaram em três espaços diferentes. Na sala n.º1, b-On: como pesquisar, com Madalena Carvalho; sala n.º 2, Recursos de apoio à investigação: o sistema de gestão de referências bibliográficas Mendeley, com João Paz e, na sala polivalente, Digital storytelling: potencialidades para a educação e formação, Ana Boa-Ventura e Helena Lopes.
Inscrevi-me no micro-workshps que decorreu na sala n.º1, b-On: como pesquisar que se revelou muito útil uma vez que havia alguns procedimentos que ainda não conhecia.
A seguir aguardava-nos o momento mais criativo do dia: a apresentação do painel de Pecha-kucha, dinamizado pelos mestrandos do MPEL4. De referir que cada apresentação se reportava a uma atividade desenvolvida numa das unidades curriculares, tendo por isso sido apresentadas pelos próprios professores das unidades curriculares. Foi, sem dúvida, um momento que premiou a interação pessoal entre professores e alunos.
Já no último painel - Painel Inter-Institucional de mestres - tivemos a oportunidade de ouvir Vítor Reis, mestre em Gestão de Sistemas de E-learning (FCSH/UNL) com a apresentação "Contributos do ensino a distância para a formação de profissionais de serviços de emergência: o caso dos Bombeiros de Portugal" e M.ª Balsamão Mendes, mestre em Pedagogia do Elearning (UAb), com a apresentação "Processo de Comunicação e Aprendizagem em Elearning: Uma experiência no Second Life".
O evento terminou com um sorteio  da participação dos Estudantes do Mestrado em Pedagogia do Elearning nas apresentações Pecha-Kucha da conferência myMPeL2011, com a oferta dum fim de semana no hotel Évora Inn Chiado Design, patrocínio da Empresa EscritaCriativaOnline.

Foi um dia intenso, onde prevaleceu a alegria, o conhecimento e a vontade de aprender. Houve emoções. Resta-me dar os parabéns à Comissão organizadora, em particular à Maria João Spilker, Paula Silva e Hugo Domingos pelo trabalho desenvolvido e um sorriso muito especial à Professora Lina Morgado por nos ter proporcionado a todos outro momento de saber fazer e aprender. Obrigada e até para o ano.







*Post iniciado no dia 28 de outubro, por volta das 22:00, e publicado no dia 29 de outubro, pelas 15:15.

19 de abr. de 2011

Dissertação - 1

Apetece-me começar este post de forma excessivamente coloquial. E excessivamente porque, de uma forma geral, os postes são textos algo coloquiais. Pelo menos essa é a minha perceção. Deveria talvez aprofundar a questão e estudá-la... Mas neste momento tenho outras prioridades e esta forma de iniciar este post serve precisamente para iniciar o processo de escrita do trabalho mental que tenho vindo a desenvolver. De certa forma pretendo provocar ou talvez seja melhor utilizar o verbo motivar a escrita.
Mas como dizia há pouco, apetece-me começar este post de forma excessivamente coloquial. E começá-lo-ia assim:
Ok. Posso passar à fase seguinte.
Revisto o projeto entregue em dezembro, de acordo com o cronograma lá definido, estou atrasada face ao trabalho que já deveria estar feito. Falo, claro, neste caso, da dissertação. 

Estou preocupada? Sim. No entanto, tenho procurado não entrar em stress, como também se costuma dizer nestas situações (continuando a adotar o tom coloquial...), porque corro o risco de ficar parada. Aliás, pelo que vou lendo, principalmente, nas redes sociais, esta será uma sensação  comum a quem esteja em idêntica situação.

É a primeira vez que faço um mestrado, logo é a primeira vez que estou a escrever uma dissertação. Sinto-me nervosa, por vezes acho que o adjetivo  mais adequado é mesmo ansiosa. Revejo o que já fiz e considero que foi muito pouco. Que falta qualquer coisa... Que tenho de começar, isto porque tenho sentido muitas vezes que ainda não comecei. Depois respiro e penso que tudo já começou e que esta é outra fase.

Decidi, por isso, sentar-me e deixar aqui esta nota. Confesso que, às vezes, tenho saudades dos prazos que tínhamos para concluir as atividades, no primeiro ano. Impunha um ritmo de trabalho e, principalmente, de escrita que, nesta segunda parte, ainda não encontrei. Ou até pode ser que seja este o ritmo. Será um caso a ir acompanhando.

E, enquanto leio A Arte da Investigação com Estudos de Caso (Stake, 2009), resolvi reler dois artigos cuja leitura  a Professora Lina Morgado, enquanto Coordenadora do Curso de Mestrado em Pedagogia do ELearning (Universidade Aberta)  nos sugeriu no início deste segundo ano: Writing a Research Paper: From the Parts to the Whole (Figueiredo, 2010) e Writing your Winning Thesis ( Lajom & Magno, 2010).
Na altura li os textos, retive as ideias essenciais, mas não senti, então, que fossem textos essenciais. Agora, a sua re-leitura foi importantíssima.
Nas conclusões do seu artigo, o Professor Figueiredo afirma:
We hope that this will help young authors get their papers together in a short time, while achieving a high level of paper quality.
Para já, ainda não tenho dados suficientes que possam garantir que vá conseguir cumprir os prazos e fazê-lo com a qualidade requerida, no entanto, fiquei mais calma e sorri quando, na segunda parte do artigo (Additional considerations), nos é dito que não faz sentido escrever a Introdução ou a versão final do Resumo sem que o resto do texto esteja feito. Aconselhando mais à frente que as Conclusões devam ser redigidas sem ser à pressa e com uma mente fresca. A razão pela qual sorri prende-se com a escolha que, entretanto, fizera da imagem que acompanha este post e que pode ser vista no canto superior esquerdo do mesmo.
Quanto ao artigo de Lajom & Magno, tive vontade de o traduzir e sintetizar. Talvez o faça ainda, já que devo voltar a lê-lo. Destaco, para já, a primeira parte e em concreto o seguinte  aspeto a que os autores designam por Environmental structuring. De momento não consigo encontrar, em português, uma expressão que consiga traduzir a ideia contida na descrição deste aspeto, por isso mantenho a versão em inglês. E, para já, essa é a minha preocupação: conseguir encontrar no meu dia a dia um ambiente propício à reflexão, ao trabalho da dissertação.

Já me tenho interrogado se, neste processo de aprendizagem, terei errado nalgum momento, isto porque não me está a ser fácil manter  um ritmo de trabalho propício que permita desenvolver o projeto tal como o defini, implicando isso o cumprimento das várias etapas. Entretanto, e porque esta reflexão acontece em véspera de reunião com a orientadora julgo que, e tal como aconteceu no primeiro ano, a presença do Professor é importante e, neste caso, quase à letra, orientador. Pelo menos, motivou este ponto da situação, o primeiro.


NOTA FINAL
E está assim criado outro marcador deste espaço: Ponto da situação. Em princípio, o título desses postes será Dissertação, com a numeração. Caso considere que seja mais pertinente dar outro título, a isso farei referência.
A propósito da necessidade de ir escrevendo sobre este e outros aspectos que envolvam o elearning pretendo ainda durante a interrupção lectiva publicar umas breves palavras, assim como gostaria de conseguir concluir um powerpoint que estou a construir sobre o meu lugar na rede. Veremos se consigo.

2 de mar. de 2011

Apontamento sobre 'manuais digitais'

Durante o fim de semana, respondi a um inquérito sobre a problematização do conceito de manual digital, analisando o seu impacto na Escola e perspectivando o seu futuro. 
Pretendo com este breve apontamento, reflectir sobre esta questão, partilhando a minha opinião e experiência. Em suma, irei descrever a reflexão que fui fazendo durante o preenchimento do questionário.
A definição mais rápida e simples de manual digital que me surgiu, na altura, sem, no momento, recorrer à leitura de qualquer referência foi a de descrever o manual digital como um conjunto de recursos digitais suportado pelas TIC.
E se é um facto que até hoje ainda não recorri a qualquer manual digital para ser usado de forma sistemática, em sala de aula, é também um facto que, provavelmente, reunidos todos os recursos já produzidos e utilizados, outros que encontro através de pesquisas e partilhas, andarei a construir um meu próprio / pessoal manual digital há algum tempo.
Seria interessante cruzar este conceito de manual digital, que deveria ser, quanto a mim, diferente do manual em suporte de papel, com o de espaço pessoal de aprendizagem (PLE). Isto porque, se ao digital aliarmos a web 2.0,  teremos à nossa disponibilidade um conjunto de ferramentas que permitem agilizar pesquisa, organização, leitura, análise, logo, estudo, reflexão e, consequentemente, aprendizagem. 
Por isso, é preciso saber qual é a definição, quando nos referimos a manual digital.  Isto porque a ideia de um manual digital, pelo menos, de acordo com o conceito que algumas editoras começam já a desenvolver acaba por ser uma transposição para o digital daquilo que existe em papel. E isso não defendo, reconhecendo algumas vantagens em relação ao papel, mas também identificando outros tantos constrangimentos. 
E, no entanto, defendo o 'digital'. E a ideia, por exemplo, de ser cada turma* a construir o seu manual com as ferramentas da web 2.0 seria um projecto aliciante.
Por exemplo, no ano lectivo de 2008/09, propus a duas turmas do 8º Ano o seguinte projecto: Projecto - Caderno Diário Digital.
Dum conjunto de cerca de quinze alunos houve duas alunas que abraçaram a ideia e do trabalho desenvolvido no 3º Período resultaram estes dois produtos:
Foi um princípio, por enquanto interrompido, uma vez que seria necessária a garantia de condições de trabalho que entretanto não foi possível reunir. 
Mas julgo que dessa ideia de caderno digital individual se poderia, perfeitamente, partir para a construção de um manual digital onde, a par das orientações dos professores, cruzando os conteúdos com as competências a desenvolver e agora, também, metas a atingir,  surgiriam produtos feitos pelos próprios alunos. 
Uma ideia a rever e consolidar.

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*Quando falo em turma, estou a referir-me a turmas do 3º Ciclo, uma vez que sou professora nesse nível de ensino.

22 de fev. de 2011

Coied - Segunda semana

A segunda semana começou com a Webinar de Ricardo Vidal: Webinar - Mendeley (ferramenta de gestão e de referenciação bibliográfica). Como não usava qualquer ferramenta de gestão e de referenciação bibliográfica, fiquei bastante interessada na sua aplicação.  Parece-me de grande utilidade, particularmente a questão da referenciação bibliográfica. Ainda durante a sessão instalei a ferramenta e fui tentando acompanhar as orientações do orador. Claro que não consegui experimentar todas as funcionalidades, mas foi um princípio e, sem dúvida, um momento de aprendizagem. Agora tenho de continuar a exploração.
Pelas 21:30 do dia 14 de Fevereiro, iniciava no Second Life (SL) a  Webconference dada por Paulo Frias: Considerações sobre a utilização de Second Life pelos portugueses. Nesta sessão, Paulo Frias apresentou os números e conclusões a que chegou  nas investigações que fez nos últimos tempos sobre a utilização do Second Life feita pelos portugueses. Destaco de seguida alguns dos aspectos evidenciados (de um inquérito feito há cerca de um ano):  os indivíduos mais novos aproximam mais a sua imagem física real do seu avatar do que os mais velhos; um número considerável de inquiridos opta ter um avatar do mesmo género que o da vida real; a maioria reponde que só tem um avatar, sendo essa maioria os mais jovens; é muito importante a aparência física dos avatares para estabelecer comunicação. 
Concluindo, o professor Paulo Frias confirmou, através do estudo, a hipótese que inicialmente tinha sido formulada de que no SL existia nos portugueses uma forma muito específica destes comunicarem e sobretudo de se representarem e de se apropriarem do espaço virtual, ou seja, existia uma maneira muito nacional, portuguesa de ocupar o SL e que essa especificidade nacional apontava claramente para a valorização quer do idioma, quer do património construído, sobretudo o património mais antigo e oficial que estava conotado com o poder e que conduzia à reconstrução do conceito de lugar e à homogeneidade do grupo. 
Esta foi a primeira sessão a que assisti no SL. Já não entrava nesse mundo virtual há algum tempo e aproveitei para tirar algumas fotos do espaço onde se realizou a conferência. Publico a foto do tecto e que fascina pela conjugação de cores e dela resultar uma  fantástica luminosidade.
Na terça feira, dia 15 de Fevereiro, estavam previstas as realizações de duas sessões:  pelas 19:00, a Webinar - A utilização do Sloodle em Second Life, dada por Paulo Belo e mais tarde, às 21:30 , a Webconference - As redes sociais e as oportunidades de aprendizagem, dada por Ana Dias.
Assisti à primeira. À segunda, que acabou por se realizar no dia 18 de Fevereiro pelas 16:00,  não me foi possível assistir. E apesar de ainda não ter tido disponibilidade para tal, poderei assistir à sessão, uma vez que o vídeo se encontra já disponível. Talvez seja interessante, quando o fizer, reflectir sobre as diferenças entre assistir a uma webconference online sincronamente e assincronamente.
Paulo Belo, na sua apresentação, deu-nos a conhecer o que era o Sloodle e de que forma esta ferramenta integra o Second Life no Moodle. Para isso descreveu-nos uma experiência do Curso de Introdução ao Flash em Second Life, curso integrado no projecto de investigação em Second Life. A par do interesse que tenho sobre qualquer situação de aprendizagem no Seconde Life, neste caso, e nesta sessão, dou particular destaque para o facto desta ter sido uma das sessões mais interactivas, uma vez que foi dada aos participantes a possibilidade de ir mudando os slides, sendo possível voltar atrás ou avançar, enquanto a apresentação decorria.
Na quarta feira, dia 16 de Fevereiro, consegui assistir às duas sessões:
Na primeira sessão - PLE e o desenvolvimento de competências profissionais 2.0 - , Paulo Simões, num registo bastante  interactivo, foi-nos esclarecendo sobre como criar o nosso PLE e sobre o que poderia ser esse espaço. Colocando questões aos participantes, o orador foi-nos conduzindo através da sua apresentação, da qual destaco os seguintes aspectos: 
  • A palavra chave das competências profissionais 2.0 é partilha e esta questão torna-nos líderes e /ou seguidores; 
  • Num ambiente de partilha todos temos algo para contar;
  • Todos temos um espaço pessoal de aprendizagem;
  • A web 2.0 proporciona um conjunto de ferramentas essenciais para o PLE, possuindo a  capacidade das mesmas se interligarem e partilharem.
A segunda sessão da noite - Os 4 P's das Metas de Aprendizagem na área das TIC  - interessou-me particularmente pelo facto de ser professora (de Língua Portuguesa) no 3º ciclo. Apesar de ter lido o documento sobre as metas de aprendizagens, ainda não tinha tido a oportunidade de ouvir falar sobre elas. Portanto, este foi, claramente, um momento de formação.
A apresentação foi dividida em duas partes: numa primeira, apresentou-se o projecto e procedeu-se à sua contextualização e justificação, isto é, fez-se a apresentação do projecto e respectivo processo. Na segunda parte, apresentaram-se as metas, propriamente ditas - o produto -,  e as perspectivas, uma vez que as metas não são um documento acabado e só cumprirão o seu objectivo quando estiverem nas mãos dos principais destinatários: os professores.
As metas pretendem clarificar as aprendizagens e as competências que para cada ano e área disciplinar os jovens e as crianças devam atingir e a forma como o documento foi apresentado nesta conferência já me permitiu 'olhar' para o texto no seu todo de uma forma, pelo menos, mais interessada.
Tenho a certeza de que voltarei a consultar os documentos disponibilizados durante a apresentação feita por Elisabete Cruz. Agradou-me, em particular, o carácter pragmático que este projecto parece querer imprimir ao processo de implementação do mesmo.
Destacaria ainda desta sessão, o momento final de interacção entre os professores José Lagarto e Fernando Albuquerque Costa. O professor José Lagarto manifestou a sua preocupação pelo facto das Metas de Aprendizagem  nas Áreas das TIC não preconizarem a existência de um espaço TIC dado por profissionais,  isto é, professores da área de informática. Em resposta, o professor Fernando Albuquerque Costa referiu que o desafio das metas de aprendizagem das áreas da TIC não é apenas um desafio para os professores e cada um dos professores individualmente. Será também um desafio para outras instâncias, por exemplo: Quem forma os futuros professores (formação inicial); As próprias escolas, uma vez que esta é uma tarefa do Projecto Educativo da Escola; Quem faz a formação contínua dos professores e para o próprio Ministério da Educação.
Na quinta feira, 17 de Fevereiro, não consegui assistir às sessões. No primeiro caso, 19:00 - 20:00, Webinar - Repositórios de recursos, a problemática da partilha, por Pedro Ramalho, ainda entrei na sala, mas não pude permanecer. Na segunda sessão, 21:30 - 22:30, Webconference SL - Mundos Virtuais em Educação: para onde estamos caminhando, por João Mattar, não consegui aceder ao espaço no SL. Assim que me for possível, procurarei visionar os vídeos de ambos os momentos  e que se encontram já disponíveis.
Às 19:00, do dia 18 de Fevereiro, teve lugar a  Webinar - O Quadro Interactivo e o Trabalho Cooperativo - Sucesso Garantido, dada por José Paulo Santos. Entrei na sala, já a sessão estava a decorrer, mas ainda consegui acompanhar parte da apresentação. Esta sessão veio, de alguma forma, enriquecer a aprendizagem  efectuada na Acção de formação que frequentei em Novembro e sobre a qual já aqui escrevi. Achei muito aliciante a perspectiva de integração do quadro interactivo num contexto de aprendizagem cooperativa. Talvez seja esse o passo a dar para que os alunos possam, em sala de aula, usufruir do quadro interactivo na sua plenitude. Parece-me que voltarei a ler mais vezes a apresentação... Ainda desta sessão, destaco a seguinte frase dita a propósito do ambiente de trabalho desenvolvido à volta do quadro interactivo: Havia alegria em torno de tudo o que se fazia com o quadro interactivo. Este pormenor vai ao encontro daquilo que destaquei da intervenção do professor  João Paiva, no dia 9 de Fevereiro: A utilização da tecnologia para fins educativos ou outros deve ser sempre humanizada.

Às 21:30 começou a Webconference SL - A utilização do Machinima em contexto educativo, dada por Inês Messias e Hugo Almeida.
Numa primeira parte, Hugo Almeida explicou o que era a Machinima - a arte de filmar em ambientes virtuais 3D em tempo real - , e como qualquer um poderá produzir machinima.  Depois, partindo da descrição sumária de dois dos seus projectos, mostrou como o SL poderia ter  utilidade em  contextos educativos - Pessoa -  e  ser uma plataforma de trabalho colaborativo com pessoas de todo o mundo (Terra dos Sonhos).
Por seu lado, Inês Messias falou do desenvolvimento da machinima para  projectos educacionais e a sua utilização em ambientes virtuais. Para isso apresentou dois exemplos de projectos educacionais em ambientes virtuais: Mew Media Consortium e o espaço SLESES. Das palavras de Inês Messiais retenho a seguinte ideia como essencial para o trabalho a desenvolver no Second Life: Trata-se de um espaço que  permite mudar os cenários e as  personagens   possibilitando assim a adaptação ao conteúdo educacional que se pretender.
Finda a sessão, os avatares presentes foram convidados  para uma festa surpresa oferecida pela professora Teresa Bettencourt, no castelo de Almourol.

Ao longo da semana, escrevi uma ou duas vezes, nas interacções com os outros participantes, que iria ter saudades da rotina das duas últimas semanas. Nem sempre foi possível estar presente, mas parece-me que de tudo o que ouvi e li, aprendi o suficiente para ter vontade  de escrever sobre a experiência.
Teria feito o mesmo se o evento tivesse sido presencial?
Julgo que não. Provavelmente, o que ouvira, teria ficado no papel como outras vezes aconteceu.
Da experiência que tenho de momentos de aprendizagem a distância e, particularmente em regime online, a escrita é, no meu caso, quase sempre uma consequência.  Como o processo de escrita está a ser feito neste ambiente, só restará, no final, clicar em Publicar Postagem e depois divulgar, juntando este ao post da semana passada.
Resta esperar pela continuação do projecto em 2012 e agradecer à organização da Coied  a oportunidade de continuar a ser aprendente: Obrigada.

    13 de fev. de 2011

    Coied - Conferência Online de Informática Educacional*

    Registei-me no site da Coied no passado fim de semana (5 e 6 de Fevereiro). As inscrições terminavam a 7 de Fevereiro. Ainda fui a tempo! Durante o fim de semana, mesmo antes da Conferência iniciar,  andei a passear pelo site e gostei da arrumação. Foi fácil aceder à informação e fácil de perceber como iria funcionar a Conferência.
    Organizado em quatro espaços distintos - Início, Organização, Trabalhos e Actividades - conseguimos aceder rapidamente à informação pretendida quer seja para obter mais dados sobre a organização quer seja para aceder aos espaços onde se realizam as conferências quer, ainda, à leitura e/ou participação nos Fóruns.
    Não me foi possível assistir desde início à Abertura Institucional, no entanto,  já é possível visionar esse momento, onde, tal como nos restantes a que assisti, os organizadores explicam, sumariamente, como se irá realizar cada Actividade e de que forma poderão os participantes interagir com os conferencistas.
    Assisti a três das actividades: Webinar - Apresentações criativas com Prezi; Webconference - Práticas Pedagógicas de Adopção da Web Social; Webconference - Desafios para a educação no século XXI e as TIC; Webinar - Diigo e Google Docs. Tenho acompanhado o desenvolvimento das discussões nos Fóruns, em particular, os Fóruns 1 e 2, ainda que e só como leitora. Isto é, não participei até ao momento.
    No dia 8, assisti ao primeiro Webinar -  uma apresentação  feita por Nelson Jorge e que mostrou como a ferramenta Prezi pode ser um verdadeiro teste à capacidade criativa e promover o desenvolvimento da organização de ideias mediante objectivos a serem atingidos. 
    Ainda na noite de 8 de Fevereiro, pude ouvir o professor Pedro Pimenta falar sobre a relação entre as suas práticas pedagógicas e a adoção da Web Social. O professor mostrou-nos como, desde 1997, tem procurado potenciar a aprendizagem dos seus alunos usando a tecnologia. Apesar de saber que mais tarde poderia ouvir e ver, de novo, a conferência, fui registando algumas expressões, tomando algumas notas como faço, quando assisto presencialmente a eventos semelhantes. Aqui ficam alguns exemplos desses apontamentos: 'Maior sofisticação não é sinónimo de maior qualidade'; 'Utilizar várias ferramentas ao longo de um semestre acaba por ter efeitos positivos'; 'É importante valorizar as práticas de autoavaliação'.
    No dia 9 de Fevereiro, assisti à segunda Webconference - Desafios para a educação no século XXI e as TIC, cujo vídeo ainda não está disponível. Deste momento, destacarei o aspecto que me pareceu mais importante das palavras do professor  João Paiva e que sintetizaria desta forma: A utilização da tecnologia para fins educativos ou outros deve ser sempre humanizada. Parece-me que ao longo de toda a apresentação este princípio esteja sempre implícito. 
    Já na 5ª Feira, dia 10 de Fevereiro, assisti ao Webinar apresentado por Teresa Pombo - Diigo e Google Docs, cujo vídeo não está também ainda disponível. Desta apresentação destacaria, ainda que com objectivos diferentes, a possibilidade  que ambas as ferramentas possuem de desenvolver a capacidade de organização dos seus utilizadores.
    Na sexta feira, dia 11 de Fevereiro,  e apesar de ser o início do fim de semana, organizei o meu dia para poder assistir à Webinar - de Paulo Simões -  PLE e o desenvolvimento de competências profissionais 2.0 - prevista para as 19:00. Por razões técnicas não foi possível a sua realização, tendo assim ficado adiado para a semana seguinte. Curiosamente e ainda que, como digo em cima, tenha tido necessidade de proceder a alguns ajustes pessoais para poder estar presente, o facto da sessão ter sido adiada não causou transtorno. Isto é, julgo que se a situação tivesse ocorrido presencialmente teria sido bem mais difícil de gerir e, provavelmente, impossível de solucionar. 
    E chegado a este ponto restará fazer um balanço desta experiência. Até agora, gostei bastante. Claro que o facto de estar em casa, no meu ambiente, exige-me maior autodisciplina no momento em que assisto às várias sessões, já que o simples facto do telemóvel ou telefone tocarem pode provocar a desconcentração. Outro aspecto que necessitei de controlar foi o meu acesso a outros espaços da web enquanto estava a  assistir às conferências, ou seja, decidi que tinha de estar a ver e a ouvir apenas os conferencistas e não podia estar a ler ou ver outros espaços, senão facilmente me distraía... Penso que numa situação presencial, tais motivos de distração existiriam em menor grau, ou seriam nulos, uma vez que não costumo usar a internet quando assisto a conferências presencialmente.  Mas a autodisciplina num sistema de aprendizagem a distância, tal como o que esta Conferência preconiza, é sempre maior e mais necessária que nas aprendizagens presenciais. Tem sido, pelo menos, a minha experiência enquanto mestranda de um curso totalmente online.
    No que respeita a interacção, parece-me que, neste formato, os moderadores detêm um maior poder de controlo quanto à intervenção dos participantes, uma vez que  não necessitam que a sala fique em silêncio para iniciar as sessões ou para mudar de sala: avisam que o irão fazer e de seguida procedem à alteração. Já me aconteceu, por exemplo,  estar ainda a acabar um comentário no fim de uma das sessões e de repente deixar de poder fazê-lo, tendo inclusive perdido o que já tinha escrito. Também já pedi para falar, com a intenção de colocar uma questão ao conferencista,  e a palavra não me foi dada. Serão talvez aspectos a ser revistos, neste tipo de conferência, uma vez que, percebendo perfeitamente que haja necessidade de controlar o número de participações, por uma questão de tempo, também é verdade que para quem quis participar e não pôde e ou não conseguiu, fica a sensação de insatisfação.
    A terminar, uma referência ao facto de nos serem enviados, via mail, lembretes sobre o início de cada actividade síncrona - um aspecto bastante positivo. 
    E começa hoje a segunda semana de actividades. Espero ter a possibilidade de assistir à maioria das actividades previstas, nomeadamente, as que se irão realizar no Second Life a que ainda não tive oportunidade de assistir. 
    Provavelmente, para a semana, irei de novo falar desta experiência. 
    *Post iniciado a 13 de Fevereiro e concluído a 14 de Fevereiro.



    6 de fev. de 2011

    Usar o computador distrai..

    A 30 de Julho de 2009, em dois postes onde dou conta do trabalho que desenvolvia na Plataforma Moodle da Escola onde leccionava e continuo a leccionar, escrevia o seguinte:
    Claro que ainda falta fazer muito e, mesmo que continuem a ser só 90, os minutos que estejam no meu horário para desenvolver este trabalho, não vou deixar de o fazer. Mas também sei que esta minha atitude não nos favorece, enquanto classe, já que ninguém é obrigado a ter esta disponibilidade que eu tenho. Por outro lado, talvez seja bom que aconteça e que se mostre que os professores, todos, trabalham muito mais que as horas que recebem. Porque na minha escola há outros professores que também já usam a Plataforma, não de forma tão sistematizada, mas com muitas horas, também, usadas, além dos minutos...
    Bem, afinal há sempre situações que nos levam a tomar outros rumos. De facto, no início do presente Ano Lectivo fechei o espaço que tinha na Plataforma Moodle do Agrupamento a que pertenço. As razões não são essenciais para este momento, nem para as razões que me levam a escrever estas palavras, mas fica o registo de que terá estado relacionado com as condições de trabalho que hoje em dia são dadas aos professores na Escola.
    Se é certo que na Plataforma Moodle do Agrupamento já não desenvolvo o espaço que tinha, se é certo que neste Ano Lectivo o Órgão de Gestão do Agrupamento não me garantiu a possibilidade de poder requisitar para todas as aulas computadores portáteis ainda que tenha mantido a mesma sala para trabalhar, não deixei de, no início do Ano, propor aos alunos a continuação do Projecto do Ano passado, com a condição de serem eles a terem de levar os portáteis. Fiquei surpreendida com o resultado, já que das cinco turmas que me foram atribuídas, neste ano, numa delas todos os alunos optaram pelo suporte digital, noutra apenas duas alunas mantêm o caderno diário em suporte papel e nas restantes três turmas, cerca de metade dos alunos optou por ter o caderno diário em suporte digital.
    Parecem-me números interessantes.
    De qualquer forma, a razão que me levou a escrever estas palavras prende-se com a troca de palavras numa das aulas com uma das alunas sobre a utilização do portátil. A propósito de uma atividade que lhes tinha sido proposta, apercebi-me que a aluna tinha imprimido alguns dos documentos. Tendo ela caderno em suporte digital, perguntei-lhe porque o fizera. Respondeu-me que para poder rever a matéria a qualquer momento, lhe dava mais jeito o papel... Sugeri que poderia, se quisesse, voltar ao caderno em papel. Foi peremtória na negativa. Isto é, para efeitos de organização não tinha dúvidas de que o suporte digital era melhor. Facilitava imenso. No entanto, para aquele efeito de poder ler a matéria sempre que quisesse, foi dizendo que o papel era mais funcional até porque ao ligar o computador havia sempre motivos de distração. Ou seja, nem sempre ia diretamente fazer aquilo que tinha de fazer.
    Achei esta conversa, ainda que fortuita, cheia de informação. Gostava de ter oportunidade até ao final do ano de poder conversar sobre este assunto de forma mais sistematizada com alguns destes alunos. Afinal, estão a usar o computador portátil nas aulas de Língua Portuguesa há dois anos e devem ter muito para 'dizer'. Veremos se haverá tempo.

    24 de jan. de 2011

    QIM - Língua Portuguesa

    Frequentei em Novembro a seguinte Ação de Formação: QIM (Quadros Interactivos Multimédia) no Ensino/Aprendizagem da Língua Portuguesa. Esta ação de formação é parte integrante do programa Competências TIC. O quadro interativo multimédia apresenta potencialidades que permitem alterar de forma significativa a natureza da informação trabalhada na aula (com recursos multimédia e de animação gráfica), os tempos e espaços de aprendizagem (com a disponibilização “on-line” de recursos), e as dinâmicas da sala de aula.
    De acordo com a informação que nos foi dada e à qual tivemos acesso, os objetivos desta Ação de Formação eram:
    • Apoiar as escolas e os professores na criação de condições para uma adequada utilização dos quadros interactivos multimédia em contextos de aprendizagem escolar;
    • Reflectir sobre os impactos do paradigma digital nos processos de comunicação e interacção e o seu potencial para promover a inovação e mudança dos processos de ensino e de aprendizagem;
    • Favorecer a emergência de novas práticas pedagógicas ao nível dos professores potenciando os benefícios dos quadros interactivos na renovação dos contextos de aprendizagem e eficiência do processo educativo;
    • Reflectir e debater as potencialidades dos quadros interactivos na didáctica específica da Língua Portuguesa.
    Passarei, de seguida, a descrever o processo de formação. A ação foi organizada em quatro sessões presenciais que tiveram lugar no Agrupamento de Escolas Fernão do Pó, no Bombarral, nas seguintes datas: 08, 11, 15 e 18 de Novembro, entre as 19:00 e as 23:00 horas. Paralelamente ao trabalho desenvolvido presencialmente, foi também possível aceder ao espaço online disponibilizado pelo Centro de Formação das Escolas de Torres Vedras e Lourinhã. Aí acedíamos aos materiais disponibilizados pelo formador (Rui Vaz). Também participámos em fóruns e foi também utilizando a plataforma que enviámos os trabalhos finais e respondemos ao inquérito de autoavaliação.
    O espaço estava organização da seguinte forma:
    1ºTópico - Identificação da Ação de Formação e respectivo formador;
    2º Tópico - Estavam disponibilizados documentos de apoio à formação;
    3º Tópico - Espaço para Fóruns;
    4º Tópico - Glossário;
    5º, 6º, 7º e 8º Tópicos - Apresentação de cada uma das sessões com os respectivos sumários e recursos necessários.
    Parece-me importante fazer referência a este recurso de apoio e à forma como o mesmo estava organizado uma vez que foi um elemento importante para o sucesso da formação.
    Fazia parte da nossa avaliação a elaboração de um Relatório final. Passarei de seguida a citar o excerto onde reflito sobre o valor formativo da ação de formação:
    Para já, e mesmo depois da Formação, não me parece que, de imediato, os QIM venham a alterar as minhas práticas pedagógicas. É certo que tenho aulas sempre na mesma sala que, por acaso, tem um QIM. No entanto, também é certo que o trabalho desenvolvido junto dos alunos, em sala de aula, exceptuando os momentos de leitura silenciosa e a resolução de testes, tem por base o trabalho colaborativo. Portanto, em vez de alteração de práticas pedagógicas eu prefiro referir que, provavelmente, os QIM irão diversificar e, quiçá, enriquecer as minhas práticas pedagógicas.
    Neste momento comecei já a usar o QIM no primeiro nível (utilização de programas e sites da internet, com ferramentas dos QIM). Depois, mais familiarizada com o recurso, irei tentar encontrar uma forma que permita a  sua utilização pelos alunos, sem que se tenha de abdicar do trabalho colaborativo. Talvez fosse interessante, por exemplo, propor aos alunos a criação de flipcharts. Provavelmente, os alunos iriam achar estimulante e talvez dessa forma se conseguisse aferir melhor sobre as dúvidas das matérias.
    A terminar, partilho o link do recurso que construí e que contou também para a minha avaliação. Optei por construir um flipchart que pudesse ser usado após o estudo dos vários episódios d’Os Lusíadas.
    Nele se propõe aos alunos uma actividade interactiva durante a qual, ouvindo excertos dos vários episódios, terão de os identificar. Apresentam-se apenas duas páginas de exercícios, mas, em situação real, seriam construídas mais páginas a fim de possibilitar a participação de mais alunos.

    20 de jan. de 2011

    Alterando o título...



    No passado fim de semana não foi possível atualizar este espaço. 
    Entretanto, há novidades quando à orgânica do próprio blog. Aliás, essa é uma das características  (riqueza? vantagem? dispersão? incerteza? ) da construção de um blog: poder alterar a sua estrutura frequentemente sem que isso implique um trabalho excessivo.
    Assim, além de reflexões sobre assuntos que possam estar direta ou indiretamente relacionados com a pedagogia do elearning, também serão publicadas mensagens que estejam relacionadas com a minha atividade profissional. Esta constatação - da necessidade de divulgar também  informações sobre a minha atividade profissional - surgiu no fim de uma aula em que utilizei vários recursos multimédia para suscitar o interesse por determinada matéria. E, de facto, apesar de tudo se ter  passado numa aula presencial, não posso deixar de reconhecer que a utilização da tecnologia teve (costuma ter)... um impacto maior junto dos alunos. E esse aspecto não pode ser descurado nestes registos e neste trabalho. Apesar do espaço ter sido criado no âmbito de um trabalho que está a ser desenvolvido a distância, e, em regime online, a utilização da tecnologia é um fator comum.
    Logo, e porque de certa maneira os horizontes temáticos deste trabalho foram alargados, considerei pertinente alterar o título do blog, passando a ser designado por: Dissertando memórias... 
    Escrevem-se e descrevem-se factos, logo disserta-se e constrói-se um espólio que perdurará: as memórias. A preferência pelo gerúndio está sem dúvida associada à certeza de que este será um percurso contínuo e não pontual.
    Até já

    10 de jan. de 2011

    O uso do powerpoint num Curso de Mestrado online

    "Assim, deixo-vos o convite para apresentarem novas propostas que possam ajudar-me a conhecer melhor as potencialidades do Powerpoint numa situação de e-learning."  - É desta forma que o Marco Freitas termina um post sobre o Uso do Powerpoint no elearning. 
    Aceitei o seu desafio e resolvi ir explorar quer os links que deixou no seu post quer outras referências que encontrasse, em pesquisa. Tenho estado a ler o seguinte documento que, e apesar de se reportar a um estudo sobre a utilização do Powerpoint no Ensino superior em cursos presenciais, pode ser uma referência a ter em conta para a exploração desta temática.  
    No estudo, a sua autora refere também o facto deste ser um tema pouco estudado e, no entanto, o recurso ao powerpoint é frequente, como suporte de apresentações das aulas no Ensino Superior. O estudo procurou identificar as percepções, concepções e expectativas de alunos e professores quanto ao emprego de tal recurso na condução das aulas; procurou também analisar como é que as apresentações têm sido formatadas e como é que os conteúdos tem sido dispostos em nos slides e apresentados em sala de aula. 
    Como fundamentação teórica, o estudo regista as concepções de Masetto e Moran (2000) e Barr e Tagg (1995) que defendem a necessidade de mudança de paradigma na educação formal; Sampaio e Leite (1999), que argumentam a favor da formação tecnológica do professor; apoiando-se, ainda, nas propostas de Polito (2003) e Tufte (2003), no tocante a instruções para construção de apresentações de slides. A investigação foi desenvolvida por meio de um estudo de caso institucional, e contou com a participação de 30 professores e 154 alunos dos cursos de licenciatura de uma universidade do Centro-Oeste. Para a recolha de dados foram empregados três instrumentos de pesquisa: questionário, entrevista e observação. Os resultados indicaram que o MS PowerPoint é visto por professores e alunos como um recurso audiovisual bastante útil nas salas de aula; porém, ele tem sido empregado, na maioria das vezes, apenas para auxiliar o professor no processo de exposição dos conteúdos de uma determinada disciplina. 
    E é este último aspecto  (os resultados do estudo) referido no Resumo do artigo que irei usar para fazer a ponte de ligação ao desafio do Marco, no seu post: "Assim, deixo-vos o convite para apresentarem novas propostas que possam ajudar-me a conhecer melhor as potencialidades do Powerpoint numa situação de e-learning.". O estudo a que me refiro, neste post, faz referência a um caso ocorrido no Ensino superior, portanto com população já adulta. No entanto, no ensino presencial. O elearning, pelo menos pela minha experiência (frequência de um Curso de Mestrado) tem também uma população adulta. Será que também em elearning o powerpoint é usado para auxiliar o professor no processo de exposição dos conteúdos?
    Antes de concluir, irei fazer, brevemente, a descrição do uso do powerpoint durante os 1º e 2º semestres no 3º Curso de Mestrado em Pedagogia do elearning, da Universidade Aberta. 
    Na segunda actividade da Unidade Curricular de Modelos de Ensino a Distância foi-nos pedido que a fim de participarmos num Debate sobre Fundamentos do Ensino a Distância, produzíssemos produtos digitais onde defendêssemos um dos  Teóricos do Ensino a Distância indicado pela professora. A actividade foi desenvolvida em equipa e além de um vídeo promocional e de um wiki onde a equipa foi, colaborativamente, desenvolvendo a actividade, produzimos, também, um powerpoint, com a apresentação do teórico e dos fundamentos da sua teoria, neste caso, Charles Wedemeyer. Portanto, o powerpoint foi usado para apresentar a síntese do trabalho de equipa naquilo que foi o resultado do estudo de uma teoria e respectivo mentor.
    Em Comunicação Educacional, na terceira actividade, tivemos de construir um powerpoint para usar no presenter, durante o Congresso Virtual sobre Comunicação mediada por Computador, Second Life.
    Na Unidade Curricular Concepção e Avaliação em E-Learning, no tratamento do quarto tema, também num trabalho de equipe, usámos o powerpoint para apresentar o resultado na análise de um texto que depois de disponbilizado online, usámos o Voicethread, seria alvo de discussão tal como os trabalhos das outras equipas. 
    Individualmente, usei o powerpoint para partilhar no slideshare um conjunto de notas fruto da leitura do capítulo 1 - A Tradição da investigação qualitativa em educação, (BOGDAN, R. C.; BIKLEN, S. K. Investigação qualitativa em Educação – Uma introdução à teoria e aos métodos. Porto: Porto Editora, 2006, ISBN: 978-972-0-34112-9. Este trabalho faz parte do portefólio feito para a Unidade Curricular Metodologia de Investigação em Contextos Online. 
    Portanto, todos os recursos foram usados com o objectivo de apresentar sínteses da leitura de textos e foram disponibilizados em serviços online a fim  de poderem ser partilhados e discutidos pela turma e avaliados pelos professores das várias Unidades Curriculares. Logo, da experiência a que me reporto - frequência dum curso de Mestrado em regime online - , o powerpoint não foi usado para auxiliar o professor no processo de exposição dos conteúdos.

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    Referência
    Honório, Xênia Mara (2007) - O software microsoft powerpoint na educação superior: percepções e alunos, Brasília - DF, OASIS br [acedido a 09/01/11 http://www.bdtd.ucb.br/tede/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=580 ]

    4 de jan. de 2011

    Princípio

    Não foi tão perto do dia 19 de Outubro como desejei. É hoje.
    Este espaço foi criado com o objectivo de acompanhar o trabalho de escrita da minha dissertação do curso de Mestrado que me encontro a frequentar: Mestrado em Pedagogia do ELearning da Universidade Aberta. Foi criado após a conclusão do 1º Ano. Pensava, na altura, que  começaria  logo a publicar postes resultantes da pesquisa para a construção do Projecto da dissertação. 
    No entanto, o espaço não foi sendo actualizado. O processo não aconteceu com eu previra. Confesso, mesmo, que houve uma quase necessidade de afastamento. Não sei se pessoal/interior se contextual.
    Neste espaço de tempo, cerca de oito meses, o trabalho solitário de leituras, a construção, também ela bastante solitária do Projecto, contrapôs-se a um ano de trabalho, diria intenso, (1º  e 2º semestres), de trabalho em regime colaborativo que  foi o primeiro ano do curso. 
    Parece-me que a minha escrita e a vontade de reflectir sobre o que ia fazendo no âmbito da dissertação deixou de ser importante para se partilhar, logo publicar. Mas isso tem funcionado quase e também como um a espécie de travão do próprio trabalho que está a ser desenvolvido para a dissertação.
    Ou então era este o momento... Talvez, no final, consiga analisar todo este processo e concluir por que razão só agora inicio este trabalho de escrita.
    Ou pode ter sido também porque ainda não tinha definido o objectivo do blog. Tê-lo-ia criado para ser um diário do que ia construindo para o trabalho da dissertação ou um espaço onde partilharia reflexões sobre assuntos que, relacionados com temáticas na área do curso, me ajudariam a reflectir sobre o próprio trabalho da dissertação?
    Começo hoje com esta reflexão, e o que me levou a  vir publicar este post foi esta referência partilhada pela Professora Lina Morgado no Facebook. Terá funcionado como um alerta, tendo eu  sentido  que estava na altura de começar a escrever. Talvez tenha sido porque estejamos a iniciar um novo Ano - hipótese de que duvido.
    O que é certo é que a leitura do texto referenciado me recordou uma conversa que tive precisamente com a Professora Lina Morgado sobre a importância da escrita, e,  no meu caso, a necessidade quase "impulsiva" de escrever em todo este processo de aprendizagem que tem sido a frequência deste curso de mestrado.
    Portanto, parece-me que este não será um espaço de registo com carácter diarista sobre as várias fases de construção da dissertação, mas um espaço de reflexão sobre assuntos que estejam relacionados com a pedagogia do elearning.
    Resta-me terminar esta breve nota  referindo que pretendo actualizar o blog semanalmente, de preferência aos fins de semana.
     
    Até breve.

    ATUALIZAÇÃO
    Após alguns anos, este espaço passou a ser também um reporsitório de outras reflexões que não apenas as que diziam respeito ao mestrado.
    Considerei que não deveria ser encerrado.
    A formação de um professor é contínua e, por isso, faria todo o sentido que o espaço continuasse a ser enriquecido, não só com os produtos finais das ações de formação que vou frequentando, mas também com outras reflexões que resultem de pesquisas e leituras. 
    [Atualização feita a 7 de março de 2026]

    Reflexão crítica (Avaliação de Desempenho): Uma visão sofisticada da pedagogia

    "A aposta deve ser feita no futuro não na direção da sofisticação tecnológica, mas da sofisticação pedagógica." (Azevedo, 2003...