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8 de set. de 2023

Reflexão crítica (Avaliação de Desempenho) - Destaque para o impacto de práticas formativas

DESENVOLVIMENTO DO ENSINO APRENDIZAGEM

No ano letivo a que se referem estas palavras, teve particular relevância na organização das atividades letivas, além das orientações do departamento de português, como é habitual, e em particular a estratégia comum para integrar as aprendizagens não adquiridas no trabalho planeado, o facto de, no 7.º ano, termos tido necessidade de reajustar as planificações existentes ao novo manual. Esse processo permitiu perceber o quanto o manual anterior estava desatualizado não só no que respeita os textos, particularmente os de caráter não literário, mas também em relação às possibilidades de diversificar estratégias com a integração de recursos digitais. A nova geração de manuais com o recurso a plataformas digitais onde estão alojados dispositivos facilitadores das aprendizagens podem contribuir para a melhoria das aprendizagens até porque promovem naturalmente a utilização da metodologia de ensino da aula invertida (flipped classroom) durante a qual a aquisição do conhecimento acontece também fora da sala de aula com a ajuda de recursos tecnológicos, e proporcionam, assim, o desenvolvimento da autonomia e sentido de responsabilidade. 

Ter acesso a sequências de aprendizagem digitais já construídas e integradas nas propostas de atividades dos manuais rentabiliza o tempo de preparação das atividades letivas, deixando maior disponibilidade aos professores para as tarefas de acompanhamento direto e individual, logo, diferenciado, aos alunos.

Tal como é hábito, procurei integrar nas propostas de trabalho situações onde fosse possível desenvolver a aprendizagem de acordo com esses princípios, no entanto, e estranhamente, neste ano letivo, senti muita resistência por parte dos alunos em desenvolver atividades com o recurso ao digital. E digo estranhamente porque este foi o primeiro ano letivo em que estivemos de novo e apenas no regime presencial, portanto, os alunos deveriam estar, em teoria, mais recetivos à utilização do digital. Mas não estavam. Por isso, houve necessidade de reajustar estratégias, dando primazia à construção do conhecimento e desenvolvimento das aprendizagens em sala de aula muitas vezes recorrendo aos recursos mais tradicionais e simples como o caderno diário e o manual. Aliás, foi muito importante esse trabalho particularmente no que respeita o retomar de rotinas como o registo escrito e a sua valorização. De qualquer forma, mantive as propostas já habituais desenvolvidas na disciplina de português na plataforma Moodle (e-português) e que permitem aos alunos um contacto constante com o desenho das propostas de trabalho que incluem sempre os critérios de classificação. Assim, os alunos puderam ir fazendo ajustamentos ao seu próprio processo de aprendizagem. Parece-me que faz todo o sentido acrescentar aqui que, concomitantemente, a utilização da plataforma TEAMS proporcionou ao longo do ano desenvolver com os alunos um apoio mais individualizado, isto porque nesta plataforma as solicitações de apoio são feitas por mensagens privadas e os alunos reagem muito bem a esse tipo de estratégia, sentindo-se à vontade para colocar as dúvidas que têm e fazer, por vezes, sugestões, que, depois, em sala de aula, facilitam a respetiva aprendizagem, mas também a dos colegas. Deste modo, o feedback dado aos alunos tem mais qualidade e promove em simultâneo a construção de processos de acompanhamento diferenciado já que foi mais fácil sugerir aos alunos alterações que puderam vir a resultar em melhoria. E nessas situações desenvolveu-se a equidade do acesso ao aprender, facilitando os processos de diferenciação que frequentemente acontecem com simples explicações individuais. Em sala de aula, os esclarecimentos, as informações são sempre dadas em grupo/turma, logo, muitas vezes, os alunos pelas suas características ou pelos momentos em que ouvem as informações não estão recetivos. Sem dúvida que esta integração das ferramentas digitais para otimizar não só o processo de entrega das propostas de atividades como o acompanhamento de todo o processo, incluindo o da avaliação, deve ser para dar continuidade. Ao longo do ano, dei particular atenção aos domínios da escrita e oralidade, propondo situações de aprendizagem em que existisse a articulação desses dois domínios. 

Por isso, as propostas de recolha de informação para efeitos de avaliação sumativa procuraram sempre fazer pontos da situação durante os quais os alunos pudessem mostrar que já eram competentes nesses domínios e os faziam de forma integrada. Recordo, por exemplo, a última proposta de oralidade feita ao 9.º Ano designada por “9.º Ano?! E agora”. Nesse processo, os alunos tinham de fazer inicialmente uma reflexão escrita, depois a identificação dos aspetos essenciais dessa reflexão e, finalmente, a apresentação oral, enriquecida com a construção de um PowerPoint. A atividade foi previamente apresentada aos alunos através de um recurso onde constavam, além dos vários momentos das tarefas, os critérios de avaliação com os respetivos níveis de desempenho. Dessa forma, todos os alunos puderam preparar o momento formal da apresentação, sabendo desde o início o tipo de esforço e qualidade do trabalho que tinham a desenvolver. A atividade estava organizada no tempo de forma a permitir uma prévia avaliação intermédia minha de forma a dar oportunidade aos alunos de proceder a ajustamentos. O que aconteceu. Esta estratégia proporcionou momentos muito ricos nas aulas em que estiveram a fazer a apresentação. Todos sabiam o que se esperava e não houve qualquer dúvida quanto às propostas de classificação dado que também era do conhecimento de todos. Portanto, tratou-se de um momento de avaliação onde mostraram que sabiam e perceberam de forma muito clara o que poderiam ter feito melhor. Foi, sem dúvida, um momento de transparência, princípio tão necessário nos processos de avaliação. 

De relevo ainda refiro outra proposta que envolveu o domínio da oralidade (expressão). No fim de cada aula, um aluno, designado no início, tinha de efetuar a síntese oral do trabalho efetuado. Tinham de referir três aspetos, sendo um deles a identificação do momento mais significativo no que respeitava a aprendizagem feita ao longo do tempo letivo. A tarefa deveria ter no máximo 3 minutos. Depois, mediante critérios que foram disponibilizados e estavam registados no caderno diário, todos discutiam a avaliação. Tratou-se de um processo formativo que permitiu desenvolver além da expressão oral o sentido de responsabilidade e a capacidade de auto e heteroavaliação. 

Aproveito este momento, refletindo já também sobre o impacto do trabalho colaborativo/coadjuvação nas práticas letivas, para referir que esta tarefa foi replicada em turmas onde não sou professora e com sucesso, resultado do processo de partilha que fazemos em departamento, não só nos momentos formais, mas também, e principalmente, no trabalho colaborativo desenvolvido no âmbito da construção de cenários de aprendizagem como no âmbito do processo de coadjuvação. Particularmente nos processos da avaliação formativa, continuei, paulatinamente, a integrar rubricas de avaliação por reconhecer que podem clarificar o que se pretende que os alunos aprendam, e, em simultâneo, ajudam-me a mim, enquanto professora, a identificar com maior facilidade as competências que se pretendem ver desenvolvidas. Este é um processo inerente à avaliação pedagógica e que por valorizar a avaliação para as aprendizagens, sustentada num processo essencialmente formativo deve, no meu entender, ser processado em consonância com tomadas de posição do Agrupamento no que respeita a existência de um referencial de avaliação comum que começámos agora a construir. Isto porque, e apesar de ao longo dos anos ser prioritária a necessidade de destacar o processo formativo e contínuo da avaliação, o resultado final continua a estar centrado em processos únicos de recolha de informação, nomeadamente, os testes escritos. E os alunos estão habituados a isso. E os encarregados de educação também. Logo, constatei, uma vez mais, neste ano, que pese embora tenha procurado diversificar os processos de recolha de informação, foi essencial ter muito bem identificados os momentos em que a recolha de informação para efeitos de classificação é feita, caso contrário os alunos desvalorizavam o seu próprio processo de aprendizagem e avaliação. 

Nesse sentido, poderá vir a ser importante disponibilizar aos alunos um dispositivo a integrar o caderno diário onde possam registar os resultados das avaliações sumativas para efeitos de classificação.

No que ao processo de coadjuvação diz respeito, enquanto professora coadjuvante, tomei maior consciência da relevância do professor no processo de ensino aprendizagem e avaliação, em sala de aula. Destaco como mais significativos os momentos em que a partir da leitura de textos se estabelecia a interação direta com os alunos através de questões que levavam ao raciocínio e consequente resposta. Nessa dialética, os alunos iam participando, sendo "obrigados" pelo feedback da professora a repensar as respostas e, muitas vezes, quando tornavam a responder, faziam-no já com evidências de melhoria na construção do enunciado não só do ponto de vista da correção linguística, mas também de conteúdo. Sem dúvida, uma estratégia que costumo também usar e que, observada em contextos onde não sou a professora titular, me deu a garantia de ser uma estratégia eficaz e de sucesso. Além das parcerias estabelecidas no âmbito da coadjuvação, participei em quatro processos de DAC. Destaco aquele que envolveu diretamente o projeto de leitura “Um livro sempre à Mão”, no 7.º ano, com a construção de marcador de livro “animado” com recurso a ferramentas digitais e o outro que teve como produto final a escolha do logótipo do próprio projeto de leitura. No caso do primeiro, os alunos tiveram de escolher um excerto do livro que liam no âmbito do projeto de leitura para, depois, na disciplina de música, procederem a uma leitura musicalmente animada. A escolha do excerto obedecia a regras de registo escrito com a identificação do livro de acordo com as normas, aprendizagem desenvolvida na disciplina de português e que permitiu aos alunos perceberem da sua utilidade. Em relação aos processos de DAC, parece-me que, e o próprio conselho pedagógico já discutiu este assunto, haveria vantagens para as aprendizagens dos alunos se todo o processo partisse de propostas diretas dos alunos, mediante temáticas selecionadas a partir dos temas das aprendizagens das várias disciplinas. Desta forma, valorizar-se-ia a própria decisão dos alunos que se envolveriam talvez de forma mais ativa e teriam consciência de estar envolvidos num projeto que inclui várias disciplinas. Pela experiência que vou tendo, não me parece que os alunos se apercebam sempre que as atividades que desenvolvem no âmbito dos DAC são “parte” de um só projeto onde se cruzam aprendizagens distintas. Será sem dúvida um aspeto a melhorar no futuro. 

Enquanto coordenadora do departamento de português, propus de novo que, no final dos 1.º e 2.º períodos cada um dos professores do departamento procedesse a uma reflexão escrita num fórum (Moodle) onde constasse uma análise crítica dos resultados obtidos pelos alunos. No final do ano (3.º período) esse trabalho foi feito em reunião. Mas neste ponto quero destacar o trabalho desenvolvido neste capítulo nos 1.º e 2.º períodos porque me parece um dos momentos mais enriquecedores do trabalho desenvolvido em departamento e que vai permitindo a construção de um processo de articulação vertical já que participam nesses fóruns todos os professores do departamento, logo do 2.º e 3.º ciclos. O facto de cada um de nós se ter disponibilizado a partilhar os aspetos mais e menos conseguidos pelos alunos permitiu reavaliar todo o processo de trabalho e perceber que, por exemplo, poderá haver vantagem em insistir no trabalho conjunto de planificação de atividades para a prática letiva já que os argumentos apresentados na maioria dos casos para a existência de insucesso foram comuns nas várias turmas, destacando-se a falta de interesse e motivação dos alunos, bem como a ausência de hábitos de trabalho. E porque, nessa análise, também foram sugeridas propostas concretas de melhoria isso permitiu-me reorientar a prática letiva nos períodos consequentes de forma mais concertada, reutilizando, inclusive, propostas muito pertinentes feitas pelos colegas. Por exemplo, todos valorizamos a necessidade de ser mais rigorosos no que respeita o cumprimento do trabalho efetuado em sala de aula para efeitos de avaliação sumativa e essa foi uma preocupação constante ao longo do ano. Como já referi, no presente ano letivo, foi dado particular destaque às aprendizagens dos domínios da oralidade, gramática e escrita, procurando respeitar o que ficou definido nas planificações com cuidado especial no que respeita as aprendizagens não desenvolvidas decorrentes do processo de ensino a distância (Covid-19). Por essa razão não foi possível cumprir na íntegra todo o trabalho planificado, mas também porque os alunos revelaram recorrentemente, em sala de aula, uma atitude muito passiva em relação à maioria das situações de aprendizagem propostas, tal postura resultava, na maioria das circunstâncias, em alheamento e consequente ausência de trabalho, logo, foi necessário promover situações que provocassem o interesse dos alunos e que se traduziram na maioria das vezes em atividades de caráter lúdico que promoveram essencialmente aprendizagens no domínio da oralidade. 

PARTICIPAÇÃO NA ESCOLA E RELAÇÃO COM A COMUNIDADE

Nesta dimensão, destaco a minha participação no desenvolvimento do Projeto de leitura “Um livro sempre à mão”, dado que continua a ser um projeto de relevância no desenvolvimento das competências leitoras dos alunos do nosso agrupamento e que tem a particularidade de ser transversal já que a sua operacionalização prevê a participação de outras disciplinas. Continuo a observar ao longo do ano um interesse crescente por parte dos alunos no cumprimento dos requisitos para o desenvolvimento da tarefa dos 10 minutos de leitura diários, tomando assim consciência da relevância do projeto. Também tem como consequência direta facilitar um ambiente mais harmonioso no início das aulas. A outra atividade do PAA a que me vou referir permite refletir em simultâneo sobre o compromisso com os grupos de pares e ainda avaliar o contributo para a eficácia dos grupos de trabalho. Trata-se do concurso “Ortografíadas”. Este concurso teve neste ano a sua 11.ª concretização. Introduzimos algumas alterações ao processo, nomeadamente, a existência de três momentos com provas distintas, sendo que o último foi mesmo novidade: exercício de soletração. Tal facto, exigiu de todos a disponibilidade de proceder a alterações à documentação existente, nomeadamente, o regulamento e grelhas de registo bem como criação de exercícios novos. O trabalho foi coordenado e apoiado por mim, enquanto coordenadora, mas as equipas criadas para o efeito do 2.º e 3.º ciclos foram essenciais para a qualidade do trabalho final. Em relação ao trabalho por mim desenvolvido, enquanto coordenadora, foi elemento facilitador a utilização da drive do departamento integrada na disciplina do departamento na Moodle. Também de relevo, sem dúvida, foi o facto de termos feito as reuniões de concertação sempre à distância através da equipa do departamento criada na TEAMS. Assim, por inerência, estamos a contribuir de forma muito adequada para o desenvolvimento com sucesso no “Plano de Ação para o Desenvolvimento Digital da Escola (PADDE.2021/2023)”, em particular no que respeita o compromisso assumido sobre na “Utilização da Plataforma Teams/Moodle para trabalho colaborativo e partilha/disseminação de boas práticas/RED arquivando-os em pastas para consulta e utilização”. Ainda sobre o meu contributo para a eficácia das estruturas e órgãos do Agrupamento devo aqui referir o papel desempenhado na liderança da equipa do projeto MAIA. Concertámos, em equipa, para a consecução do objetivo de disseminar os princípios inerentes à avaliação pedagógica, construir numa disciplina da Moodle um projeto formativo que permitisse a todos os docentes do agrupamento a apropriação dos conceitos como resultado da formação que fizemos no ano passado e que, no presente ano letivo, por iniciativa da direção teve o primeiro momento de sensibilização em setembro na frequência da ação de curta de duração designada por “É para nota?! Não, é para aprender!”. Considero que os objetivos foram parcialmente atingidos dado que houve um crescente interesse demonstrado pelos colegas sobre o assunto e, em conselho pedagógico, ficou decidido que esta matéria deveria ser debatida com maior assertividade no princípio do próximo ano letivo. Portanto, pelo menos, o processo em que a equipa esteve envolvida permitiu sensibilizar o corpo docente para a questão. E isso é significativo como devem ser todas as aprendizagens desenvolvidas pelos alunos e por nós, professores. 

 FORMAÇÃO CONTÍNUA E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL 

Um dos aspetos que tem mais impacto na prática letiva que vou desenvolvendo é, sem dúvida, o trabalho colaborativo com os meus colegas não só a nível do departamento, mas também nos projetos desenvolvidos no domínio da articulação horizontal. E disso parece-me que já dei conta neste relatório. Nesta dimensão, além desses aspetos, fará também sentido referir a sugestão que fiz em reunião de departamento, decorrente das aprendizagens feitas na ação de formação sobre “Relações interpessoais e dinâmicas de grupo na escola”. Com o objetivo de otimizar a dinâmica das reuniões de departamento, propus alterações à forma como geríamos o tempo de participação, tendo em conta a ordem de trabalhos. Concretamente, foram distribuídas tarefas por vários elementos com o objetivo de ser possível controlar melhor os tempos de participação. Uma estratégia que também procurei implementar em sala de aula. Devo dizer que em sala de aula foi bem mais sucedida! Já nas reuniões, acabámos por constatar que somos mais “indisciplinados” que os alunos no que respeita o controlo do tempo nas participações. Esta situação tem-me feito pensar sobre estratégias que possa vir a implementar porque é um facto que, em teoria, as dinâmicas apreendidas na formação poderiam vir a tornar as reuniões mais eficazes. Provavelmente, em sala de aula, o sucesso foi mais evidente porque acabo por poder exercer, enquanto professora, uma autoridade que não tenho enquanto coordenadora. Irei procurar ao longo do próximo ano falar com os meus colegas no sentido de perceber de que maneira poderemos tornar o processo mais eficaz. Terá de ser negociado, sem dúvida. Mas esse terá sempre de ser o caminho: o consenso e o compromisso.

5 de jan. de 2021

« A educação 4.0, até então em voga, teve de despontar do dia para a noite e muitas escolas, profissionais da educação, sejam docentes ou técnicos não estavam preparados para o cenário apresentado. Nela o conhecimento encontra-se à disposição na web, por meio de várias plataformas e programas, favorecendo uma permuta de parcerias, colaboração, atividades coletivas e partilhadas, entre outras vantagens. Segundo Kenski (2003, p. 5) “saber utilizar adequadamente essas tecnologias para fins educacionais é uma nova exigência da sociedade atual em relação ao desempenho dos educadores”.» (p. 120)

«Este estudo buscou como desafio associar os possíveis estilos de aprendizagem dos educandos com o ensino na modalidade não presencial. Vieira Júnior (2019) destaca que são muitos os fatores que influenciam a relação ensino-aprendizagem como, por exemplo, os ambientais, físicos, emocionais, cognitivos, sociais etc. Muitas também são as teorias acerca desse tema extremamente complexo: as metodologias de ensino e aprendizagem. Talvez, um dos poucos consensos é que cada indivíduo possui um ritmo e forma característica de aprender, daí surgem os chamados Estilos de Aprendizagem, em que os discentes podem aprender melhor, uns a partir da leitura, outros pelo que ouve, alguns apreciam desenvolver trabalhos em equipes outros já são mais introspectivos, outros aprendem pela observação e visão, enquanto outros se apegam ao entendimento do todo e não das partes.» (pp. 120-121)

«Segundo Kenski (2007), não há dúvida de que as novas tecnologias de comunicação e informação trouxeram mudanças consideráveis e positivas para a educação, porém elas precisam ser compreendidas e incorporadas pedagogicamente. Isso significa que é preciso respeitar as especificidades do ensino e da própria tecnologia para poder garantir que o seu uso, realmente, faça diferença. Não basta usar a televisão, tablet, computador, notebook ou celular é preciso saber usar de forma pedagogicamente correta a tecnologia escolhida.» (pp. 121-122)

«Mas não basta apenas escolher a plataforma que melhor se ajusta à necessidade do docente, é importante aliar os recursos educacionais, por meio de suas plataformas e sistemas, aos projetos pedagógicos, envolvendo os conteúdos, ementas, técnicas e atividades que melhor se adequem aos objetivos de cada disciplina ou curso.»(p. 123)

«Maia e Mattar (2007) destacam que o design de um curso a distância vai além do projeto visual (tipográfico) do material, requerendo que o designer (docente) planeje didaticamente o percurso do aluno no conteúdo, se será linear ou se será livre, o controle e a autonomia do aluno, o planejamento da interação no curso, acesso ao material, tecnologias utilizadas e até mesmo o custo do projeto. » (p. 123)

«Filatro (2008) divide os eventos instrucionais em quatro grandes blocos: 

- Introdução: ativar a atenção do aluno, informar os objetivos da aprendizagem, aumentar o interesse e a motivação; 

- Processo: Recuperar conhecimentos prévios, apresentar informações e exemplos, fornecer feedback ;

- Conclusão: Revisar e sintetizar, transferir a aprendizagem, remotivar e encerrar; 

- Avaliação: Avaliar a aprendizagem, fornecer feedback e complementação da aprendizagem.» (p. 124)


Quadro 1 - Atividades possibilitadas pelo aprendizado eletrônico

(p. 125)


Quadro 2 - Técnicas pedagógicas para utilização em Ensino Não Presencial

                                                               (p. 125-126)


 ENSINO REMOTO NA PANDEMIA: PROPOSTA DE DESIGN INSTRUCIONAL A PARTIR DE ESTILOS DE APRENDIZAGEM

M Dornelas, C Campos, V Martins - Brazilian Journal of Policy and Development …, 2020


27 de nov. de 2012

Coied* 2012


E o projeto continuou. Desta vez tendo como tema geral Contextos de aprendizagem em ambiente digital. 
Neste ano, houve duas novidades, a conferência foi paga e creditada pelo CCPFC (Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua) como ação de formação, na modalidade Curso de Formação, com 0.8 créditos (20 horas).
Quanto ao resto, os procedimentos foram muito semelhantes. Fiquei com a sensação de ter retornado à mesma sala com muitos dos participantes do ano passado. Logo, a sensação de familiaridade o que poderia parecer estranho para quem, na maioria dos casos, só se conhece virtualmente. 
Desta vez, optei por não fazer a descrição de todos os momentos em que estive presente, tal como tinha feito na 1ª Conferência. Sabia, pelo calendário, que desta vez não me seria possível assistir a parte da conferência, particularmente, da parte da tarde. Assim, estive presente em quase todas as sessões da noite e, uma vez mais, pude aprender. 
Outra das novidades desta 2ª Edição foi a solicitação aos presentes da elaboração de crónicas que depois seriam publicadas, no dia seguinte, no site da Coied. Aceitei o desafio do Professor Lagarto de fazer um desses relatos. 
De seguida (re)publico esse texto, bem como a referência de todos os outros através de um print screen da imagem que no site da coied dá acesso aos mesmos (coluna do lado direito). Parecem-me um bom recurso para aqueles que não puderam estar presentes, poderem sentir o ambiente que se viveu.
Relato dia 12 de outubro
"Resta esperar pela continuação do projeto em 2012 e agradecer à organização da COIED (A Conferência Online de Informática Educacional) a oportunidade de continuar a ser aprendente: Obrigada." - Foi desta forma que concluí o relato da segunda semana da COIED, em 2011, no meu blog, numa iniciativa pessoal que reconhecia naquela experiência inédita a oportunidade de partilhar o meu testemunho.
E cá estamos de novo.
Ontem, dia 12 de outubro, terminou a primeira semana da COIED 2012 e, desafiada pelo Professor José Lagarto, irei dar o meu testemunho sobre as duas sessões desse dia.
Ao fim da tarde, a partir das 19:00, assisti à apresentação de três boas práticas: "A História romana na Wikipédia", apresentada pela Professora Juliana Marques; "Robots na aula de Matemática: Aprender Estatística com recurso a Tecnologias", apresentada pela Mestre Paula Lopes e "Os Robots como ferramenta pedagógica no 1º Ciclo do ensino básico, apresentada pela Mestre Sónia Martins. Já à noite, pelas 21:30, acompanhei a conferência dada pelo Professor Roberto Carneiro sobre os paradigmas da nova aprendizagem.
Paulo Belo, o moderador da sessão do fim da tarde, sintetizando os assuntos que iriam ser apresentados resultantes das boas práticas, diria que se tratava de uma sessão virada para as tecnologias. E assim se confirmou.
Começámos por ouvir a apresentação da Professora Juliana Marques que do outro lado do oceano nos falou dum curso onde se pretendia que os alunos aprendessem a editar na Wikipédia. Apresentou o perfil da disciplina, caracterizou a turma, e falou-nos dos "embaixadores" que tinham sido elementos bastante importantes: eram os monitores técnicos que tinham ajudado os alunos a editar texto, na Wikipédia. Foi-nos explicado, de seguida, como todo o processo decorreu. Da apresentação das principais dificuldades e objetivos específicos apresentados, destacaria o seguinte aspeto: a tomada de consciência de que a Wikipédia é um material didático usado por todos e que, portanto, para que seja fiável, urge melhorá-lo. Ficou mostrado, parece-me, que o desenvolvimento de projetos semelhantes ao que a Professora Juliana Marques lidera poderão ser uma boa metodologia.
Depois, as mestres Paula Lopes e Sónia Martins apresentaram-nos os seus projetos de doutoramento, ambos envolvendo a utilização de robots associados ao ensino da matemática. No primeiro caso, envolvendo alunos do 8ºAno, portanto 3º Ciclo, e, na segunda situação, alunos do primeiro ciclo.
Do que ouvi e vi, porque nos foram mostradas imagens do envolvimento dos alunos nos projetos, destacaria os seguintes aspetos que, para mim, como professora de Língua Portuguesa, considerei mais relevantes dessas práticas:
- Na experiência que envolveu os alunos do 8ºAno, o facto de se destacar o processo conjunto de negociação, com relevância para a responsabilidade mostrada pelos alunos, mas também o empreendimento e a capacidade de argumentação suscitada pela competição gerada pelo próprio projeto.
- Na experiência que envolveu os alunos do 1º ciclo, registei como relevante o facto de ter sido dito que a metodologia de trabalho de projeto fez sobressair nos alunos competências que as próprias professoras não conheciam. Também relevante, e, por isso, de destacar a responsabilidade com que os alunos se envolveram no projeto.
A terminar esta primeira parte, gostaria de fazer referência a um aspeto que me parece bastante característico de uma conferência totalmente online, em particular esta, que mantém o "chat" sempre aberto durante as conferências. Além do feedback que vamos dando sobre como estamos a ouvir e ver o que vai sendo transmitido, permite-nos ir, no momento, comentando e interagindo quer com os outros participantes quer com os próprios conferencistas, moderadores e administradores.
Dessa interação e a propósito desta primeira parte do dia de ontem, na COIED, eu deixaria aqui as palavras de João Paulo Martins que escreveu o seguinte no chat: "Muito bem! Sem dúvida, os contextos de aprendizagem (como vimos ontem com o Professor Figueiredo) são potenciadores do êxito das aprendizagens."
E desta forma faria a ligação para a conferência da noite, dada pelo Professor Roberto Carneiro, onde ouvimos falar dos paradigmas da nova aprendizagem. Nesse propósito, o Professor Roberto Carneiro presenteou-nos com um discurso subdividido em quatro temáticas:
Tema 1- O cérebro aprendente;
Tema 2 - Os sentidos da educação;
Tema 3 - Novo conhecimento, nova aprendizagem, aprendizagem autoregulada;
Tema 4 - Mudança pessoal, diversidade e generativismo.
A sessão iniciou e ouvimos falar sobre a forma como aprendemos, dando-se particular atenção à aprendizagem emocional, provando-se que as emoções têm um papel relevante na predisposição para aprender. Depois, aconteceu um dos momentos mais cativantes daquela sessão: num slide onde se escrevia apenas "Why imitation makes us human", o Professor desafiou-nos a refletir sobre essa questão, através do visionamento de vários vídeos, cujo acesso nos foi facultado no próprio espaço onde decorria a conferência. Essa situação provocou, no chat, inúmeras participações.
Já no segundo tema, foram-nos apresentados vários esquemas e quadros onde parecia estar clara a emergência de novas formas de aprender. O processo dá-se de forma contínua, partindo do simples para o complexo, do quantitativo para o qualitativo, do indivíduo para a comunidade.
Passámos para o terceiro tema e a questão que aqui se pretendia perceber, quanto a mim, era por que razão alguns conseguem aprender diferentemente. Será importante, nesse processo, um conjunto de características / qualidades, fazendo aqui referência ao trabalho apresentado nos dois slides onde se cita Oliveira Martins sobre os Portugueses, mas também, e em destaque para a consecução desse objetivo, a autoregulação da aprendizagem que permite, segundo Paris&Byrnes, 1989, "superar obstáculos com persistência e criatividade."
Chegámos ao quarto tema e, quase como se de uma conclusão se tratasse, a Web semântica e a generatividade (o renascer para a mudança) são-nos apresentados como o caminho a seguir. A apresentação terminou com a imagem da Fénix e foi recebida pelos participantes como um verdadeiro estímulo a agir para a mudança.
A sessão terminou com a audição de Mariza em Música do povo. Terminávamos a semana, como disse o Professor José Lagarto com a chave de ouro. Foi um momento intenso e profundamente humano mediado pela tecnologia.

Rosalina Simão Nunes




*Conferência Online de Informática Educacional

1 de mai. de 2012

Memória de uma atividade pedagógica no SL: Ensino Baseado em Projetos



Resultado de uma conversa informal sobre projetos no Second Life (SL) e a exploração do seu potencial, enquanto ferramenta pedagógica, surgiu o convite para apresentar o produto final da terceira atividade da Unidade Curricular de Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA), da 3ª Edição do Curso de mestrado Pedagogia do ELearning da Universidade Aberta.
O evento estaria, então, inserido no projeto Imagens da cultura, conversas às quartas, desenvolvido pela Paula Justiça, no Second Life (SL). Feitos os pedidos de autorização necessários para essa partilha ser viável, nomeadamente os coautores do trabalho, Pedro Teixeira, Luís Miguel Rodrigues, à mestre Angelina Macedo, que, na altura, nos orientou na execução das atividades que envolveram o SL e Professora Doutora Lina Morgado, responsável pela UC de AVA, a sessão ficou agendada para o dia vinte e oito de março.
Para divulgação do evento, a Paula Justiça criou um evento no Facebook:  "Ensino Baseado em Projetos - uma actividade pedagógica no SL".

Na preparação da apresentação foi feito um guião e selecionadas imagens mais representativas da experiência que depois foram explicadas a partir deste álbum que fora criado durante o desenvolvimento da atividade na unidade curricular.

No dia do evento, contou-se com a presença de  cerca de dez avatares.   Para a apresentação foi usada a voz, uma vez que todos os presentes conseguiam ouvir. Assim, o guião foi seguido, mas houve, pontualmente, alguns referências fruto da memória que o próprio evento em si motivou. Estavam presentes a mestre Angelina Macedo que esclareceu alguns aspetos e a Filomena Grazina (estudante de outro mestrado - Comunicação Educacional) que, durante a preparação da atividade, nos apoiou em alguns aspetos, no que respeita a utilização do SL como ferramenta. 

No final da apresentação, surgiram algumas questões pertinentes. Um dos aspetos questionados foi o do público-alvo. De facto, a Visita de estudo, porque tinha de estar enquadrada nas nossas atividades profissionais, e porque todos trabalhamos com jovens, ficou definido como sendo dirigida a alunos do 9º Ano, no entanto, poderia ser qualquer grupo etário, desde que conhecedor dos factos históricos referidos, nomeadamente os que são reportados no Museu do Holocausto. Neste ponto, em discussão, levantou-se a questão de não ser fácil o acesso ao SL na maioria das Escolas portuguesas.

Foi também questionada a razão pela qual se criaria, num ambiente virtual, um espaço semelhante ao dos ambientes reais. Neste caso não se trataria tanto da criação de um espaço virtual semelhante ao de um ambiente real, mas de uma situação – a Visita de Estudo. Estratégia que é frequentemente usada, na vida real, para que os alunos vivenciem experiências novas e aprendam in loco, além de poderem desenvolver as competências sociais. No SL, surge uma outra possibilidade que é a de poderem interagir, ainda que em simulação, com artefactos e situações que de outra forma seria fisicamente possível.

Fotos daqui.
 

29 de out. de 2011

Revisitando myMPEL

Há oito dias, mais ou menos a esta hora*, regressava de outro dia cheio de interesse: a revisitação à myMPEL.  Falo da 2ª Conferência do Mestrado em Pedagogia do Elearning da Universidade Aberta.
Desta vez, não pertencia à comissão organizadora, mas, quando entrei na sala onde já falava a Professora Lina Morgado, Coordenadora do Mestrado em Pedagogia do Elearning da Universidade Aberta e responsável pela organização da Conferência, senti que estava a entrar em espaço conhecido. Ou seja, senti-me em casa. E foi uma sensação muito boa. Na sua apresentação, a Professora Lina falou da experiência da 4ª Edição do Mestrado em Pedagogia do ELearning. Dessas palavras destacaria o slide 6, onde me parece estarem as palavras-chave (Personalização e Abertura)  que caracterizam, pela descrição feita, a 4ª Edição, assim como na 3ªEdição terão sido provavelmente as palavras partilha e colaboração. É a ecologia do mpel a concretizar-se em rede e fica já a curiosidade quanto às que irão identificar a 5ª Edição.

Já no painel de docentes, pudemos ouvir os professores António Teixeira, José Mota, Lúcia Amante e António Quintas Mendes cujas apresentações foram contributos do Currículo do Mestrado, no âmbito  das unidades curriculares lecionadas por cada um. Neste momento está disponível, na rede social de apoio à 2ª Conferência a apresentação de José Mota, Recursos Educacionais Abertos: Potencialidades e Desafios. E dessa apresentação sublinharia os desafios (slide 11): sustentabilidade, resistência à partilha, qualidade, reputação, interoperabilidade e adequação.

Depois do Coffee-Break, onde fomos presenteados com shots de chocolate, uma delícia oferecida pela Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, ouvimos Luísa António e Pedro Caramez, no painel de convidados. Luísa António, a Participatory Design Training, falou-nos dos laboratórios de criatividade enquanto espaços que contrariam qualquer tipo de isolamento e fecho nas organizações e da sua importância na era conceptual onde se exige às organizações um elevado desempenho. A apresentação encontra-se já disponível na rede social de apoio à 2ª Conferência myMpel.
Durante a apresentação de Pedro Caramez, que nos falou da Rede Social Linkedln e da sua importância na rentabilização da nossa presença online, houve um momento particularmente interessante. Essa apresentação foi feita a distância, portanto o orador não estava presente na sala. Ainda assim, e por sugestão sua, um dos mestrandos do Mpel5, João Greno Brogueira,  foi apresentar sumariamente um dos grupos por ele dinamizado na Rede Linkedln. Parece-me ter sido um momento bastante enriquecedor,  atendendo ao facto do mestrado em Pedagogia do Elearning ser desenvolvido totalmente online, demonstrador claro do quanto as tecnologias podem reduzir as distâncias.

Após uma intensa manhã de trabalhos, tivemos direito a uma pausa maior para retemperar as forças e alimentar o corpo. Aproveitei esse momento para almoçar com os meus pais, já que moram relativamente perto do local onde o evento se realizou  (Universidade Aberta, Campus TagusPark - Oeiras) e com eles mora o avô materno que festejou, em abril, 102 anos de vida e, como não resido na área de Lisboa, aproveito qualquer oportunidade para o ver.
A razão pela qual refiro, neste contexto, este episódio prende-se com o facto da minha ausência ter sido sentida, no almoço, por alguns participantes. E parece-me pertinente, já que estamos a falar de experiências que se centram num curso online e onde a gestão das vidas pessoais e profissionais são tão importantes para encontrar os espaço e tempo certos para as aprendizagens.

De volta à conferência, a tarde começou com o painel de Micro-Workshops com lotação e que se realizaram em três espaços diferentes. Na sala n.º1, b-On: como pesquisar, com Madalena Carvalho; sala n.º 2, Recursos de apoio à investigação: o sistema de gestão de referências bibliográficas Mendeley, com João Paz e, na sala polivalente, Digital storytelling: potencialidades para a educação e formação, Ana Boa-Ventura e Helena Lopes.
Inscrevi-me no micro-workshps que decorreu na sala n.º1, b-On: como pesquisar que se revelou muito útil uma vez que havia alguns procedimentos que ainda não conhecia.
A seguir aguardava-nos o momento mais criativo do dia: a apresentação do painel de Pecha-kucha, dinamizado pelos mestrandos do MPEL4. De referir que cada apresentação se reportava a uma atividade desenvolvida numa das unidades curriculares, tendo por isso sido apresentadas pelos próprios professores das unidades curriculares. Foi, sem dúvida, um momento que premiou a interação pessoal entre professores e alunos.
Já no último painel - Painel Inter-Institucional de mestres - tivemos a oportunidade de ouvir Vítor Reis, mestre em Gestão de Sistemas de E-learning (FCSH/UNL) com a apresentação "Contributos do ensino a distância para a formação de profissionais de serviços de emergência: o caso dos Bombeiros de Portugal" e M.ª Balsamão Mendes, mestre em Pedagogia do Elearning (UAb), com a apresentação "Processo de Comunicação e Aprendizagem em Elearning: Uma experiência no Second Life".
O evento terminou com um sorteio  da participação dos Estudantes do Mestrado em Pedagogia do Elearning nas apresentações Pecha-Kucha da conferência myMPeL2011, com a oferta dum fim de semana no hotel Évora Inn Chiado Design, patrocínio da Empresa EscritaCriativaOnline.

Foi um dia intenso, onde prevaleceu a alegria, o conhecimento e a vontade de aprender. Houve emoções. Resta-me dar os parabéns à Comissão organizadora, em particular à Maria João Spilker, Paula Silva e Hugo Domingos pelo trabalho desenvolvido e um sorriso muito especial à Professora Lina Morgado por nos ter proporcionado a todos outro momento de saber fazer e aprender. Obrigada e até para o ano.







*Post iniciado no dia 28 de outubro, por volta das 22:00, e publicado no dia 29 de outubro, pelas 15:15.

22 de fev. de 2011

Coied - Segunda semana

A segunda semana começou com a Webinar de Ricardo Vidal: Webinar - Mendeley (ferramenta de gestão e de referenciação bibliográfica). Como não usava qualquer ferramenta de gestão e de referenciação bibliográfica, fiquei bastante interessada na sua aplicação.  Parece-me de grande utilidade, particularmente a questão da referenciação bibliográfica. Ainda durante a sessão instalei a ferramenta e fui tentando acompanhar as orientações do orador. Claro que não consegui experimentar todas as funcionalidades, mas foi um princípio e, sem dúvida, um momento de aprendizagem. Agora tenho de continuar a exploração.
Pelas 21:30 do dia 14 de Fevereiro, iniciava no Second Life (SL) a  Webconference dada por Paulo Frias: Considerações sobre a utilização de Second Life pelos portugueses. Nesta sessão, Paulo Frias apresentou os números e conclusões a que chegou  nas investigações que fez nos últimos tempos sobre a utilização do Second Life feita pelos portugueses. Destaco de seguida alguns dos aspectos evidenciados (de um inquérito feito há cerca de um ano):  os indivíduos mais novos aproximam mais a sua imagem física real do seu avatar do que os mais velhos; um número considerável de inquiridos opta ter um avatar do mesmo género que o da vida real; a maioria reponde que só tem um avatar, sendo essa maioria os mais jovens; é muito importante a aparência física dos avatares para estabelecer comunicação
Concluindo, o professor Paulo Frias confirmou, através do estudo, a hipótese que inicialmente tinha sido formulada de que no SL existia nos portugueses uma forma muito específica destes comunicarem e sobretudo de se representarem e de se apropriarem do espaço virtual, ou seja, existia uma maneira muito nacional, portuguesa de ocupar o SL e que essa especificidade nacional apontava claramente para a valorização quer do idioma, quer do património construído, sobretudo o património mais antigo e oficial que estava conotado com o poder e que conduzia à reconstrução do conceito de lugar e à homogeneidade do grupo. 
Esta foi a primeira sessão a que assisti no SL. Já não entrava nesse mundo virtual há algum tempo e aproveitei para tirar algumas fotos do espaço onde se realizou a conferência. Publico a foto do tecto e que fascina pela conjugação de cores e dela resultar uma  fantástica luminosidade.
Na terça feira, dia 15 de Fevereiro, estavam previstas as realizações de duas sessões:  pelas 19:00, a Webinar - A utilização do Sloodle em Second Life, dada por Paulo Belo e mais tarde, às 21:30 , a Webconference - As redes sociais e as oportunidades de aprendizagem, dada por Ana Dias.
Assisti à primeira. À segunda, que acabou por se realizar no dia 18 de Fevereiro pelas 16:00,  não me foi possível assistir. E apesar de ainda não ter tido disponibilidade para tal, poderei assistir à sessão, uma vez que o vídeo se encontra já disponível. Talvez seja interessante, quando o fizer, reflectir sobre as diferenças entre assistir a uma webconference online sincronamente e assincronamente.
Paulo Belo, na sua apresentação, deu-nos a conhecer o que era o Sloodle e de que forma esta ferramenta integra o Second Life no Moodle. Para isso descreveu-nos uma experiência do Curso de Introdução ao Flash em Second Life, curso integrado no projecto de investigação em Second Life. A par do interesse que tenho sobre qualquer situação de aprendizagem no Seconde Life, neste caso, e nesta sessão, dou particular destaque para o facto desta ter sido uma das sessões mais interactivas, uma vez que foi dada aos participantes a possibilidade de ir mudando os slides, sendo possível voltar atrás ou avançar, enquanto a apresentação decorria.
Na quarta feira, dia 16 de Fevereiro, consegui assistir às duas sessões:
Na primeira sessão - PLE e o desenvolvimento de competências profissionais 2.0 - , Paulo Simões, num registo bastante  interactivo, foi-nos esclarecendo sobre como criar o nosso PLE e sobre o que poderia ser esse espaço. Colocando questões aos participantes, o orador foi-nos conduzindo através da sua apresentação, da qual destaco os seguintes aspectos: 
  • A palavra chave das competências profissionais 2.0 é partilha e esta questão torna-nos líderes e /ou seguidores
  • Num ambiente de partilha todos temos algo para contar;
  • Todos temos um espaço pessoal de aprendizagem;
  • A web 2.0 proporciona um conjunto de ferramentas essenciais para o PLE, possuindo a  capacidade das mesmas se interligarem e partilharem.
A segunda sessão da noite - Os 4 P's das Metas de Aprendizagem na área das TIC  - interessou-me particularmente pelo facto de ser professora (de Língua Portuguesa) no 3º ciclo. Apesar de ter lido o documento sobre as metas de aprendizagens, ainda não tinha tido a oportunidade de ouvir falar sobre elas. Portanto, este foi, claramente, um momento de formação.
A apresentação foi dividida em duas partes: numa primeira, apresentou-se o projecto e procedeu-se à sua contextualização e justificação, isto é, fez-se a apresentação do projecto e respectivo processo. Na segunda parte, apresentaram-se as metas, propriamente ditas - o produto -,  e as perspectivas, uma vez que as metas não são um documento acabado e só cumprirão o seu objectivo quando estiverem nas mãos dos principais destinatários: os professores.
As metas pretendem clarificar as aprendizagens e as competências que para cada ano e área disciplinar os jovens e as crianças devam atingir e a forma como o documento foi apresentado nesta conferência já me permitiu 'olhar' para o texto no seu todo de uma forma, pelo menos, mais interessada.
Tenho a certeza de que voltarei a consultar os documentos disponibilizados durante a apresentação feita por Elisabete Cruz. Agradou-me, em particular, o carácter pragmático que este projecto parece querer imprimir ao processo de implementação do mesmo.
Destacaria ainda desta sessão, o momento final de interacção entre os professores José Lagarto e Fernando Albuquerque Costa. O professor José Lagarto manifestou a sua preocupação pelo facto das Metas de Aprendizagem  nas Áreas das TIC não preconizarem a existência de um espaço TIC dado por profissionais,  isto é, professores da área de informática. Em resposta, o professor Fernando Albuquerque Costa referiu que o desafio das metas de aprendizagem das áreas da TIC não é apenas um desafio para os professores e cada um dos professores individualmente. Será também um desafio para outras instâncias, por exemplo: Quem forma os futuros professores (formação inicial); As próprias escolas, uma vez que esta é uma tarefa do Projecto Educativo da Escola; Quem faz a formação contínua dos professores e para o próprio Ministério da Educação.
Na quinta feira, 17 de Fevereiro, não consegui assistir às sessões. No primeiro caso, 19:00 - 20:00, Webinar - Repositórios de recursos, a problemática da partilha, por Pedro Ramalho, ainda entrei na sala, mas não pude permanecer. Na segunda sessão, 21:30 - 22:30, Webconference SL - Mundos Virtuais em Educação: para onde estamos caminhando, por João Mattar, não consegui aceder ao espaço no SL. Assim que me for possível, procurarei visionar os vídeos de ambos os momentos  e que se encontram já disponíveis.
Às 19:00, do dia 18 de Fevereiro, teve lugar a  Webinar - O Quadro Interactivo e o Trabalho Cooperativo - Sucesso Garantido, dada por José Paulo Santos. Entrei na sala, já a sessão estava a decorrer, mas ainda consegui acompanhar parte da apresentação. Esta sessão veio, de alguma forma, enriquecer a aprendizagem  efectuada na Acção de formação que frequentei em Novembro e sobre a qual já aqui escrevi. Achei muito aliciante a perspectiva de integração do quadro interactivo num contexto de aprendizagem cooperativa. Talvez seja esse o passo a dar para que os alunos possam, em sala de aula, usufruir do quadro interactivo na sua plenitude. Parece-me que voltarei a ler mais vezes a apresentação... Ainda desta sessão, destaco a seguinte frase dita a propósito do ambiente de trabalho desenvolvido à volta do quadro interactivo: Havia alegria em torno de tudo o que se fazia com o quadro interactivo. Este pormenor vai ao encontro daquilo que destaquei da intervenção do professor  João Paiva, no dia 9 de Fevereiro: A utilização da tecnologia para fins educativos ou outros deve ser sempre humanizada.

Às 21:30 começou a Webconference SL - A utilização do Machinima em contexto educativo, dada por Inês Messias e Hugo Almeida.
Numa primeira parte, Hugo Almeida explicou o que era a Machinima - a arte de filmar em ambientes virtuais 3D em tempo real - , e como qualquer um poderá produzir machinima.  Depois, partindo da descrição sumária de dois dos seus projectos, mostrou como o SL poderia ter  utilidade em  contextos educativos - Pessoa -  e  ser uma plataforma de trabalho colaborativo com pessoas de todo o mundo (Terra dos Sonhos).
Por seu lado, Inês Messias falou do desenvolvimento da machinima para  projectos educacionais e a sua utilização em ambientes virtuais. Para isso apresentou dois exemplos de projectos educacionais em ambientes virtuais: Mew Media Consortium e o espaço SLESES. Das palavras de Inês Messiais retenho a seguinte ideia como essencial para o trabalho a desenvolver no Second Life: Trata-se de um espaço que  permite mudar os cenários e as  personagens   possibilitando assim a adaptação ao conteúdo educacional que se pretender.
Finda a sessão, os avatares presentes foram convidados  para uma festa surpresa oferecida pela professora Teresa Bettencourt, no castelo de Almourol.

Ao longo da semana, escrevi uma ou duas vezes, nas interacções com os outros participantes, que iria ter saudades da rotina das duas últimas semanas. Nem sempre foi possível estar presente, mas parece-me que de tudo o que ouvi e li, aprendi o suficiente para ter vontade  de escrever sobre a experiência.
Teria feito o mesmo se o evento tivesse sido presencial?
Julgo que não. Provavelmente, o que ouvira, teria ficado no papel como outras vezes aconteceu.
Da experiência que tenho de momentos de aprendizagem a distância e, particularmente em regime online, a escrita é, no meu caso, quase sempre uma consequência.  Como o processo de escrita está a ser feito neste ambiente, só restará, no final, clicar em Publicar Postagem e depois divulgar, juntando este ao post da semana passada.
Resta esperar pela continuação do projecto em 2012 e agradecer à organização da Coied  a oportunidade de continuar a ser aprendente: Obrigada.

    13 de fev. de 2011

    Coied - Conferência Online de Informática Educacional*

    Registei-me no site da Coied no passado fim de semana (5 e 6 de Fevereiro). As inscrições terminavam a 7 de Fevereiro. Ainda fui a tempo! Durante o fim de semana, mesmo antes da Conferência iniciar,  andei a passear pelo site e gostei da arrumação. Foi fácil aceder à informação e fácil de perceber como iria funcionar a Conferência.
    Organizado em quatro espaços distintos - Início, Organização, Trabalhos e Actividades - conseguimos aceder rapidamente à informação pretendida quer seja para obter mais dados sobre a organização quer seja para aceder aos espaços onde se realizam as conferências quer, ainda, à leitura e/ou participação nos Fóruns.
    Não me foi possível assistir desde início à Abertura Institucional, no entanto,  já é possível visionar esse momento, onde, tal como nos restantes a que assisti, os organizadores explicam, sumariamente, como se irá realizar cada Actividade e de que forma poderão os participantes interagir com os conferencistas.
    Assisti a três das actividades: Webinar - Apresentações criativas com Prezi; Webconference - Práticas Pedagógicas de Adopção da Web Social; Webconference - Desafios para a educação no século XXI e as TIC; Webinar - Diigo e Google Docs. Tenho acompanhado o desenvolvimento das discussões nos Fóruns, em particular, os Fóruns 1 e 2, ainda que e só como leitora. Isto é, não participei até ao momento.
    No dia 8, assisti ao primeiro Webinar -  uma apresentação  feita por Nelson Jorge e que mostrou como a ferramenta Prezi pode ser um verdadeiro teste à capacidade criativa e promover o desenvolvimento da organização de ideias mediante objectivos a serem atingidos. 
    Ainda na noite de 8 de Fevereiro, pude ouvir o professor Pedro Pimenta falar sobre a relação entre as suas práticas pedagógicas e a adoção da Web Social. O professor mostrou-nos como, desde 1997, tem procurado potenciar a aprendizagem dos seus alunos usando a tecnologia. Apesar de saber que mais tarde poderia ouvir e ver, de novo, a conferência, fui registando algumas expressões, tomando algumas notas como faço, quando assisto presencialmente a eventos semelhantes. Aqui ficam alguns exemplos desses apontamentos: 'Maior sofisticação não é sinónimo de maior qualidade'; 'Utilizar várias ferramentas ao longo de um semestre acaba por ter efeitos positivos'; 'É importante valorizar as práticas de autoavaliação'.
    No dia 9 de Fevereiro, assisti à segunda Webconference - Desafios para a educação no século XXI e as TIC, cujo vídeo ainda não está disponível. Deste momento, destacarei o aspecto que me pareceu mais importante das palavras do professor  João Paiva e que sintetizaria desta forma: A utilização da tecnologia para fins educativos ou outros deve ser sempre humanizada. Parece-me que ao longo de toda a apresentação este princípio esteja sempre implícito. 
    Já na 5ª Feira, dia 10 de Fevereiro, assisti ao Webinar apresentado por Teresa Pombo - Diigo e Google Docs, cujo vídeo não está também ainda disponível. Desta apresentação destacaria, ainda que com objectivos diferentes, a possibilidade  que ambas as ferramentas possuem de desenvolver a capacidade de organização dos seus utilizadores.
    Na sexta feira, dia 11 de Fevereiro,  e apesar de ser o início do fim de semana, organizei o meu dia para poder assistir à Webinar - de Paulo Simões -  PLE e o desenvolvimento de competências profissionais 2.0 - prevista para as 19:00. Por razões técnicas não foi possível a sua realização, tendo assim ficado adiado para a semana seguinte. Curiosamente e ainda que, como digo em cima, tenha tido necessidade de proceder a alguns ajustes pessoais para poder estar presente, o facto da sessão ter sido adiada não causou transtorno. Isto é, julgo que se a situação tivesse ocorrido presencialmente teria sido bem mais difícil de gerir e, provavelmente, impossível de solucionar. 
    E chegado a este ponto restará fazer um balanço desta experiência. Até agora, gostei bastante. Claro que o facto de estar em casa, no meu ambiente, exige-me maior autodisciplina no momento em que assisto às várias sessões, já que o simples facto do telemóvel ou telefone tocarem pode provocar a desconcentração. Outro aspecto que necessitei de controlar foi o meu acesso a outros espaços da web enquanto estava a  assistir às conferências, ou seja, decidi que tinha de estar a ver e a ouvir apenas os conferencistas e não podia estar a ler ou ver outros espaços, senão facilmente me distraía... Penso que numa situação presencial, tais motivos de distração existiriam em menor grau, ou seriam nulos, uma vez que não costumo usar a internet quando assisto a conferências presencialmente.  Mas a autodisciplina num sistema de aprendizagem a distância, tal como o que esta Conferência preconiza, é sempre maior e mais necessária que nas aprendizagens presenciais. Tem sido, pelo menos, a minha experiência enquanto mestranda de um curso totalmente online.
    No que respeita a interacção, parece-me que, neste formato, os moderadores detêm um maior poder de controlo quanto à intervenção dos participantes, uma vez que  não necessitam que a sala fique em silêncio para iniciar as sessões ou para mudar de sala: avisam que o irão fazer e de seguida procedem à alteração. Já me aconteceu, por exemplo,  estar ainda a acabar um comentário no fim de uma das sessões e de repente deixar de poder fazê-lo, tendo inclusive perdido o que já tinha escrito. Também já pedi para falar, com a intenção de colocar uma questão ao conferencista,  e a palavra não me foi dada. Serão talvez aspectos a ser revistos, neste tipo de conferência, uma vez que, percebendo perfeitamente que haja necessidade de controlar o número de participações, por uma questão de tempo, também é verdade que para quem quis participar e não pôde e ou não conseguiu, fica a sensação de insatisfação.
    A terminar, uma referência ao facto de nos serem enviados, via mail, lembretes sobre o início de cada actividade síncrona - um aspecto bastante positivo. 
    E começa hoje a segunda semana de actividades. Espero ter a possibilidade de assistir à maioria das actividades previstas, nomeadamente, as que se irão realizar no Second Life a que ainda não tive oportunidade de assistir. 
    Provavelmente, para a semana, irei de novo falar desta experiência. 
    *Post iniciado a 13 de Fevereiro e concluído a 14 de Fevereiro.



    10 de jan. de 2011

    O uso do powerpoint num Curso de Mestrado online

    "Assim, deixo-vos o convite para apresentarem novas propostas que possam ajudar-me a conhecer melhor as potencialidades do Powerpoint numa situação de e-learning."  - É desta forma que o Marco Freitas termina um post sobre o Uso do Powerpoint no elearning
    Aceitei o seu desafio e resolvi ir explorar quer os links que deixou no seu post quer outras referências que encontrasse, em pesquisa. Tenho estado a ler o seguinte documento que, e apesar de se reportar a um estudo sobre a utilização do Powerpoint no Ensino superior em cursos presenciais, pode ser uma referência a ter em conta para a exploração desta temática.  
    No estudo, a sua autora refere também o facto deste ser um tema pouco estudado e, no entanto, o recurso ao powerpoint é frequente, como suporte de apresentações das aulas no Ensino Superior. O estudo procurou identificar as percepções, concepções e expectativas de alunos e professores quanto ao emprego de tal recurso na condução das aulas; procurou também analisar como é que as apresentações têm sido formatadas e como é que os conteúdos tem sido dispostos em nos slides e apresentados em sala de aula. 
    Como fundamentação teórica, o estudo regista as concepções de Masetto e Moran (2000) e Barr e Tagg (1995) que defendem a necessidade de mudança de paradigma na educação formal; Sampaio e Leite (1999), que argumentam a favor da formação tecnológica do professor; apoiando-se, ainda, nas propostas de Polito (2003) e Tufte (2003), no tocante a instruções para construção de apresentações de slides. A investigação foi desenvolvida por meio de um estudo de caso institucional, e contou com a participação de 30 professores e 154 alunos dos cursos de licenciatura de uma universidade do Centro-Oeste. Para a recolha de dados foram empregados três instrumentos de pesquisa: questionário, entrevista e observação. Os resultados indicaram que o MS PowerPoint é visto por professores e alunos como um recurso audiovisual bastante útil nas salas de aula; porém, ele tem sido empregado, na maioria das vezes, apenas para auxiliar o professor no processo de exposição dos conteúdos de uma determinada disciplina. 
    E é este último aspecto  (os resultados do estudo) referido no Resumo do artigo que irei usar para fazer a ponte de ligação ao desafio do Marco, no seu post: "Assim, deixo-vos o convite para apresentarem novas propostas que possam ajudar-me a conhecer melhor as potencialidades do Powerpoint numa situação de e-learning.". O estudo a que me refiro, neste post, faz referência a um caso ocorrido no Ensino superior, portanto com população já adulta. No entanto, no ensino presencial. O elearning, pelo menos pela minha experiência (frequência de um Curso de Mestrado) tem também uma população adulta. Será que também em elearning o powerpoint é usado para auxiliar o professor no processo de exposição dos conteúdos?
    Antes de concluir, irei fazer, brevemente, a descrição do uso do powerpoint durante os 1º e 2º semestres no 3º Curso de Mestrado em Pedagogia do elearning, da Universidade Aberta. 
    Na segunda actividade da Unidade Curricular de Modelos de Ensino a Distância foi-nos pedido que a fim de participarmos num Debate sobre Fundamentos do Ensino a Distância, produzíssemos produtos digitais onde defendêssemos um dos  Teóricos do Ensino a Distância indicado pela professora. A actividade foi desenvolvida em equipa e além de um vídeo promocional e de um wiki onde a equipa foi, colaborativamente, desenvolvendo a actividade, produzimos, também, um powerpoint, com a apresentação do teórico e dos fundamentos da sua teoria, neste caso, Charles Wedemeyer. Portanto, o powerpoint foi usado para apresentar a síntese do trabalho de equipa naquilo que foi o resultado do estudo de uma teoria e respectivo mentor.
    Em Comunicação Educacional, na terceira actividade, tivemos de construir um powerpoint para usar no presenter, durante o Congresso Virtual sobre Comunicação mediada por Computador, Second Life.
    Na Unidade Curricular Concepção e Avaliação em E-Learning, no tratamento do quarto tema, também num trabalho de equipe, usámos o powerpoint para apresentar o resultado na análise de um texto que depois de disponbilizado online, usámos o Voicethread, seria alvo de discussão tal como os trabalhos das outras equipas. 
    Individualmente, usei o powerpoint para partilhar no slideshare um conjunto de notas fruto da leitura do capítulo 1 - A Tradição da investigação qualitativa em educação, (BOGDAN, R. C.; BIKLEN, S. K. Investigação qualitativa em Educação – Uma introdução à teoria e aos métodos. Porto: Porto Editora, 2006, ISBN: 978-972-0-34112-9. Este trabalho faz parte do portefólio feito para a Unidade Curricular Metodologia de Investigação em Contextos Online. 
    Portanto, todos os recursos foram usados com o objectivo de apresentar sínteses da leitura de textos e foram disponibilizados em serviços online a fim  de poderem ser partilhados e discutidos pela turma e avaliados pelos professores das várias Unidades Curriculares. Logo, da experiência a que me reporto - frequência dum curso de Mestrado em regime online - , o powerpoint não foi usado para auxiliar o professor no processo de exposição dos conteúdos.

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    Referência
    Honório, Xênia Mara (2007) - O software microsoft powerpoint na educação superior: percepções e alunos, Brasília - DF, OASIS br [acedido a 09/01/11 http://www.bdtd.ucb.br/tede/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=580 ]

    Reflexão crítica (Avaliação de Desempenho): Uma visão sofisticada da pedagogia

    "A aposta deve ser feita no futuro não na direção da sofisticação tecnológica, mas da sofisticação pedagógica." (Azevedo, 2003...