9 de abr. de 2012

Sherry Turkle: Connected, but alone?


Muito importante para compreender a nossa relação com os dispositivos que, supostamente, nos deveria ajudar a comunicar mais e melhor. 

Estamos tão preocupados em comunicar que não temos tempo para pensar, para falar...


3 de abr. de 2012

Tecnologia, comportamento, atitude, cultura



Subtítulo - O trabalho na rede e em rede - 2

 A discussão em rede começa a ser parte muito importante na leitura e análise que se faz dos textos que cada um de nós vai trabalhando. 

Na sequência deste post, não podia deixar de aqui partilhar, também, com a devida autorização da co-conversadora, esta conversa que mantivemos a propósito dum excerto de Tom Whitby, partilhado pela Cornélia Castro, no seu mural do Facebook, a 23 de março.

Tenho uma mania, quase obsessão pela memória e a importância dela e a necessidade de a registar...

Logo, tudo aquilo que acho pertinente e gosto, quero registar e quase sempre partilhar, porque o momento da partilha para a memória futura é, também, muito relevante. Assim, vou usando estas "coisas" da web 2.0 para me ajudar a fazer esses registos. Em papel, seria incomportável. Cheguei a tentar...
É importante partilhar esta conversa? Na minha ótica, sim. Por um lado, é relevante, porque mostra como se "fazem" as conversas no facebook e, por outro, pela importância do conteúdo, na partilha do texto de Tom Whitby feita pela Cornélia que é uma amiga virtual também muito relevante pelo que partilha e comunica.

Eis a conversa:

«(...) In order to take a full measure of the advances of technology, there are certain adjustments to be made and skills to be obtained or reanimated. This requires a change in behavior, attitude, and most importantly, culture. Information from technology may be easily accessed, but it is not yet a passive exercise. It requires effort and an ability to learn and adapt. These are skills that all educators have, but many may not always be willing to use. The status quo has not required educators to use these skills in a long time. Using these skills requires effort and leaving a long-standing zone of comfort in order to learn and use new methods of information retrieval. Waiting for the Journal is no longer a relevant option. Educators are driving the changes, but technology is driving the change. The need for reform may very well come from the need for the changes in education to keep up with the rate of change. (...) ~ Tom Whitby
That's it!
Rosalina Simão Nunes ‎"Using these skills requires effort and leaving a long-standing zone of comfort in order to learn and use new methods of information retrieval. " - Crucial.23/3 às 23:58 

Cornélia Castro Effort... that's what life is (also) about...23/3 às 23:59 

A propósito disto, julgo eu :))))), vou aqui contar um episódio. Desde o ano passado que me debatia na escola por disponibilizarem aos professores um endereço eletrónico se queriam que o "pessoal" usasse esse meio para comunicar. Uma vez que se andava a usar, quanto a mim, 'abusivamente' o recurso ao mail como forma para comunicar, quando as pessoas se viam todos os dias. Ou seja, em vez de se discutirem os assuntos frente a frente, discutiam-se, supostamente, via mail. Acontece que essa discussão não existia. O que havia era o envio de sugestões que depois eram recolhidas por uma determinada pessoa que as colidia. Ora, isso não é discutir. Nem por mail. Então, tomei uma decisão e informei que o meu mail pessoal deixava de estar disponível para servir de recetáculo desse tipo de comunicação. Neste ano, forneceram-nos um mail institucional. Ora, além do facto de não nos permitirem mexer no perfil, impondo-nos um nome que não temos e não queremos (facto que a maioria das pessoas não tem consciência e aceita, porque não sabe), insistem em usar aquele recurso, o simples mail, já nem falo de plataformas e afins, como veículo que facilita a vida porque liberta mais horas e opta-se por querer discutir as coisas como descrevo em cima. É óbvio que já informei quem de direito que, de novo, aquele meio de comunicação está off.
24/3 às 0:11


Rosalina Simão Nunes Poderão dizer: "Lá está aquela chata..." Mas, parece-me a mim que, ao fazer isso, eu estou a trabalhar no sentido da tal mudança: "This requires a change in behavior, attitude, and most importantly, culture."24/3 às 0:13

Cornélia Castro Não percebi muito bem... essa comunicação pior e-mail é só para participação de "eventos" ou para agilizar a (não) discussão de questões pertinentes?24/3 às 0:14 

Rosalina Simão Nunes Não é para agilizar, Cornélia, é para substituir. :)24/3 às 0:15 

Se fosse para agilizar, tipo: "Olhem, envio o projeto B para lerem, analisarem e no dia tantos reunimos para discutir, enquanto departamento, grupo de trabalho..." A "coisa" aceitava-se. Agora, sugerir que a "discussão" de um projeto se faça com envio de propostas para determinado endereço, sem que haja discussão? E, depois, quem reúne ideias? Quem contra argumenta? Quem sintetiza? Como se conhecem as outras ideias que não sejam as nossas?
24/3 às 0:19  

Cornélia Castro O e-mail para discussão de questões relevantes???
O virtual é muito handy para discussões e análises (estamos aqui a!), o presencial não é imperativo.
Mas há "substituições" melhores, bem melhores...
"These are skills that all educators have, but many may not always be willing to use" eis a questão.
Willing to use...
24/3 às 0:19 ·

Rosalina Simão Nunes Sim, "nós" sabemos Cornélia, mas as pessoas que me estão a propor esse tipo de discussão não sabem e usam o mail para evitar gastar tempo, na escola.24/3 às 0:31 

Cornélia Castro Pois... fazer o quê? Com diz aqui um amigo nosso "Evangelizar"... :-)24/3 às 0:33 


Rosalina Simão Nunes Pois, Cornélia. E terá alguma razão. Pessoalmente, não gosto do verbo "evangelizar".24/3 às 0:42 

 
Sinónimos?24/3 às 0:49

Bom... A mim o verbo evangelizar faz-me lembrar logo aquelas igrejas de Deus, tipo a igreja universal. E aí, a "coisa" funciona muito à volta daquele que evangeliza. Ora, na minha perspetiva, a educação em geral, e o ensino em particular, deve andar à volta daquele que aprende. Esse é que tem de querer saber aprender. O processo de o pôr a fazer isso tem de ser muito discreto, para que as "luzes" incidam sobre aquilo que aprende. Isso é que é o fundamental. Que se aprenda. E para isso, cada vez com menos dúvidas, tem de haver quem ensine e não quem evangelize. O professor é cada vez mais fundamental em todo este processo. Eu não quero que um aluno que não seja meu aluno de todos os dias me apresente um trabalho que eu não consiga / saiba avaliar. Isso não é aprender. Isso é inventar. E nas escolas deveríamos ensinar a pensar, logo aprender. Claro que as ferramentas das novas tecnologias ajudam a fazê-lo e, principalmente, libertam-nos tempo para estar mais tempo de qualidade com os alunos. Agora, a questão é: como é que se passa a mensagem? Quem tem de fazer isso? Onde? Quando?
24/3 às 9:31 ·

Pois as palavras estão no dicionário e nós damos-lhes as nossas conotações... (eu não me lembraria da igreja universal...)
Mas, pensei que te referias a "evangelização" das relações interpessoais e profissionais entre os adultos apenas:
Como se passa a mensagem?
Tenho uma ideia sobre isso, não empírica (ou mais ou menos, que isto já são mtos anos de trabalho): pelo exemplo.
Primeiro estranham, alguns invejam, outros odeiam e depois alguns resolvem experimentar...
24/3 às 19:55

 Rosalina Simão Nunes Por acaso, no caso da evangelização, não me parece que eu esteja muito longe do sentido denotativo da palavra. É um facto que evangelizar é: Proceder à evangelização em (algum lugar) ou entre (alguns indivíduos ou povo). Levar o Evangelho a, Missionar. E é isso que fazem as Igrejas. Umas mais que outras. A questão é saber se com a educação o processo deva ser esse.24/3 às 22:00 ·

 Rosalina Simão Nunes Sabes, a mim incomoda-me que muita gente continue a achar que o professor anda em missão. Eu não sou missionária. Eu sou uma trabalhadora. :)))) 24/3 às 22:01  

 Rosalina Simão Nunes Trabalho para comer. Claro que, no meu caso, trabalho numa área que me realizar. Foi uma opção. Por exemplo, se fosse agora, não teria escolhido a área da educação. A perspetiva de futuro, enquanto carreira, não está clara. Muito cinzenta, aliás. E claro que também já estou numa etapa que me leva a ponderar bastante a possibilidade de mudar o rumo. Ainda para mais agora. Na crise. ;-)24/3 às 22:03 ·

Rosalina Simão Nunes Mas já estou a fugir à questão. :)))))) Ainda sobre a missão e o evangelho.24/3 às 22:03 

Sabes, um dia, resolvi ir fazer uma ação de formação sobre a cartilha maternal, na João de Deus. Não ensino ninguém a ler, no sentido literal do termo. Supostamente, chegam às minhas mãos já a ler... Mas queria perceber por que razão um método tão antigo, porque já vem dos finais do século XIX, ainda era atual. E percebi. E é simples: ali, nas escolas João de Deus, diz-se assim: "Nós aqui ensinamos desta maneira." E funciona.
24/3 às 22:07 ·


 Rosalina Simão Nunes Ou seja, definiram um método e aplicam-no.24/3 às 22:08 · 

Rosalina Simão Nunes E o que é certo é que os meninos que aprendem a ler, lá, mesmo aqueles que têm dificuldades de aprendizagem, aprendem a ler e, depois, a escrever.24/3 às 22:08  

Rosalina Simão Nunes Claro que processos destes não são compatíveis com o tal espírito de missão que grassa nas escolas portuguesas. Porque as missões dependem dos voluntários. Os métodos dependem das organizações.24/3 às 22:10  



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17 de mar. de 2012

O trabalho na rede e em rede



Na  atividade 3, na unidade curricular de Modelos de Ensino a Distância, durante o  primeiro semestre do curso de mestrado (3ª Edição), a professora Lina Morgado propunha-nos que, simultaneamente, desenvolvêssemos duas tarefas: por um lado, escrever um artigo para  um número especial de uma Revista dedicado ao Ensino Online, sobre temática a escolher; por outro, fazer parte de um equipa de peer-review, da mesma revista, onde faríamos a revisão dos artigos dos nossos colegas, que teriam de versar temas diferentes daqueles sobre os quais nós tínhamos escrito. Recordo-me que,  no momento em que me apercebi da complexidade da atividade, registei essa impressão, em Fórum, associando-a à  imagem que acompanhava essas tarefas e que era uma complexa e intricada rede, semelhante à que publico. A professora deu feedback a essa minha intervenção, numa mensagem que recebi como estímulo para pôr à prova a minha capacidade de criar relações entre aprendizagens. Nesta apresentação, feita pela Maria João Spilker do mpel4, sobre a mesma atividade, está bem patente a complexidade do desenho desta atividade.

Claro que essas aprendizagens me têm permitido, enquanto professora, utilizar a web 2.0 e todo o seu potencial de uma forma, eu diria, bem mais contida do que aquela que antes eu achava que iria fazer. Ou seja, do entusiasmo, quase eufórico, das primeiras experiências depois da formação sobre a Plataforma Moodle, o mestrado tem-me ensinado que, antes de mais, há que transformar o desenho da estrada, ou seja, não posso substituir o papel pelo pc. Não é compatível. Claro que isto é óbvio. Eu sempre achei isso, mas o que é certo é que, na prática, aquilo que acabava por fazer era um pouco transpor para o digital a estrutura das aulas com recurso ao papel. Ora, não tem de ser assim. Aliás, não deveria ser assim. Os dois suportes coexistem, têm funções diferentes e ajudam a produzir aprendizagens diferentes. 

Na altura da realização da tal atividade, eu já pensava se seria possível ter feito aquela atividade, naquele tempo (creio que três semanas), num sistema de ensino tradicional? E, ainda, se seria possível estimular em alunos do 3º ciclo aquele tipo de capacidade para atingir, ainda nesse nível de ensino, a competência de aprender em rede. Porque a geração digital sabe usar rapidamente as teclas (visão irónica, claro...), mas, depois, em matéria de trabalho, continua a copiar e a colar. Tal como fazia com as fotocópias. Logo temos de ser nós, os professores, de novo, a orientar. Mas para isso temos, de novo, de aprender e apreender estas novas formas.

Com o recurso a um blog, que tem servido, desde 2008, para arquivo de trabalhos dos alunos e sua publicitação junto da comunidade escolar, comecei, neste ano, a usá-lo como ferramenta de e para desenvolvimento de atividades. E, quase naturalmente, os alunos começaram a associar-se a este espaço, como se fosse um casulo. 

Para demonstrar o que acabo de referir, remeto para a leitura de um dos últimos postes que fiz nesse blog: Life is life ♥ - O blog da Mariana (8ºB). E para quem goste de acompanhar estes processos, sugiro a leitura da etiqueta 2011/12 que tem estado a servir de registo de todo este processo de transformação.


"Você não pode ser minha professora!"



Na quinta-feira passada, vi o vídeo que aqui partilho, no mural de um grupo no Facebook. É um espaço dinamizado por alunos de uma Licenciatura em Ciências da Educação. 

O vídeo partilhado vinha com um desafio de um dos professores, apelando à reflexão e ao comentário. Apesar de não estar ligada àquela universidade e percebendo que a questão era dirigida a alunos, não resisti, ainda assim, a deixar o meu testemunho que aqui partilho agora, porque esta é daquelas questões que de facto, e tal como o professor dizia no mote para a discussão, nos faz pensar. Eu atrever-me-ia mesmo a dizer que deveria ser obrigatório pensar nelas.

Olá, desculpem a intromissão, mas será outra perspetiva. :) Sou professora e nas "minhas" salas de aula já quase tudo se passa pelo recurso à tecnologia. Liberta tempo para discutir, falar, pensar, fazer. Portanto, sou uma professora da era digital e aposto nela. Mas não posso gostar deste vídeo. Sinceramente, fiquei assustada. Não porque tenha medo do rapazinho angelical com ar demoníaco, mas porque por detrás dele está um adulto que filmou este vídeo. E isso é violento. Naquela idade, as crianças gostam de ouvir contar histórias e se forem bem contadas, o livro é tão válido como o computador. Aliás, não é só naquela idade.;-)

22 de fev. de 2012

Sobre "New Online Teaching Model: Sage-on-the-Side?"

Um paradigma que se altera, partes de duas teorias sobre o ensino online que, necessariamente, se juntam porque "(...)First off, the  medium of delivery for online learning, the learning management platform (such as Moodle) forces change. And two, the learner has changed and the learning context. It’s no wonder that academia has been wary of online learning with this clash in ideologies. The instructor, (aka the sage) requires a completely different skill set for e-learning – he or she needs to be a mentor and the intellect. I  see the need for instructor’s knowledge (now more than ever) to be shared with students, especially since we have information available 24/7(...) ~ Debbie Morrison.

Ver o artigo completo  aqui. 

21 de fev. de 2012

Espaços pessoais, a rede e o professor

Numa apresentação onde se interligam conceitos como os de espaços pessoais, a rede e o professor, destacaria o sexto slide. Uma foto do antes e do depois com o seguinte texto: "Antes de tentar ajudar os seus alunos,organize o seu ambiente de aprendizagem." 


18 de fev. de 2012

Social media for teaching, learning, and researching

O slide / sintetizador não só da apresentação como da ideia que se pretende partilhar - 13: It's not what you know that counts any more; it's what you canl earn.

12 de fev. de 2012

Num futuro (longínquo...), em Portugal, será assim

Dessiminating research

Destaque para o slide 13 que, na primeira  leitura que fiz desta apresentação, diria ser o motor do trabalho.

Slide 13: "Knowledge is made to circulate, or, more precisely, we are made to circulate knowledge. Networks are an incentive to bring minds together. "~Pehn, 1999


29 de out. de 2011

Revisitando myMPEL

Há oito dias, mais ou menos a esta hora*, regressava de outro dia cheio de interesse: a revisitação à myMPEL.  Falo da 2ª Conferência do Mestrado em Pedagogia do Elearning da Universidade Aberta.
Desta vez, não pertencia à comissão organizadora, mas, quando entrei na sala onde já falava a Professora Lina Morgado, Coordenadora do Mestrado em Pedagogia do Elearning da Universidade Aberta e responsável pela organização da Conferência, senti que estava a entrar em espaço conhecido. Ou seja, senti-me em casa. E foi uma sensação muito boa. Na sua apresentação, a Professora Lina falou da experiência da 4ª Edição do Mestrado em Pedagogia do ELearning. Dessas palavras destacaria o slide 6, onde me parece estarem as palavras-chave (Personalização e Abertura)  que caracterizam, pela descrição feita, a 4ª Edição, assim como na 3ªEdição terão sido provavelmente as palavras partilha e colaboração. É a ecologia do mpel a concretizar-se em rede e fica já a curiosidade quanto às que irão identificar a 5ª Edição.

Já no painel de docentes, pudemos ouvir os professores António Teixeira, José Mota, Lúcia Amante e António Quintas Mendes cujas apresentações foram contributos do Currículo do Mestrado, no âmbito  das unidades curriculares lecionadas por cada um. Neste momento está disponível, na rede social de apoio à 2ª Conferência a apresentação de José Mota, Recursos Educacionais Abertos: Potencialidades e Desafios. E dessa apresentação sublinharia os desafios (slide 11): sustentabilidade, resistência à partilha, qualidade, reputação, interoperabilidade e adequação.

Depois do Coffee-Break, onde fomos presenteados com shots de chocolate, uma delícia oferecida pela Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, ouvimos Luísa António e Pedro Caramez, no painel de convidados. Luísa António, a Participatory Design Training, falou-nos dos laboratórios de criatividade enquanto espaços que contrariam qualquer tipo de isolamento e fecho nas organizações e da sua importância na era conceptual onde se exige às organizações um elevado desempenho. A apresentação encontra-se já disponível na rede social de apoio à 2ª Conferência myMpel.
Durante a apresentação de Pedro Caramez, que nos falou da Rede Social Linkedln e da sua importância na rentabilização da nossa presença online, houve um momento particularmente interessante. Essa apresentação foi feita a distância, portanto o orador não estava presente na sala. Ainda assim, e por sugestão sua, um dos mestrandos do Mpel5, João Greno Brogueira,  foi apresentar sumariamente um dos grupos por ele dinamizado na Rede Linkedln. Parece-me ter sido um momento bastante enriquecedor,  atendendo ao facto do mestrado em Pedagogia do Elearning ser desenvolvido totalmente online, demonstrador claro do quanto as tecnologias podem reduzir as distâncias.

Após uma intensa manhã de trabalhos, tivemos direito a uma pausa maior para retemperar as forças e alimentar o corpo. Aproveitei esse momento para almoçar com os meus pais, já que moram relativamente perto do local onde o evento se realizou  (Universidade Aberta, Campus TagusPark - Oeiras) e com eles mora o avô materno que festejou, em abril, 102 anos de vida e, como não resido na área de Lisboa, aproveito qualquer oportunidade para o ver.
A razão pela qual refiro, neste contexto, este episódio prende-se com o facto da minha ausência ter sido sentida, no almoço, por alguns participantes. E parece-me pertinente, já que estamos a falar de experiências que se centram num curso online e onde a gestão das vidas pessoais e profissionais são tão importantes para encontrar os espaço e tempo certos para as aprendizagens.

De volta à conferência, a tarde começou com o painel de Micro-Workshops com lotação e que se realizaram em três espaços diferentes. Na sala n.º1, b-On: como pesquisar, com Madalena Carvalho; sala n.º 2, Recursos de apoio à investigação: o sistema de gestão de referências bibliográficas Mendeley, com João Paz e, na sala polivalente, Digital storytelling: potencialidades para a educação e formação, Ana Boa-Ventura e Helena Lopes.
Inscrevi-me no micro-workshps que decorreu na sala n.º1, b-On: como pesquisar que se revelou muito útil uma vez que havia alguns procedimentos que ainda não conhecia.
A seguir aguardava-nos o momento mais criativo do dia: a apresentação do painel de Pecha-kucha, dinamizado pelos mestrandos do MPEL4. De referir que cada apresentação se reportava a uma atividade desenvolvida numa das unidades curriculares, tendo por isso sido apresentadas pelos próprios professores das unidades curriculares. Foi, sem dúvida, um momento que premiou a interação pessoal entre professores e alunos.
Já no último painel - Painel Inter-Institucional de mestres - tivemos a oportunidade de ouvir Vítor Reis, mestre em Gestão de Sistemas de E-learning (FCSH/UNL) com a apresentação "Contributos do ensino a distância para a formação de profissionais de serviços de emergência: o caso dos Bombeiros de Portugal" e M.ª Balsamão Mendes, mestre em Pedagogia do Elearning (UAb), com a apresentação "Processo de Comunicação e Aprendizagem em Elearning: Uma experiência no Second Life".
O evento terminou com um sorteio  da participação dos Estudantes do Mestrado em Pedagogia do Elearning nas apresentações Pecha-Kucha da conferência myMPeL2011, com a oferta dum fim de semana no hotel Évora Inn Chiado Design, patrocínio da Empresa EscritaCriativaOnline.

Foi um dia intenso, onde prevaleceu a alegria, o conhecimento e a vontade de aprender. Houve emoções. Resta-me dar os parabéns à Comissão organizadora, em particular à Maria João Spilker, Paula Silva e Hugo Domingos pelo trabalho desenvolvido e um sorriso muito especial à Professora Lina Morgado por nos ter proporcionado a todos outro momento de saber fazer e aprender. Obrigada e até para o ano.







*Post iniciado no dia 28 de outubro, por volta das 22:00, e publicado no dia 29 de outubro, pelas 15:15.

19 de abr. de 2011

Dissertação - 1

Apetece-me começar este post de forma excessivamente coloquial. E excessivamente porque, de uma forma geral, os postes são textos algo coloquiais. Pelo menos essa é a minha perceção. Deveria talvez aprofundar a questão e estudá-la... Mas neste momento tenho outras prioridades e esta forma de iniciar este post serve precisamente para iniciar o processo de escrita do trabalho mental que tenho vindo a desenvolver. De certa forma pretendo provocar ou talvez seja melhor utilizar o verbo motivar a escrita.
Mas como dizia há pouco, apetece-me começar este post de forma excessivamente coloquial. E começá-lo-ia assim:
Ok. Posso passar à fase seguinte.
Revisto o projeto entregue em dezembro, de acordo com o cronograma lá definido, estou atrasada face ao trabalho que já deveria estar feito. Falo, claro, neste caso, da dissertação. 

Estou preocupada? Sim. No entanto, tenho procurado não entrar em stress, como também se costuma dizer nestas situações (continuando a adotar o tom coloquial...), porque corro o risco de ficar parada. Aliás, pelo que vou lendo, principalmente, nas redes sociais, esta será uma sensação  comum a quem esteja em idêntica situação.

É a primeira vez que faço um mestrado, logo é a primeira vez que estou a escrever uma dissertação. Sinto-me nervosa, por vezes acho que o adjetivo  mais adequado é mesmo ansiosa. Revejo o que já fiz e considero que foi muito pouco. Que falta qualquer coisa... Que tenho de começar, isto porque tenho sentido muitas vezes que ainda não comecei. Depois respiro e penso que tudo já começou e que esta é outra fase.

Decidi, por isso, sentar-me e deixar aqui esta nota. Confesso que, às vezes, tenho saudades dos prazos que tínhamos para concluir as atividades, no primeiro ano. Impunha um ritmo de trabalho e, principalmente, de escrita que, nesta segunda parte, ainda não encontrei. Ou até pode ser que seja este o ritmo. Será um caso a ir acompanhando.

E, enquanto leio A Arte da Investigação com Estudos de Caso (Stake, 2009), resolvi reler dois artigos cuja leitura  a Professora Lina Morgado, enquanto Coordenadora do Curso de Mestrado em Pedagogia do ELearning (Universidade Aberta)  nos sugeriu no início deste segundo ano: Writing a Research Paper: From the Parts to the Whole (Figueiredo, 2010) e Writing your Winning Thesis ( Lajom & Magno, 2010).
Na altura li os textos, retive as ideias essenciais, mas não senti, então, que fossem textos essenciais. Agora, a sua re-leitura foi importantíssima.
Nas conclusões do seu artigo, o Professor Figueiredo afirma:
We hope that this will help young authors get their papers together in a short time, while achieving a high level of paper quality.
Para já, ainda não tenho dados suficientes que possam garantir que vá conseguir cumprir os prazos e fazê-lo com a qualidade requerida, no entanto, fiquei mais calma e sorri quando, na segunda parte do artigo (Additional considerations), nos é dito que não faz sentido escrever a Introdução ou a versão final do Resumo sem que o resto do texto esteja feito. Aconselhando mais à frente que as Conclusões devam ser redigidas sem ser à pressa e com uma mente fresca. A razão pela qual sorri prende-se com a escolha que, entretanto, fizera da imagem que acompanha este post e que pode ser vista no canto superior esquerdo do mesmo.
Quanto ao artigo de Lajom & Magno, tive vontade de o traduzir e sintetizar. Talvez o faça ainda, já que devo voltar a lê-lo. Destaco, para já, a primeira parte e em concreto o seguinte  aspeto a que os autores designam por Environmental structuring. De momento não consigo encontrar, em português, uma expressão que consiga traduzir a ideia contida na descrição deste aspeto, por isso mantenho a versão em inglês. E, para já, essa é a minha preocupação: conseguir encontrar no meu dia a dia um ambiente propício à reflexão, ao trabalho da dissertação.

Já me tenho interrogado se, neste processo de aprendizagem, terei errado nalgum momento, isto porque não me está a ser fácil manter  um ritmo de trabalho propício que permita desenvolver o projeto tal como o defini, implicando isso o cumprimento das várias etapas. Entretanto, e porque esta reflexão acontece em véspera de reunião com a orientadora julgo que, e tal como aconteceu no primeiro ano, a presença do Professor é importante e, neste caso, quase à letra, orientador. Pelo menos, motivou este ponto da situação, o primeiro.


NOTA FINAL
E está assim criado outro marcador deste espaço: Ponto da situação. Em princípio, o título desses postes será Dissertação, com a numeração. Caso considere que seja mais pertinente dar outro título, a isso farei referência.
A propósito da necessidade de ir escrevendo sobre este e outros aspectos que envolvam o elearning pretendo ainda durante a interrupção lectiva publicar umas breves palavras, assim como gostaria de conseguir concluir um powerpoint que estou a construir sobre o meu lugar na rede. Veremos se consigo.

Reflexão crítica (Avaliação de Desempenho): Uma visão sofisticada da pedagogia

"A aposta deve ser feita no futuro não na direção da sofisticação tecnológica, mas da sofisticação pedagógica." (Azevedo, 2003...