23 de mar. de 2013

DBR e a tecnologia na educação - notas

"Technology is much more than hardware. It is a process that involves the complex interactions of human, social, and cultural factors as well as the technical aspects. Second, it requires new directions in research goals, moving away from traditional predictive methods to long-term collaborations based on development goals." (Amiel, T., & Reeves, T. C., 2008)

"We argue that educational researchers of all areas should be encouraged to move towards more systematic and collaborative methods of investigation that can promote research that makes a difference. In order to promote this agenda, two things must inform research in educational technology: first, an understanding of technology and technique as processes rather than artifacts; second, a resolute concern for the values, and principles guiding educational technology research." (idem)

(...)
 
"Much research in educational technology still ignores the complex interaction between technological interventions, the roles of educational institutions such as schools and universities, the purposes of education, and the meaning of research. Many educational technology researchers adhere to a value-free discourse regarding the role of technology. There is a spotlight on the value of technology only to the extent that it has, or does not have an effect on learningrelated variables. Indeed, it almost seems that many educational technologists have taken technological determinism as a given, and are simply trying to make the best of what is thrown at them by forces beyond their control. This positions educational technology researchers and practitioners at the end of the technological process, continuously testing new devices based on educational values that are not necessarily laudable." (idem)
 
 (...)

 Defining technology

"A more inclusive definition of the term is offered by Hickman (2001), who uses Dewey’s pragmatism to describe technology as a process that involves the “invention, development, and cognitive deployment of tools and other artifacts, brought to bear on raw materials and intermediate stock parts, with a view to the resolution of perceived problems” (p. 26)." (idem)

(...)

"Educational technologies are intricately connected with political agendas, economic gains, and social needs and consequences. Because of this, educational technologists should not be purveyors of “treatments” as if these devices and techniques were unbiased and value neutral. Computers and Internet access in schools are products of governmental policies that demand them (Department of Education, 1996, 2000), corporations that produce them, and numerous people who are often misinformed or ignorant about their purpose in education." (idem)

(...)

Potential of design-based research

Reeves (2006) outlines three cornerstone principles of this research framework:
“… addressing complex problems in real contexts in collaboration with practitioners; integrating known and hypothetical design principles with technological advances to render plausible solutions to these complex problems; and conducting rigorous and reflective inquiry to test and refine innovative learning environments as well as to define new design principles” (p. 58).

(...)

"The understanding of technology as a process greatly increases the complexity of the integration of tools into educational environments. Educational technologies become more than simply an independent variable in a study of student learning. Integrating technologies into the classroom leads to substantial changes in social organization, student-teacher relationships, and a myriad of other factors that cannot be investigated successfully by predictive research. Researchers must make a commitment to conducting interventionist research in real-world contexts such as schools, accepting the complexity of the setting. As Kafai (2005) contends, schools can become “living laboratories” in which researchers investigate in real-world settings while attempting to control for critical variables identified through theory and previous research. " (idem)

(...)
 
"Researchers in the field of educational technology can begin to look away from the short-term objectives of their individual projects. In order to escape the anti-humanistic values often promoted by technological development, educational technologists must recognize the transformational potential of their profession. A primary responsibility of researchers in the field should be to limit their investigation of means and contemplate educational ends or aims, making them explicit in the process of an investigation.  

Design-based research provides a cycle that promotes the reflective and long-term foundation upon which such research can be undertaken. Educational technology researchers should be concerned with examining the technological process as it unfolds in schools and universities and its relationship to larger society. By carefully considering their ends and selecting an appropriate methodology, researchers in our field will be better prepared to determine their values, make their agendas explicit, and promote democratic practice." (idem)


Referência

Amiel, T., & Reeves, T. C. (2008). Design-Based Research and Educational Technology: Rethinking Technology and the Research Agenda. Educational Technology & Society, 11 (4), 29–40.

 

 


 


21 de mar. de 2013

O futuro das universidades - modelos desagregados

"Em suma, no modelo desagregado, as universidades devem eliminar os recursos e atividades que não as possam diferenciar e concentrar-se no desenvolvimento acelerado daquelas capacidades que as distingam na sociedade. Como consequência, as instituições universitárias terão de enquadrar no conjunto dos serviços que prestam tanto atividades diferenciadoras como outras que, pelo contrário, não sejam distintivas, para que possam ser partilhadas com outras instituições." (Teixeira, A., 2012)
(...)
"O modelo desagregado, baseado na possibilidade das universidades conjugarem simultaneamente estratégias de competição e colaboração entre si não é novo e reproduz uma realidade já consolidada na indústria. São vários os exemplos da produção industrial em que no desenvolvimento estratégico, as empresas partilham recursos e fornecedores independentes ao mesmo tempo em que competem entre si. O objetivo principal é o de atingir um grau elevado de eficiência na gestão dos recursos disponíveis." (idem)
(...)
"Na atual conjuntura de crise, quando também revemos criticamente a experiência da criação do Espaço Europeu de Educação Superior, é difícil prever com elevado grau de precisão qual a evolução da regulação transnacional no quadro europeu do ensino superior na próxima década. Todavia, podemos observar que o aumento da abertura do sistema e das suas instituições é imparável. As diferentes culturas universitárias europeias têm vindo progressivamente a apropriar - se da ideia de que a universidade é um nó na rede global para a produção, reprodução e preservação do conhecimento e não mais um centro isolado de produção de conhecimento e de transmissão. Face ao excesso informativo e à crescente escassez de recursos de produção, os académicos começam a aperceber -se da relevância da reciclagem do conhecimento e da partilha em larga escala de materiais e práticas." (idem) 


Teixeira, A. (2012). Desconstruindo a universidade: Modelos universitários emergentes mais abertos, flexíveis e sustentáveis. RED, Revista de Educación a Distancia. Número 32 . 30 de septiembre de 2012. Consultado el (dd/mm/aaa) en http://www.um.es/ead/red/32

10 de mar. de 2013

Na rede do SL

Hoje, entrei no SL (Second Life). Há algum tempo que não entrava naquele mundo e resolvi recordar. Depois de algum tempo de espera, enquanto me ligava, já que houve necessidade de fazer várias atualizações, fiquei com a sensação de que estava a entrar num espaço onde nunca tinha entrado. A "terra" que eu escolhera para ser a minha "casa" já não existia. Estava à venda. Senti-me, literalmente, uma intrusa.
Fui a outro espaço. Ainda existe, mas estava vazio. Da minha lista de 'amigos', nenhum estava online. 
Saí.
Trouxe comigo a memória do meu perfil.

27 de jan. de 2013

Design de Atividades no SL

Com algum tempo de atraso, mas a necessitar deste registo, a minha participação no SLACTIONS2012,  realizado  nos dia 15-17 de novembro na Universidade Aberta. 

A comunicação apresentada com o nome de Visitas de estudo a Museus Virtuais: Design de Atividades PBL no Second Life, resultou de um trabalho de equipa de estudantes e professores do Mestrado em Pedagogia do eLearning: Nunes, Teixeira, Rodrigues, Macedo & Morgado (2012) e pode ser vista aqui.



27 de nov. de 2012

Coied* 2012


E o projeto continuou. Desta vez tendo como tema geral Contextos de aprendizagem em ambiente digital. 
Neste ano, houve duas novidades, a conferência foi paga e creditada pelo CCPFC (Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua) como ação de formação, na modalidade Curso de Formação, com 0.8 créditos (20 horas).
Quanto ao resto, os procedimentos foram muito semelhantes. Fiquei com a sensação de ter retornado à mesma sala com muitos dos participantes do ano passado. Logo, a sensação de familiaridade o que poderia parecer estranho para quem, na maioria dos casos, só se conhece virtualmente. 
Desta vez, optei por não fazer a descrição de todos os momentos em que estive presente, tal como tinha feito na 1ª Conferência. Sabia, pelo calendário, que desta vez não me seria possível assistir a parte da conferência, particularmente, da parte da tarde. Assim, estive presente em quase todas as sessões da noite e, uma vez mais, pude aprender. 
Outra das novidades desta 2ª Edição foi a solicitação aos presentes da elaboração de crónicas que depois seriam publicadas, no dia seguinte, no site da Coied. Aceitei o desafio do Professor Lagarto de fazer um desses relatos. 
De seguida (re)publico esse texto, bem como a referência de todos os outros através de um print screen da imagem que no site da coied dá acesso aos mesmos (coluna do lado direito). Parecem-me um bom recurso para aqueles que não puderam estar presentes, poderem sentir o ambiente que se viveu.
Relato dia 12 de outubro
"Resta esperar pela continuação do projeto em 2012 e agradecer à organização da COIED (A Conferência Online de Informática Educacional) a oportunidade de continuar a ser aprendente: Obrigada." - Foi desta forma que concluí o relato da segunda semana da COIED, em 2011, no meu blog, numa iniciativa pessoal que reconhecia naquela experiência inédita a oportunidade de partilhar o meu testemunho.
E cá estamos de novo.
Ontem, dia 12 de outubro, terminou a primeira semana da COIED 2012 e, desafiada pelo Professor José Lagarto, irei dar o meu testemunho sobre as duas sessões desse dia.
Ao fim da tarde, a partir das 19:00, assisti à apresentação de três boas práticas: "A História romana na Wikipédia", apresentada pela Professora Juliana Marques; "Robots na aula de Matemática: Aprender Estatística com recurso a Tecnologias", apresentada pela Mestre Paula Lopes e "Os Robots como ferramenta pedagógica no 1º Ciclo do ensino básico, apresentada pela Mestre Sónia Martins. Já à noite, pelas 21:30, acompanhei a conferência dada pelo Professor Roberto Carneiro sobre os paradigmas da nova aprendizagem.
Paulo Belo, o moderador da sessão do fim da tarde, sintetizando os assuntos que iriam ser apresentados resultantes das boas práticas, diria que se tratava de uma sessão virada para as tecnologias. E assim se confirmou.
Começámos por ouvir a apresentação da Professora Juliana Marques que do outro lado do oceano nos falou dum curso onde se pretendia que os alunos aprendessem a editar na Wikipédia. Apresentou o perfil da disciplina, caracterizou a turma, e falou-nos dos "embaixadores" que tinham sido elementos bastante importantes: eram os monitores técnicos que tinham ajudado os alunos a editar texto, na Wikipédia. Foi-nos explicado, de seguida, como todo o processo decorreu. Da apresentação das principais dificuldades e objetivos específicos apresentados, destacaria o seguinte aspeto: a tomada de consciência de que a Wikipédia é um material didático usado por todos e que, portanto, para que seja fiável, urge melhorá-lo. Ficou mostrado, parece-me, que o desenvolvimento de projetos semelhantes ao que a Professora Juliana Marques lidera poderão ser uma boa metodologia.
Depois, as mestres Paula Lopes e Sónia Martins apresentaram-nos os seus projetos de doutoramento, ambos envolvendo a utilização de robots associados ao ensino da matemática. No primeiro caso, envolvendo alunos do 8ºAno, portanto 3º Ciclo, e, na segunda situação, alunos do primeiro ciclo.
Do que ouvi e vi, porque nos foram mostradas imagens do envolvimento dos alunos nos projetos, destacaria os seguintes aspetos que, para mim, como professora de Língua Portuguesa, considerei mais relevantes dessas práticas:
- Na experiência que envolveu os alunos do 8ºAno, o facto de se destacar o processo conjunto de negociação, com relevância para a responsabilidade mostrada pelos alunos, mas também o empreendimento e a capacidade de argumentação suscitada pela competição gerada pelo próprio projeto.
- Na experiência que envolveu os alunos do 1º ciclo, registei como relevante o facto de ter sido dito que a metodologia de trabalho de projeto fez sobressair nos alunos competências que as próprias professoras não conheciam. Também relevante, e, por isso, de destacar a responsabilidade com que os alunos se envolveram no projeto.
A terminar esta primeira parte, gostaria de fazer referência a um aspeto que me parece bastante característico de uma conferência totalmente online, em particular esta, que mantém o "chat" sempre aberto durante as conferências. Além do feedback que vamos dando sobre como estamos a ouvir e ver o que vai sendo transmitido, permite-nos ir, no momento, comentando e interagindo quer com os outros participantes quer com os próprios conferencistas, moderadores e administradores.
Dessa interação e a propósito desta primeira parte do dia de ontem, na COIED, eu deixaria aqui as palavras de João Paulo Martins que escreveu o seguinte no chat: "Muito bem! Sem dúvida, os contextos de aprendizagem (como vimos ontem com o Professor Figueiredo) são potenciadores do êxito das aprendizagens."
E desta forma faria a ligação para a conferência da noite, dada pelo Professor Roberto Carneiro, onde ouvimos falar dos paradigmas da nova aprendizagem. Nesse propósito, o Professor Roberto Carneiro presenteou-nos com um discurso subdividido em quatro temáticas:
Tema 1- O cérebro aprendente;
Tema 2 - Os sentidos da educação;
Tema 3 - Novo conhecimento, nova aprendizagem, aprendizagem autoregulada;
Tema 4 - Mudança pessoal, diversidade e generativismo.
A sessão iniciou e ouvimos falar sobre a forma como aprendemos, dando-se particular atenção à aprendizagem emocional, provando-se que as emoções têm um papel relevante na predisposição para aprender. Depois, aconteceu um dos momentos mais cativantes daquela sessão: num slide onde se escrevia apenas "Why imitation makes us human", o Professor desafiou-nos a refletir sobre essa questão, através do visionamento de vários vídeos, cujo acesso nos foi facultado no próprio espaço onde decorria a conferência. Essa situação provocou, no chat, inúmeras participações.
Já no segundo tema, foram-nos apresentados vários esquemas e quadros onde parecia estar clara a emergência de novas formas de aprender. O processo dá-se de forma contínua, partindo do simples para o complexo, do quantitativo para o qualitativo, do indivíduo para a comunidade.
Passámos para o terceiro tema e a questão que aqui se pretendia perceber, quanto a mim, era por que razão alguns conseguem aprender diferentemente. Será importante, nesse processo, um conjunto de características / qualidades, fazendo aqui referência ao trabalho apresentado nos dois slides onde se cita Oliveira Martins sobre os Portugueses, mas também, e em destaque para a consecução desse objetivo, a autoregulação da aprendizagem que permite, segundo Paris&Byrnes, 1989, "superar obstáculos com persistência e criatividade."
Chegámos ao quarto tema e, quase como se de uma conclusão se tratasse, a Web semântica e a generatividade (o renascer para a mudança) são-nos apresentados como o caminho a seguir. A apresentação terminou com a imagem da Fénix e foi recebida pelos participantes como um verdadeiro estímulo a agir para a mudança.
A sessão terminou com a audição de Mariza em Música do povo. Terminávamos a semana, como disse o Professor José Lagarto com a chave de ouro. Foi um momento intenso e profundamente humano mediado pela tecnologia.

Rosalina Simão Nunes




*Conferência Online de Informática Educacional

1 de jun. de 2012

Aprendo no processo de preparação da aprendizagem

De novo aqui venho partilhar outra memória, desta vez, tal como esta, construída no Facebook.  Começará a ser recorrente? Veremos.

Desta vez não se trata de uma conversa, mas de uma observação minha que acompanha a partilha de uma imagem, partilhada por sua vez por Adelina Silva e que é da autoria de Teresa Pombo.

Começo a achar que a necessidade de aqui registar o que de vez em quando se passa no Facebook se prende com o facto daqui a memória ser mais facilmente catalogada e organizada por mim e também porque começo a sentir que urge encontrar uma forma de tentar usar como ferramenta pedagógica o Facebook. Ou então, reunidas todas as observações concluir que não funcionaria...

Bom, mas vejamos o que hoje registei

Na imagem partilhada liam-se duas expressões que me prenderam a atenção: Aprendo para ensinar / Aprendo enquanto ensino. E a propósito refleti:

Eu acrescentaria ainda outro aspeto que me parece bastante relevante, pelo menos no meu processo de aprendizagem: aprendo durante o processo em que preparo "o que aprendo para ensinar". Não sei se dito desta forma consigo traduzir a ideia. Mas estou concretamente a falar do momento de criação do contexto, no qual, objetivos conteúdos, atividades interagem de uma forma cada vez mais dinâmica, uma vez que o recurso às ferramentas da web 2.0 é cada vez mais constante e isso estabelece entre todos os elementos um elo que é muitos vezes sentido como algo vivo.
Um célula, talvez.
E é uma sensação que tem tanto de desafiante como de inquietante, porque a exigência é muito maior já que a cada pequena organização / organismo que faz parte dessa dinâmica, em sala de aula, em plena comunicação com os alunos, cuja dinâmica é também viva, logo em permanente mutação, pode acontecer o imprevisto e aí tudo tem de ser renovado. Já me aconteceu, ter de, numa fração de segundos, com os elementos que tinham sido delineados, alterar a estrutura por forma a tornar tudo mais coerente. Caso contrário o objetivo não era atingido e aprendizagem não acontecia. Não tendo dados que me permitam confirmar, no entanto, reconheço a esse momento de preparação, em que tudo é desenhado, mental e fisicamente, o momento fulcral da minha aprendizagem, enquanto professora. 


1 de mai. de 2012

Memória de uma atividade pedagógica no SL: Ensino Baseado em Projetos



Resultado de uma conversa informal sobre projetos no Second Life (SL) e a exploração do seu potencial, enquanto ferramenta pedagógica, surgiu o convite para apresentar o produto final da terceira atividade da Unidade Curricular de Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA), da 3ª Edição do Curso de mestrado Pedagogia do ELearning da Universidade Aberta.
O evento estaria, então, inserido no projeto Imagens da cultura, conversas às quartas, desenvolvido pela Paula Justiça, no Second Life (SL). Feitos os pedidos de autorização necessários para essa partilha ser viável, nomeadamente os coautores do trabalho, Pedro Teixeira, Luís Miguel Rodrigues, à mestre Angelina Macedo, que, na altura, nos orientou na execução das atividades que envolveram o SL e Professora Doutora Lina Morgado, responsável pela UC de AVA, a sessão ficou agendada para o dia vinte e oito de março.
Para divulgação do evento, a Paula Justiça criou um evento no Facebook:  "Ensino Baseado em Projetos - uma actividade pedagógica no SL".

Na preparação da apresentação foi feito um guião e selecionadas imagens mais representativas da experiência que depois foram explicadas a partir deste álbum que fora criado durante o desenvolvimento da atividade na unidade curricular.

No dia do evento, contou-se com a presença de  cerca de dez avatares.   Para a apresentação foi usada a voz, uma vez que todos os presentes conseguiam ouvir. Assim, o guião foi seguido, mas houve, pontualmente, alguns referências fruto da memória que o próprio evento em si motivou. Estavam presentes a mestre Angelina Macedo que esclareceu alguns aspetos e a Filomena Grazina (estudante de outro mestrado - Comunicação Educacional) que, durante a preparação da atividade, nos apoiou em alguns aspetos, no que respeita a utilização do SL como ferramenta. 

No final da apresentação, surgiram algumas questões pertinentes. Um dos aspetos questionados foi o do público-alvo. De facto, a Visita de estudo, porque tinha de estar enquadrada nas nossas atividades profissionais, e porque todos trabalhamos com jovens, ficou definido como sendo dirigida a alunos do 9º Ano, no entanto, poderia ser qualquer grupo etário, desde que conhecedor dos factos históricos referidos, nomeadamente os que são reportados no Museu do Holocausto. Neste ponto, em discussão, levantou-se a questão de não ser fácil o acesso ao SL na maioria das Escolas portuguesas.

Foi também questionada a razão pela qual se criaria, num ambiente virtual, um espaço semelhante ao dos ambientes reais. Neste caso não se trataria tanto da criação de um espaço virtual semelhante ao de um ambiente real, mas de uma situação – a Visita de Estudo. Estratégia que é frequentemente usada, na vida real, para que os alunos vivenciem experiências novas e aprendam in loco, além de poderem desenvolver as competências sociais. No SL, surge uma outra possibilidade que é a de poderem interagir, ainda que em simulação, com artefactos e situações que de outra forma seria fisicamente possível.

Fotos daqui.
 

Reflexão crítica (Avaliação de Desempenho): Uma visão sofisticada da pedagogia

"A aposta deve ser feita no futuro não na direção da sofisticação tecnológica, mas da sofisticação pedagógica." (Azevedo, 2003...