17 de mar. de 2012

O trabalho na rede e em rede



Na  atividade 3, na unidade curricular de Modelos de Ensino a Distância, durante o  primeiro semestre do curso de mestrado (3ª Edição), a professora Lina Morgado propunha-nos que, simultaneamente, desenvolvêssemos duas tarefas: por um lado, escrever um artigo para  um número especial de uma Revista dedicado ao Ensino Online, sobre temática a escolher; por outro, fazer parte de um equipa de peer-review, da mesma revista, onde faríamos a revisão dos artigos dos nossos colegas, que teriam de versar temas diferentes daqueles sobre os quais nós tínhamos escrito. Recordo-me que,  no momento em que me apercebi da complexidade da atividade, registei essa impressão, em Fórum, associando-a à  imagem que acompanhava essas tarefas e que era uma complexa e intricada rede, semelhante à que publico. A professora deu feedback a essa minha intervenção, numa mensagem que recebi como estímulo para pôr à prova a minha capacidade de criar relações entre aprendizagens. Nesta apresentação, feita pela Maria João Spilker do mpel4, sobre a mesma atividade, está bem patente a complexidade do desenho desta atividade.

Claro que essas aprendizagens me têm permitido, enquanto professora, utilizar a web 2.0 e todo o seu potencial de uma forma, eu diria, bem mais contida do que aquela que antes eu achava que iria fazer. Ou seja, do entusiasmo, quase eufórico, das primeiras experiências depois da formação sobre a Plataforma Moodle, o mestrado tem-me ensinado que, antes de mais, há que transformar o desenho da estrada, ou seja, não posso substituir o papel pelo pc. Não é compatível. Claro que isto é óbvio. Eu sempre achei isso, mas o que é certo é que, na prática, aquilo que acabava por fazer era um pouco transpor para o digital a estrutura das aulas com recurso ao papel. Ora, não tem de ser assim. Aliás, não deveria ser assim. Os dois suportes coexistem, têm funções diferentes e ajudam a produzir aprendizagens diferentes. 

Na altura da realização da tal atividade, eu já pensava se seria possível ter feito aquela atividade, naquele tempo (creio que três semanas), num sistema de ensino tradicional? E, ainda, se seria possível estimular em alunos do 3º ciclo aquele tipo de capacidade para atingir, ainda nesse nível de ensino, a competência de aprender em rede. Porque a geração digital sabe usar rapidamente as teclas (visão irónica, claro...), mas, depois, em matéria de trabalho, continua a copiar e a colar. Tal como fazia com as fotocópias. Logo temos de ser nós, os professores, de novo, a orientar. Mas para isso temos, de novo, de aprender e apreender estas novas formas.

Com o recurso a um blog, que tem servido, desde 2008, para arquivo de trabalhos dos alunos e sua publicitação junto da comunidade escolar, comecei, neste ano, a usá-lo como ferramenta de e para desenvolvimento de atividades. E, quase naturalmente, os alunos começaram a associar-se a este espaço, como se fosse um casulo. 

Para demonstrar o que acabo de referir, remeto para a leitura de um dos últimos postes que fiz nesse blog: Life is life ♥ - O blog da Mariana (8ºB). E para quem goste de acompanhar estes processos, sugiro a leitura da etiqueta 2011/12 que tem estado a servir de registo de todo este processo de transformação.


"Você não pode ser minha professora!"



Na quinta-feira passada, vi o vídeo que aqui partilho, no mural de um grupo no Facebook. É um espaço dinamizado por alunos de uma Licenciatura em Ciências da Educação. 

O vídeo partilhado vinha com um desafio de um dos professores, apelando à reflexão e ao comentário. Apesar de não estar ligada àquela universidade e percebendo que a questão era dirigida a alunos, não resisti, ainda assim, a deixar o meu testemunho que aqui partilho agora, porque esta é daquelas questões que de facto, e tal como o professor dizia no mote para a discussão, nos faz pensar. Eu atrever-me-ia mesmo a dizer que deveria ser obrigatório pensar nelas.

Olá, desculpem a intromissão, mas será outra perspetiva. :) Sou professora e nas "minhas" salas de aula já quase tudo se passa pelo recurso à tecnologia. Liberta tempo para discutir, falar, pensar, fazer. Portanto, sou uma professora da era digital e aposto nela. Mas não posso gostar deste vídeo. Sinceramente, fiquei assustada. Não porque tenha medo do rapazinho angelical com ar demoníaco, mas porque por detrás dele está um adulto que filmou este vídeo. E isso é violento. Naquela idade, as crianças gostam de ouvir contar histórias e se forem bem contadas, o livro é tão válido como o computador. Aliás, não é só naquela idade.;-)

22 de fev. de 2012

Sobre "New Online Teaching Model: Sage-on-the-Side?"

Um paradigma que se altera, partes de duas teorias sobre o ensino online que, necessariamente, se juntam porque "(...)First off, the  medium of delivery for online learning, the learning management platform (such as Moodle) forces change. And two, the learner has changed and the learning context. It’s no wonder that academia has been wary of online learning with this clash in ideologies. The instructor, (aka the sage) requires a completely different skill set for e-learning – he or she needs to be a mentor and the intellect. I  see the need for instructor’s knowledge (now more than ever) to be shared with students, especially since we have information available 24/7(...) ~ Debbie Morrison.

Ver o artigo completo  aqui. 

21 de fev. de 2012

Espaços pessoais, a rede e o professor

Numa apresentação onde se interligam conceitos como os de espaços pessoais, a rede e o professor, destacaria o sexto slide. Uma foto do antes e do depois com o seguinte texto: "Antes de tentar ajudar os seus alunos,organize o seu ambiente de aprendizagem." 


18 de fev. de 2012

Social media for teaching, learning, and researching

O slide / sintetizador não só da apresentação como da ideia que se pretende partilhar - 13: It's not what you know that counts any more; it's what you canl earn.

12 de fev. de 2012

Num futuro (longínquo...), em Portugal, será assim

Dessiminating research

Destaque para o slide 13 que, na primeira  leitura que fiz desta apresentação, diria ser o motor do trabalho.

Slide 13: "Knowledge is made to circulate, or, more precisely, we are made to circulate knowledge. Networks are an incentive to bring minds together. "~Pehn, 1999


29 de out. de 2011

Revisitando myMPEL

Há oito dias, mais ou menos a esta hora*, regressava de outro dia cheio de interesse: a revisitação à myMPEL.  Falo da 2ª Conferência do Mestrado em Pedagogia do Elearning da Universidade Aberta.
Desta vez, não pertencia à comissão organizadora, mas, quando entrei na sala onde já falava a Professora Lina Morgado, Coordenadora do Mestrado em Pedagogia do Elearning da Universidade Aberta e responsável pela organização da Conferência, senti que estava a entrar em espaço conhecido. Ou seja, senti-me em casa. E foi uma sensação muito boa. Na sua apresentação, a Professora Lina falou da experiência da 4ª Edição do Mestrado em Pedagogia do ELearning. Dessas palavras destacaria o slide 6, onde me parece estarem as palavras-chave (Personalização e Abertura)  que caracterizam, pela descrição feita, a 4ª Edição, assim como na 3ªEdição terão sido provavelmente as palavras partilha e colaboração. É a ecologia do mpel a concretizar-se em rede e fica já a curiosidade quanto às que irão identificar a 5ª Edição.

Já no painel de docentes, pudemos ouvir os professores António Teixeira, José Mota, Lúcia Amante e António Quintas Mendes cujas apresentações foram contributos do Currículo do Mestrado, no âmbito  das unidades curriculares lecionadas por cada um. Neste momento está disponível, na rede social de apoio à 2ª Conferência a apresentação de José Mota, Recursos Educacionais Abertos: Potencialidades e Desafios. E dessa apresentação sublinharia os desafios (slide 11): sustentabilidade, resistência à partilha, qualidade, reputação, interoperabilidade e adequação.

Depois do Coffee-Break, onde fomos presenteados com shots de chocolate, uma delícia oferecida pela Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, ouvimos Luísa António e Pedro Caramez, no painel de convidados. Luísa António, a Participatory Design Training, falou-nos dos laboratórios de criatividade enquanto espaços que contrariam qualquer tipo de isolamento e fecho nas organizações e da sua importância na era conceptual onde se exige às organizações um elevado desempenho. A apresentação encontra-se já disponível na rede social de apoio à 2ª Conferência myMpel.
Durante a apresentação de Pedro Caramez, que nos falou da Rede Social Linkedln e da sua importância na rentabilização da nossa presença online, houve um momento particularmente interessante. Essa apresentação foi feita a distância, portanto o orador não estava presente na sala. Ainda assim, e por sugestão sua, um dos mestrandos do Mpel5, João Greno Brogueira,  foi apresentar sumariamente um dos grupos por ele dinamizado na Rede Linkedln. Parece-me ter sido um momento bastante enriquecedor,  atendendo ao facto do mestrado em Pedagogia do Elearning ser desenvolvido totalmente online, demonstrador claro do quanto as tecnologias podem reduzir as distâncias.

Após uma intensa manhã de trabalhos, tivemos direito a uma pausa maior para retemperar as forças e alimentar o corpo. Aproveitei esse momento para almoçar com os meus pais, já que moram relativamente perto do local onde o evento se realizou  (Universidade Aberta, Campus TagusPark - Oeiras) e com eles mora o avô materno que festejou, em abril, 102 anos de vida e, como não resido na área de Lisboa, aproveito qualquer oportunidade para o ver.
A razão pela qual refiro, neste contexto, este episódio prende-se com o facto da minha ausência ter sido sentida, no almoço, por alguns participantes. E parece-me pertinente, já que estamos a falar de experiências que se centram num curso online e onde a gestão das vidas pessoais e profissionais são tão importantes para encontrar os espaço e tempo certos para as aprendizagens.

De volta à conferência, a tarde começou com o painel de Micro-Workshops com lotação e que se realizaram em três espaços diferentes. Na sala n.º1, b-On: como pesquisar, com Madalena Carvalho; sala n.º 2, Recursos de apoio à investigação: o sistema de gestão de referências bibliográficas Mendeley, com João Paz e, na sala polivalente, Digital storytelling: potencialidades para a educação e formação, Ana Boa-Ventura e Helena Lopes.
Inscrevi-me no micro-workshps que decorreu na sala n.º1, b-On: como pesquisar que se revelou muito útil uma vez que havia alguns procedimentos que ainda não conhecia.
A seguir aguardava-nos o momento mais criativo do dia: a apresentação do painel de Pecha-kucha, dinamizado pelos mestrandos do MPEL4. De referir que cada apresentação se reportava a uma atividade desenvolvida numa das unidades curriculares, tendo por isso sido apresentadas pelos próprios professores das unidades curriculares. Foi, sem dúvida, um momento que premiou a interação pessoal entre professores e alunos.
Já no último painel - Painel Inter-Institucional de mestres - tivemos a oportunidade de ouvir Vítor Reis, mestre em Gestão de Sistemas de E-learning (FCSH/UNL) com a apresentação "Contributos do ensino a distância para a formação de profissionais de serviços de emergência: o caso dos Bombeiros de Portugal" e M.ª Balsamão Mendes, mestre em Pedagogia do Elearning (UAb), com a apresentação "Processo de Comunicação e Aprendizagem em Elearning: Uma experiência no Second Life".
O evento terminou com um sorteio  da participação dos Estudantes do Mestrado em Pedagogia do Elearning nas apresentações Pecha-Kucha da conferência myMPeL2011, com a oferta dum fim de semana no hotel Évora Inn Chiado Design, patrocínio da Empresa EscritaCriativaOnline.

Foi um dia intenso, onde prevaleceu a alegria, o conhecimento e a vontade de aprender. Houve emoções. Resta-me dar os parabéns à Comissão organizadora, em particular à Maria João Spilker, Paula Silva e Hugo Domingos pelo trabalho desenvolvido e um sorriso muito especial à Professora Lina Morgado por nos ter proporcionado a todos outro momento de saber fazer e aprender. Obrigada e até para o ano.







*Post iniciado no dia 28 de outubro, por volta das 22:00, e publicado no dia 29 de outubro, pelas 15:15.

19 de abr. de 2011

Dissertação - 1

Apetece-me começar este post de forma excessivamente coloquial. E excessivamente porque, de uma forma geral, os postes são textos algo coloquiais. Pelo menos essa é a minha perceção. Deveria talvez aprofundar a questão e estudá-la... Mas neste momento tenho outras prioridades e esta forma de iniciar este post serve precisamente para iniciar o processo de escrita do trabalho mental que tenho vindo a desenvolver. De certa forma pretendo provocar ou talvez seja melhor utilizar o verbo motivar a escrita.
Mas como dizia há pouco, apetece-me começar este post de forma excessivamente coloquial. E começá-lo-ia assim:
Ok. Posso passar à fase seguinte.
Revisto o projeto entregue em dezembro, de acordo com o cronograma lá definido, estou atrasada face ao trabalho que já deveria estar feito. Falo, claro, neste caso, da dissertação. 

Estou preocupada? Sim. No entanto, tenho procurado não entrar em stress, como também se costuma dizer nestas situações (continuando a adotar o tom coloquial...), porque corro o risco de ficar parada. Aliás, pelo que vou lendo, principalmente, nas redes sociais, esta será uma sensação  comum a quem esteja em idêntica situação.

É a primeira vez que faço um mestrado, logo é a primeira vez que estou a escrever uma dissertação. Sinto-me nervosa, por vezes acho que o adjetivo  mais adequado é mesmo ansiosa. Revejo o que já fiz e considero que foi muito pouco. Que falta qualquer coisa... Que tenho de começar, isto porque tenho sentido muitas vezes que ainda não comecei. Depois respiro e penso que tudo já começou e que esta é outra fase.

Decidi, por isso, sentar-me e deixar aqui esta nota. Confesso que, às vezes, tenho saudades dos prazos que tínhamos para concluir as atividades, no primeiro ano. Impunha um ritmo de trabalho e, principalmente, de escrita que, nesta segunda parte, ainda não encontrei. Ou até pode ser que seja este o ritmo. Será um caso a ir acompanhando.

E, enquanto leio A Arte da Investigação com Estudos de Caso (Stake, 2009), resolvi reler dois artigos cuja leitura  a Professora Lina Morgado, enquanto Coordenadora do Curso de Mestrado em Pedagogia do ELearning (Universidade Aberta)  nos sugeriu no início deste segundo ano: Writing a Research Paper: From the Parts to the Whole (Figueiredo, 2010) e Writing your Winning Thesis ( Lajom & Magno, 2010).
Na altura li os textos, retive as ideias essenciais, mas não senti, então, que fossem textos essenciais. Agora, a sua re-leitura foi importantíssima.
Nas conclusões do seu artigo, o Professor Figueiredo afirma:
We hope that this will help young authors get their papers together in a short time, while achieving a high level of paper quality.
Para já, ainda não tenho dados suficientes que possam garantir que vá conseguir cumprir os prazos e fazê-lo com a qualidade requerida, no entanto, fiquei mais calma e sorri quando, na segunda parte do artigo (Additional considerations), nos é dito que não faz sentido escrever a Introdução ou a versão final do Resumo sem que o resto do texto esteja feito. Aconselhando mais à frente que as Conclusões devam ser redigidas sem ser à pressa e com uma mente fresca. A razão pela qual sorri prende-se com a escolha que, entretanto, fizera da imagem que acompanha este post e que pode ser vista no canto superior esquerdo do mesmo.
Quanto ao artigo de Lajom & Magno, tive vontade de o traduzir e sintetizar. Talvez o faça ainda, já que devo voltar a lê-lo. Destaco, para já, a primeira parte e em concreto o seguinte  aspeto a que os autores designam por Environmental structuring. De momento não consigo encontrar, em português, uma expressão que consiga traduzir a ideia contida na descrição deste aspeto, por isso mantenho a versão em inglês. E, para já, essa é a minha preocupação: conseguir encontrar no meu dia a dia um ambiente propício à reflexão, ao trabalho da dissertação.

Já me tenho interrogado se, neste processo de aprendizagem, terei errado nalgum momento, isto porque não me está a ser fácil manter  um ritmo de trabalho propício que permita desenvolver o projeto tal como o defini, implicando isso o cumprimento das várias etapas. Entretanto, e porque esta reflexão acontece em véspera de reunião com a orientadora julgo que, e tal como aconteceu no primeiro ano, a presença do Professor é importante e, neste caso, quase à letra, orientador. Pelo menos, motivou este ponto da situação, o primeiro.


NOTA FINAL
E está assim criado outro marcador deste espaço: Ponto da situação. Em princípio, o título desses postes será Dissertação, com a numeração. Caso considere que seja mais pertinente dar outro título, a isso farei referência.
A propósito da necessidade de ir escrevendo sobre este e outros aspectos que envolvam o elearning pretendo ainda durante a interrupção lectiva publicar umas breves palavras, assim como gostaria de conseguir concluir um powerpoint que estou a construir sobre o meu lugar na rede. Veremos se consigo.

2 de mar. de 2011

Apontamento sobre 'manuais digitais'

Durante o fim de semana, respondi a um inquérito sobre a problematização do conceito de manual digital, analisando o seu impacto na Escola e perspectivando o seu futuro. 
Pretendo com este breve apontamento, reflectir sobre esta questão, partilhando a minha opinião e experiência. Em suma, irei descrever a reflexão que fui fazendo durante o preenchimento do questionário.
A definição mais rápida e simples de manual digital que me surgiu, na altura, sem, no momento, recorrer à leitura de qualquer referência foi a de descrever o manual digital como um conjunto de recursos digitais suportado pelas TIC.
E se é um facto que até hoje ainda não recorri a qualquer manual digital para ser usado de forma sistemática, em sala de aula, é também um facto que, provavelmente, reunidos todos os recursos já produzidos e utilizados, outros que encontro através de pesquisas e partilhas, andarei a construir um meu próprio / pessoal manual digital há algum tempo.
Seria interessante cruzar este conceito de manual digital, que deveria ser, quanto a mim, diferente do manual em suporte de papel, com o de espaço pessoal de aprendizagem (PLE). Isto porque, se ao digital aliarmos a web 2.0,  teremos à nossa disponibilidade um conjunto de ferramentas que permitem agilizar pesquisa, organização, leitura, análise, logo, estudo, reflexão e, consequentemente, aprendizagem. 
Por isso, é preciso saber qual é a definição, quando nos referimos a manual digital.  Isto porque a ideia de um manual digital, pelo menos, de acordo com o conceito que algumas editoras começam já a desenvolver acaba por ser uma transposição para o digital daquilo que existe em papel. E isso não defendo, reconhecendo algumas vantagens em relação ao papel, mas também identificando outros tantos constrangimentos. 
E, no entanto, defendo o 'digital'. E a ideia, por exemplo, de ser cada turma* a construir o seu manual com as ferramentas da web 2.0 seria um projecto aliciante.
Por exemplo, no ano lectivo de 2008/09, propus a duas turmas do 8º Ano o seguinte projecto: Projecto - Caderno Diário Digital.
Dum conjunto de cerca de quinze alunos houve duas alunas que abraçaram a ideia e do trabalho desenvolvido no 3º Período resultaram estes dois produtos:
Foi um princípio, por enquanto interrompido, uma vez que seria necessária a garantia de condições de trabalho que entretanto não foi possível reunir. 
Mas julgo que dessa ideia de caderno digital individual se poderia, perfeitamente, partir para a construção de um manual digital onde, a par das orientações dos professores, cruzando os conteúdos com as competências a desenvolver e agora, também, metas a atingir,  surgiriam produtos feitos pelos próprios alunos. 
Uma ideia a rever e consolidar.

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*Quando falo em turma, estou a referir-me a turmas do 3º Ciclo, uma vez que sou professora nesse nível de ensino.

22 de fev. de 2011

Coied - Segunda semana

A segunda semana começou com a Webinar de Ricardo Vidal: Webinar - Mendeley (ferramenta de gestão e de referenciação bibliográfica). Como não usava qualquer ferramenta de gestão e de referenciação bibliográfica, fiquei bastante interessada na sua aplicação.  Parece-me de grande utilidade, particularmente a questão da referenciação bibliográfica. Ainda durante a sessão instalei a ferramenta e fui tentando acompanhar as orientações do orador. Claro que não consegui experimentar todas as funcionalidades, mas foi um princípio e, sem dúvida, um momento de aprendizagem. Agora tenho de continuar a exploração.
Pelas 21:30 do dia 14 de Fevereiro, iniciava no Second Life (SL) a  Webconference dada por Paulo Frias: Considerações sobre a utilização de Second Life pelos portugueses. Nesta sessão, Paulo Frias apresentou os números e conclusões a que chegou  nas investigações que fez nos últimos tempos sobre a utilização do Second Life feita pelos portugueses. Destaco de seguida alguns dos aspectos evidenciados (de um inquérito feito há cerca de um ano):  os indivíduos mais novos aproximam mais a sua imagem física real do seu avatar do que os mais velhos; um número considerável de inquiridos opta ter um avatar do mesmo género que o da vida real; a maioria reponde que só tem um avatar, sendo essa maioria os mais jovens; é muito importante a aparência física dos avatares para estabelecer comunicação. 
Concluindo, o professor Paulo Frias confirmou, através do estudo, a hipótese que inicialmente tinha sido formulada de que no SL existia nos portugueses uma forma muito específica destes comunicarem e sobretudo de se representarem e de se apropriarem do espaço virtual, ou seja, existia uma maneira muito nacional, portuguesa de ocupar o SL e que essa especificidade nacional apontava claramente para a valorização quer do idioma, quer do património construído, sobretudo o património mais antigo e oficial que estava conotado com o poder e que conduzia à reconstrução do conceito de lugar e à homogeneidade do grupo. 
Esta foi a primeira sessão a que assisti no SL. Já não entrava nesse mundo virtual há algum tempo e aproveitei para tirar algumas fotos do espaço onde se realizou a conferência. Publico a foto do tecto e que fascina pela conjugação de cores e dela resultar uma  fantástica luminosidade.
Na terça feira, dia 15 de Fevereiro, estavam previstas as realizações de duas sessões:  pelas 19:00, a Webinar - A utilização do Sloodle em Second Life, dada por Paulo Belo e mais tarde, às 21:30 , a Webconference - As redes sociais e as oportunidades de aprendizagem, dada por Ana Dias.
Assisti à primeira. À segunda, que acabou por se realizar no dia 18 de Fevereiro pelas 16:00,  não me foi possível assistir. E apesar de ainda não ter tido disponibilidade para tal, poderei assistir à sessão, uma vez que o vídeo se encontra já disponível. Talvez seja interessante, quando o fizer, reflectir sobre as diferenças entre assistir a uma webconference online sincronamente e assincronamente.
Paulo Belo, na sua apresentação, deu-nos a conhecer o que era o Sloodle e de que forma esta ferramenta integra o Second Life no Moodle. Para isso descreveu-nos uma experiência do Curso de Introdução ao Flash em Second Life, curso integrado no projecto de investigação em Second Life. A par do interesse que tenho sobre qualquer situação de aprendizagem no Seconde Life, neste caso, e nesta sessão, dou particular destaque para o facto desta ter sido uma das sessões mais interactivas, uma vez que foi dada aos participantes a possibilidade de ir mudando os slides, sendo possível voltar atrás ou avançar, enquanto a apresentação decorria.
Na quarta feira, dia 16 de Fevereiro, consegui assistir às duas sessões:
Na primeira sessão - PLE e o desenvolvimento de competências profissionais 2.0 - , Paulo Simões, num registo bastante  interactivo, foi-nos esclarecendo sobre como criar o nosso PLE e sobre o que poderia ser esse espaço. Colocando questões aos participantes, o orador foi-nos conduzindo através da sua apresentação, da qual destaco os seguintes aspectos: 
  • A palavra chave das competências profissionais 2.0 é partilha e esta questão torna-nos líderes e /ou seguidores; 
  • Num ambiente de partilha todos temos algo para contar;
  • Todos temos um espaço pessoal de aprendizagem;
  • A web 2.0 proporciona um conjunto de ferramentas essenciais para o PLE, possuindo a  capacidade das mesmas se interligarem e partilharem.
A segunda sessão da noite - Os 4 P's das Metas de Aprendizagem na área das TIC  - interessou-me particularmente pelo facto de ser professora (de Língua Portuguesa) no 3º ciclo. Apesar de ter lido o documento sobre as metas de aprendizagens, ainda não tinha tido a oportunidade de ouvir falar sobre elas. Portanto, este foi, claramente, um momento de formação.
A apresentação foi dividida em duas partes: numa primeira, apresentou-se o projecto e procedeu-se à sua contextualização e justificação, isto é, fez-se a apresentação do projecto e respectivo processo. Na segunda parte, apresentaram-se as metas, propriamente ditas - o produto -,  e as perspectivas, uma vez que as metas não são um documento acabado e só cumprirão o seu objectivo quando estiverem nas mãos dos principais destinatários: os professores.
As metas pretendem clarificar as aprendizagens e as competências que para cada ano e área disciplinar os jovens e as crianças devam atingir e a forma como o documento foi apresentado nesta conferência já me permitiu 'olhar' para o texto no seu todo de uma forma, pelo menos, mais interessada.
Tenho a certeza de que voltarei a consultar os documentos disponibilizados durante a apresentação feita por Elisabete Cruz. Agradou-me, em particular, o carácter pragmático que este projecto parece querer imprimir ao processo de implementação do mesmo.
Destacaria ainda desta sessão, o momento final de interacção entre os professores José Lagarto e Fernando Albuquerque Costa. O professor José Lagarto manifestou a sua preocupação pelo facto das Metas de Aprendizagem  nas Áreas das TIC não preconizarem a existência de um espaço TIC dado por profissionais,  isto é, professores da área de informática. Em resposta, o professor Fernando Albuquerque Costa referiu que o desafio das metas de aprendizagem das áreas da TIC não é apenas um desafio para os professores e cada um dos professores individualmente. Será também um desafio para outras instâncias, por exemplo: Quem forma os futuros professores (formação inicial); As próprias escolas, uma vez que esta é uma tarefa do Projecto Educativo da Escola; Quem faz a formação contínua dos professores e para o próprio Ministério da Educação.
Na quinta feira, 17 de Fevereiro, não consegui assistir às sessões. No primeiro caso, 19:00 - 20:00, Webinar - Repositórios de recursos, a problemática da partilha, por Pedro Ramalho, ainda entrei na sala, mas não pude permanecer. Na segunda sessão, 21:30 - 22:30, Webconference SL - Mundos Virtuais em Educação: para onde estamos caminhando, por João Mattar, não consegui aceder ao espaço no SL. Assim que me for possível, procurarei visionar os vídeos de ambos os momentos  e que se encontram já disponíveis.
Às 19:00, do dia 18 de Fevereiro, teve lugar a  Webinar - O Quadro Interactivo e o Trabalho Cooperativo - Sucesso Garantido, dada por José Paulo Santos. Entrei na sala, já a sessão estava a decorrer, mas ainda consegui acompanhar parte da apresentação. Esta sessão veio, de alguma forma, enriquecer a aprendizagem  efectuada na Acção de formação que frequentei em Novembro e sobre a qual já aqui escrevi. Achei muito aliciante a perspectiva de integração do quadro interactivo num contexto de aprendizagem cooperativa. Talvez seja esse o passo a dar para que os alunos possam, em sala de aula, usufruir do quadro interactivo na sua plenitude. Parece-me que voltarei a ler mais vezes a apresentação... Ainda desta sessão, destaco a seguinte frase dita a propósito do ambiente de trabalho desenvolvido à volta do quadro interactivo: Havia alegria em torno de tudo o que se fazia com o quadro interactivo. Este pormenor vai ao encontro daquilo que destaquei da intervenção do professor  João Paiva, no dia 9 de Fevereiro: A utilização da tecnologia para fins educativos ou outros deve ser sempre humanizada.

Às 21:30 começou a Webconference SL - A utilização do Machinima em contexto educativo, dada por Inês Messias e Hugo Almeida.
Numa primeira parte, Hugo Almeida explicou o que era a Machinima - a arte de filmar em ambientes virtuais 3D em tempo real - , e como qualquer um poderá produzir machinima.  Depois, partindo da descrição sumária de dois dos seus projectos, mostrou como o SL poderia ter  utilidade em  contextos educativos - Pessoa -  e  ser uma plataforma de trabalho colaborativo com pessoas de todo o mundo (Terra dos Sonhos).
Por seu lado, Inês Messias falou do desenvolvimento da machinima para  projectos educacionais e a sua utilização em ambientes virtuais. Para isso apresentou dois exemplos de projectos educacionais em ambientes virtuais: Mew Media Consortium e o espaço SLESES. Das palavras de Inês Messiais retenho a seguinte ideia como essencial para o trabalho a desenvolver no Second Life: Trata-se de um espaço que  permite mudar os cenários e as  personagens   possibilitando assim a adaptação ao conteúdo educacional que se pretender.
Finda a sessão, os avatares presentes foram convidados  para uma festa surpresa oferecida pela professora Teresa Bettencourt, no castelo de Almourol.

Ao longo da semana, escrevi uma ou duas vezes, nas interacções com os outros participantes, que iria ter saudades da rotina das duas últimas semanas. Nem sempre foi possível estar presente, mas parece-me que de tudo o que ouvi e li, aprendi o suficiente para ter vontade  de escrever sobre a experiência.
Teria feito o mesmo se o evento tivesse sido presencial?
Julgo que não. Provavelmente, o que ouvira, teria ficado no papel como outras vezes aconteceu.
Da experiência que tenho de momentos de aprendizagem a distância e, particularmente em regime online, a escrita é, no meu caso, quase sempre uma consequência.  Como o processo de escrita está a ser feito neste ambiente, só restará, no final, clicar em Publicar Postagem e depois divulgar, juntando este ao post da semana passada.
Resta esperar pela continuação do projecto em 2012 e agradecer à organização da Coied  a oportunidade de continuar a ser aprendente: Obrigada.

    Reflexão crítica (Avaliação de Desempenho): Uma visão sofisticada da pedagogia

    "A aposta deve ser feita no futuro não na direção da sofisticação tecnológica, mas da sofisticação pedagógica." (Azevedo, 2003...